Artigo E-book I CONEIL - Vol 02

E-books

ISBN: 978-65-86901-14-6

A TRISTE PARTIDA NA SALA DE AULA: UMA EXPERIÊNCIA DE RETEXTUALIZAÇÃO COM PATATIVA DO ASSARÉ

Palavra-chaves: EXPERIÊNCIA EXITOSA, RETEXTUALIZAÇÃO, STORYBOARD, VIDEOPOEMA, E-book E-book
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POR ESTA RAZÃO, ESSE ARTIGO TRAZ À TONA UMA ALTERNATIVA DIDÁTICA DE RETEXTUALIZAÇÃO, A PARTIR DE UM POEMA CORDELISTA, VISANDO ESSE PROCESSO HUMANIZADOR E UM NOVO OLHAR, AGORA ATRELADO A OUTRAS ARTES, DO TEXTO LITERÁRIO. POR ACREDITAR NA IDEIA DE QUE O TRABALHO COM A LITERATURA POPULAR PODE TRAZER GRANDES CONTRIBUIÇÕES PARA FORMAÇÃO DO LEITOR PROFICIENTE, A PROPOSTA DE RETEXTUALIZAÇÃO RECORRE AO POEMA CORDELISTA A TRISTE PARTIDA, PRESENTE NA OBRA CANTE LÁ QUE EU CANTO CÁ, DE PATATIVA DO ASSARÉ (2011), E VEM GARANTIR O ESPAÇO DA CHAMADA LITERATURA POPULAR E, TAMBÉM, TRAZER OLHARES DE ESTUDANTES DO 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL PARA O TEXTO LITERÁRIO EM FOCO, DESSA VEZ ENTRELAÇADOS COM OUTRAS ARTES. CONSIDERANDO O TRABALHO DIDÁTICO COM A RETEXTUALIZAÇÃO DO GÊNERO POEMA, O ARTIGO AQUI APRESENTADO PARTE, EM PRIMEIRO PLANO, DO SEGUINTE QUESTIONAMENTO:  É POSSÍVEL RETEXTUALIZAR O POEMA A TRISTE PARTIDA COM ESTUDANTES DO 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL ALIADO AS NOVAS TECNOLOGIAS? 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TODO PROCESSO INVESTIGATIVO PRECISA ESTAR PAUTADO NUMA TEORIA QUE DÊ SUSTENTAÇÃO AOS OBJETIVOS PRETENDIDOS E, AINDA, NUMA PESQUISA QUE PROPICIE UMA ANÁLISE ACURADA DOS DADOS COLETADO. DESSA FORMA, ESSE ESTUDO RECORREU A PESQUISA BIBLIOGRÁFICA E A PESQUISA-AÇÃO. PARA GIL (2002, P.44) “A PESQUISA BIBLIOGRÁFICA É DESENVOLVIDA COM BASE EM MATERIAL JÁ ELABORADO, CONSTITUÍDO PRINCIPALMENTE DE LIVROS E ARTIGOS CIENTÍFICOS”. JÁ A SEGUNDA É DEFENDIDA POR TRIPP (2005) COMO UMA FORMA DE INVESTIGAÇÃO-AÇÃO, POR MEIO DA QUAL SE DECIDE QUE AÇÃO SERÁ TOMADA PARA MELHORAR A PRÁTICA. A COLETA DO CORPUS DA PESQUISA OCORREU A PARTIR DE UMA SEQUÊNCIA DE ATIVIDADE DE RETEXTUALIZAÇÃO, REALIZADA NUMA ESCOLA PÚBLICA DO MUNÍCIPIO DE BOM CONSELHO - PE, COM VINTE E CINCO ESTUDANTES DO 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL, ENTRE NOVE E DOZE ANOS DE IDADE. A EXPERIÊNCIA TEVE UMA DURAÇÃO APROXIMADA DE CINCO SEMANAS A PARTIR DA (RE) LEITURA DO POEMA A TRISTE PARTIDA. 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DE ACORDO COM OLIVEIRA, AMARAL E BARTOLHO (2010) STORYBOARD É DEFINIDO COMO UM ROTEIRO VISUAL EM ORDEM CRONOLÓGICA, NUMA SEQUÊNCIA DE QUADRO POR QUADRO, QUE NARRA AS PRINCIPAIS CENAS DE UMA OBRA. AS CENAS EM FORMA DE DESENHOS SEQUENCIAIS SÃO SIMILARES A UMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS E SUA PRODUÇÃO FUNCIONA COMO GUIA VISUAL QUE TRAZ AS PRINCIPAIS CENAS DE UM PRODUTO AUDIOVISUAL. A CRIAÇÃO DE STORYBOARD TEVE O INTUITO DE COMPREENDER A ESTRUTURA COMPOSICIONAL NARRATIVA DE A TRISTE PARTIDA E, PRINCIPALMENTE, CRIAR AS CENAS MAIS MARCANTES COMO UM ROTEIRO PRÉVIO PARA PRODUÇÃO DA ATIVIDADE FINAL. ESSE ROTEIRO FUNCIONOU COM ESPÉCIE DE GUIA PARA PRODUÇÃO DE VIDEOPOEMA. PARA ELABORAÇÃO DO STORYBOARD, FOI FORMADO UM GRUPO COM 12 (DOZE) ESTUDANTES COM MAIOR APTIDÃO PARA ESSE TIPO DE ARTE. AO TODO, FORAM CRIADAS 19 (DEZENOVE) IMAGENS, UMA PARA CADA ESTROFE DA POEMA CORDELISTA. APÓS A ANÁLISE DAS CENAS, E INSISTÊNCIA DOS ESTUDANTES, OS DESENHOS FORAM SUBMETIDOS AO APLICATIVO PHOTO LAB PARA QUE DE ACORDO COM OS ESTUDANTES “GANHAR COR E FUNDO CARACTERÍSTICOS DO QUE É NARRADO EM A TRISTE PARTIDA. APÓS A FINALIZAÇÃO DESSA ATIVIDADE, O GRUPO SUGERIU UMA EXPOSIÇÃO DOS STORYBOARDS AOS PAIS E OUTRAS TURMAS DA ESCOLA E, TAMBÉM, UMA AMOSTRAGEM DAS OUTRAS DUAS ATIVIDADES SUBSEQUENTES. ESSA PROPOSTA FOI RECEBIDA DE FORMA PLAUSÍVEL PELOS DEMAIS COMPONENTES DA TURMA QUE SE DISPONIBILIZARAM PARA ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO E DA AMBIÊNCIA PARA ACOLHIMENTO DE OUTRAS PESSOAS. A ESCOLHA PELA TRANSFORMAÇÃO DO POEMA EM CONTO OCASIONOU-SE POR DUAS RAZÕES: A FACILIDADE DE ADEQUAÇÃO ENTRE OS GÊNEROS DA MESMA ORDEM LITERÁRIA E PELO FATO DO POEMA GIRAR EM TORNO DE UM CONFLITO ÚNICO (CARACTERÍSTICA COMUM DO CONTO). A DEFINIÇÃO DE CONTO ESTÁ PAUTADA NA PROPOSTA DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS QUE EM SEU DICIONÁRIO ESCOLAR DA LÍNGUA PORTUGUESA (2008, P.354) DEFINE COMO “NARRATIVA FICCIONAL MENOR QUE O ROMANCE, COM POUCOS PERSONAGENS E EM TORNO DE UM CONFLITO ÚNICO”. PARA CONVERSÃO DE A TRISTE PARTIDA EM CONTO, OS ESTUDANTES FORAM DIVIDIDOS EM 4 SUBGRUPOS DE PRODUÇÃO. A PROPOSTA DEFINIDA FOI DE QUE O PRIMEIRO GRUPO INICIAVA A NARRATIVA E APÓS AS ALTERAÇÕES/CORREÇÕES COLETIVAS O GRUPO SEGUINTE DAVA CONTINUIDADE AO ENREDO. A PROPOSTA DE PRODUÇÃO COLETIVA SEGUIU AS SEGUINTES ETAPAS: A) ESCRITA COLETIVA DA NARRATIVA: APÓS O ESTUDO DO GÊNERO CONTO, O PRIMEIRO GRUPO INICIAVA A NARRATIVA BASEADA NAS ESTROFES PRIMEIRAS DE A TRISTE PARTIDA, MAS COM POSSIBLIDADE PARA RECRIAÇÃO E INSERÇÃO DE NOVOS ACONTECIMENTOS E OUTROS FATOS SURGIDOS DO IMAGINÁRIO INFANTIL. O TEXTO ERA LIDO PARA TODA A TURMA PARA ACRÉSCIMOS, ALTERAÇÕES, CORREÇÕES E PARA PREPARAÇÃO DE CONTINUIDADE PARA O OUTRO GRUPO; B) ENCONTROS PARA APRIMORAMENTO DO CONTO: OS ENCONTROS ERAM REALIZADOS NO HORÁRIO DA AULA PARA REFACÇÃO E APERFEIÇOAMENTO TEXTUAL, OBEDECENDO OS SEGUINTES ASPECTOS: ENCADEAMENTO DE IDEIAS, CRIAÇÃO DE FALAS, PARAGRAFAÇÃO E ELIMINAÇÃO DAS REPETIÇÕES. ESSA É A FASE, COMO AFIRMA ANTUNES (2003, P. 56), “[...] PARA DECIDIR SOBRE O QUE FICA, O QUE SAI, O QUE FORMULA. APÓS ESSE APRIMORAMENTO TEXTUAL, O GRUPO SEGUINTE DAVA CONTINUIDADE E ASSIM SE SUCEDEU ATÉ A FINALIZAÇÃO DO TEXTO; C) ELABORAÇÃO DAS ILUSTRAÇÕES: PARA OS MOMENTOS MAIS MARCANTES DO CONTO, OS ESTUDANTES CRIARAM ALGUMAS ILUSTRAÇÕES. HOUVE UMA PREOCUPAÇÃO NO DETALHAMENTO DE CADA IMAGEM, BUSCANDO RETRATAR FIELMENTE O DISCURSO ESCRITO. A OBRA FOI TRANSFORMADA EM UM LIVRO COM 35 PÁGINAS (AQUI JÁ INCLUI FICHA CARTOGRÁFICA, APRESENTAÇÃO, SUMÁRIO) E 21 ILUSTRAÇÕES. O LIVRO FOI IMPRESSO PARA COMPOR O CANTINHO DE LEITURA DA SALA DE AULA E MUITOS PAIS E ESTUDANTES FIZERAM A AQUISIÇÃO DA OBRA. APÓS A FINALIZAÇÃO DA ESCRITA DO CONTO, OS ESTUDANTES ESCOLHERAM O TÍTULO “TRISTES HISTÓRIAS DO SERTÃO” PARA A OBRA. COMO PROPOSTO NA APRESENTAÇÃO DO LIVRO, “SÃO NARRAÇÕES REPLETAS DE MELANCOLIA, COMO O PRÓPRIO NOME ANUNCIA, AS QUAIS NOS FAZEM SOFRER COM A DOR DE UMA FAMÍLIA SERTANEJA QUE VIVE SOB O SOL CAUSTICANTE DO NORDESTE”. OUTRO ASPECTO QUE MERECE SER DESTACADO É O FINAL DE “TRISTES HISTÓRIAS DO SERTÃO”. A OBRA TEM UM FIM PROPOSITAL E CONVIDA OUTRAS CRIANÇAS PARA PARTICIPAR DO ATO DE ESCREVER: “[...] AGORA ESCREVEREMOS UMA NOVA HISTÓRIA QUE FARÁ CAIR LÁGRIMAS DOS OLHOS, MAS DESSA VEZ SERÃO LÁGRIMAS DE GRATIDÃO A ALEGRIA. MAS PARA ISSO TEREMOS QUE MUDAR O TÍTULO DE NOSSO DO NOSSO LIVRO, INSERIR NOVOS PERSONAGENS E ESCREVER, ESCREVER ... E REESCREVER. COM LÁPIS NA MÃO COMEÇAMOS UMA NOVA HISTÓRIA”. PODE-SE DIZER QUE A VIDEOPOEMA, EDITADO AO LONGO DA EXPERIÊNCIA DE RELEITURA TEXTUAL, É UMA REPRESENTAÇÃO AUDIOVISUAL DE A TRISTE PARTIDA. PARA FERREIRA (2009, P.43) “O VIDEOPOEMA É UM EXEMPLO DE QUE TECNOLOGIA E ARTE PODEM CAMINHAR JUNTAS NUMA TROCA DE RECURSOS CADA VEZ MAIS VISÍVEL E DINÂMICA”. NA VERDADE, O QUE OCORREU FOI VIRTUALIZAÇÃO DO POEMA, UMA VEZ QUE AS FOTOGRAFIAS DE ESTUDANTES CARACTERIZADOS DE RETIRANTES FORAM JUSTAS POSTAS A CANÇÃO DE LUIZ GONZAGA. É INTERESSANTE DESTACAR QUE A PRODUÇÃO DO VIDEOPOEMA OPTOU PELO USO DA MÚSICA, NUMA TENTATIVA DE ENTRELAÇAR AS ARTES. OUTRAS DENOMINAÇÕES ESTÃO ASSOCIADAS A ESSE EXPERIMENTO: VÍDEO CLIPE, TECNOPOESIA, CLIPE POEMA, PORÉM A FINALIDADE É SEMPRE PARTICIPAR DE UMA LEITURA PERFORMÁTICA. A MONTAGEM DESSA VIDEOARTE TEVE FOCO PRINCIPAL “TORNAR REAL” A TRISTE PARTIDA CANTADA POR LUIZ GONZAGA. ESSA FOI A OPORTUNIDADE DE LEVAR O ESTUDANTE A VIVENCIAR OS MOMENTOS MARCANTES DAS PERSONAGENS: O ANDAR DE PAU DE ARARA, O SER EXPLORADO E A VIDA DIFÍCIL NUMA TERRA ESTRANHA. O VIDEOPOEMA FOI PRODUZIDO A PARTIR DAS SEGUINTES ETAPAS: I) OBSERVAÇÃO DE IMAGENS DE RETIRANTES: REALIZOU-SE UMA PESQUISA SOBRE OS TRAJES CARACTERÍSTICOS DOS RETIRANTES NORDESTINOS COM ANÁLISE DE IMAGENS QUE ENFATIZAVAM O VESTUÁRIO DESSES FUGITIVOS. PARA TANTO, FEZ-SE UM PERCURSO HISTÓRICO SOBRE A MIGRAÇÃO NORDESTINA, PRINCIPALMENTE NA DÉCADA DE 50 E 60, DESTACANDO QUE A SECA E A FALTA DE TRABALHO LEVARAM MUITA GENTE TOMAR OUTROS RUMOS; II) MONTAGEM DO FIGURINO: OS ESTUDANTES TROUXERAM PEÇAS DE ROUPAS QUE SE ASSEMELHAVAM COM AS DOS RETIRANTES E A PARTIR DA ESCOLHA DAS PEÇAS MAIS COMBINATIVAS FOI MONTADO O FIGURINO DOS PERSONAGENS. OS ESTUDANTES NÃO DEIXARAM PASSAR NADA DESPERCEBIDO: A TROUXA DE ROUPAS DA MÃE, A BONECA DA FILHA PEQUENA, O SANTO, AS FERRAMENTAS DE TRABALHO E TANTOS OUTROS DETALHES; III) TIRAGEM DE FOTOS: A SAGA AMBIENTA-SE EM DOIS LUGARES: O SERTÃO NORDESTINO E A CIDADE DE SÃO PAULO. O SÍTIO PACAS (2KM DA ESCOLA) E O DISTRITO DE RAINHA ISABEL (LOCAL DA ESCOLA) FORAM SELECIONADOS COMO CENÁRIO DOS RESPECTIVOS AMBIENTES. AS FOTOS TIRADAS SEGUIRAM O ESQUEMA DOS STORYBOARDS PARA COMPOSIÇÃO DO VIDEOPOEMA. A EDIÇÃO FINAL FICOU SOB A RESPONSABILIDADE DO PROFESSOR QUE UTILIZOU O PROGRAMA MOVIE MAKER PARA JUSTAPOSIÇÃO ENTRE MÚSICA E FOTOGRAFIA. ESSA REPRESENTAÇÃO DA SAGA NORDESTINA PERMITIU QUE OS ESTUDANTES COMPREENDESSEM QUE UM POEMA PODE TER UMA ESTRUTURA NARRATIVA, SEGUINDO A LÓGICA DE COMEÇO, MEIO E FIM. A PRODUÇÃO DO VIDEOPOEMA FOI VISTA PELOS ESTUDANTES COMO “UMA FORMA DIFERENCIADA DE LER A TRISTE PARTIDA”. \tO TRABALHO COM A LITERATURA DE CORDEL VEM A VALIDAR A PRESENÇA DA LITERATURA POPULAR NA SALA DE AULA. NESSA LINHA, ABREU (2006, P.54) DEFENDE QUE “O POPULAR PROPICIA, AINDA HOJE, ALGUM ENCANTO, MAS A ELE É RESERVADO UM LUGAR BEM DELIMITADO: O LUGAR DO FOLCLÓRICO, DO EXÓTICO, DO PRIMITIVO”. POR ESSA VIA, ESSA PROPOSTA PROCUROU NÃO DEMARCAR O TEOR IDEOLÓGICO DA LITERATURA, O QUAL SEPARA A EM CATEGORIAS DICOTÔMICAS COMO POPULARERUDITO, ALTOBAIXO. ESSA PROPOSTA DE RETEXTUALIZAÇÃO PODE SER VISTA COMO UMA ALTERNATIVA EFICIENTE PARA O TRABALHO DIDÁTICO, UMA VEZ QUE DESPERTOU O DESEJO DE PARTICIPAÇÃO, A CURIOSIDADE, O USO DA TECNOLOGIA E, POR CONSEGUINTE, PROMOVEU O LETRAMENTO LITERÁRIO. POR ISSO, É POSSÍVEL DEFENDER QUE A LITERATURA É UM DIREITO DE TODOS E, NECESSARIAMENTE, A ESCOLA DEVE PROPICIAR OPORTUNIDADES DE CONTATO COM TEXTO LITERÁRIO. A EXPERIÊNCIA EXITOSA AQUI APRESENTADA VERIFICOU A NECESSIDADE DE VIVENCIAR PRÁTICAS DE RETEXTUALIZAÇÃO COM O GÊNERO DA LITERATURA POPULAR E MOSTROU QUE É POSSÍVEL INTEGRAR A LITERATURA COM OUTRAS ARTES DESDE OS ANOS INICIAIS DA ESCOLARIZAÇÃO. POR FIM, AS ORIENTAÇÕES AQUI PROPOSTAS NÃO DEVEM SER CONSIDERADAS COMO RECEITAS PRONTAS, NEM TAMPOUCO COMO SOLUÇÕES PARA OS DILEMAS DA PRÁTICA. ELAS SÃO PASSÍVEIS DE ADAPTAÇÕES E DEVEM SER VISTAS COMO SUGESTÕES PARA A FORMAÇÃO DO LEITOR."
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O PRIMEIRO CONTATO DA TURMA COM O POEMA FOI ATRAVÉS DE UM FOLHETIM DE CORDEL, ORGANIZADO PELO PROFESSOR, PARA LEITURA DRAMATIZADA EM SALA DE AULA. ESSA LEITURA INICIAL TROUXE O DESPERTAR PARA OS ESTUDOS INTRODUTÓRIOS SOBRE A LITERATURA DE CORDEL E POSSIBILITOU UMA DISCUSSÃO CONJUNTA SOBRE OS TEMAS ABORDADOS NO POEMA: O DILEMA DA RETIRADA NORDESTINA, A FALTA DE POLÍTICAS PÚBLICAS, OS ASPECTOS RELIGIOSOS DO POEMA, A HUMANIZAÇÃO DE SERES INANIMADOS E AS DIFICULDADES EM SE DEPARAR NUMA TERRA DESCONHECIDA. O RESULTADO DA PROPOSTA DE RETEXTUALIZAÇÃO SERÁ APRESENTADO EM TRÊS SEÇÕES, A SABER: A TRISTE PARTIDA EM STORYBOARD, A TRISTE PARTIDA EM CONTO E A TRISTE PARTIDA EM VIDEOPOEMA. PARA EFEITO DIDÁTICO, É IMPORTANTE ESCLARECER QUE NO DECURSO DA AMOSTRAGEM DAS ATIVIDADES, É FEITA A DEFINIÇÃO DE CADA GÊNERO TRANSMUTADO E, AINDA, RELATA-SE UMA BREVE DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE. 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APÓS A ANÁLISE DAS CENAS, E INSISTÊNCIA DOS ESTUDANTES, OS DESENHOS FORAM SUBMETIDOS AO APLICATIVO PHOTO LAB PARA QUE DE ACORDO COM OS ESTUDANTES “GANHAR COR E FUNDO CARACTERÍSTICOS DO QUE É NARRADO EM A TRISTE PARTIDA. APÓS A FINALIZAÇÃO DESSA ATIVIDADE, O GRUPO SUGERIU UMA EXPOSIÇÃO DOS STORYBOARDS AOS PAIS E OUTRAS TURMAS DA ESCOLA E, TAMBÉM, UMA AMOSTRAGEM DAS OUTRAS DUAS ATIVIDADES SUBSEQUENTES. ESSA PROPOSTA FOI RECEBIDA DE FORMA PLAUSÍVEL PELOS DEMAIS COMPONENTES DA TURMA QUE SE DISPONIBILIZARAM PARA ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO E DA AMBIÊNCIA PARA ACOLHIMENTO DE OUTRAS PESSOAS. A ESCOLHA PELA TRANSFORMAÇÃO DO POEMA EM CONTO OCASIONOU-SE POR DUAS RAZÕES: A FACILIDADE DE ADEQUAÇÃO ENTRE OS GÊNEROS DA MESMA ORDEM LITERÁRIA E PELO FATO DO POEMA GIRAR EM TORNO DE UM CONFLITO ÚNICO (CARACTERÍSTICA COMUM DO CONTO). A DEFINIÇÃO DE CONTO ESTÁ PAUTADA NA PROPOSTA DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS QUE EM SEU DICIONÁRIO ESCOLAR DA LÍNGUA PORTUGUESA (2008, P.354) DEFINE COMO “NARRATIVA FICCIONAL MENOR QUE O ROMANCE, COM POUCOS PERSONAGENS E EM TORNO DE UM CONFLITO ÚNICO”. PARA CONVERSÃO DE A TRISTE PARTIDA EM CONTO, OS ESTUDANTES FORAM DIVIDIDOS EM 4 SUBGRUPOS DE PRODUÇÃO. A PROPOSTA DEFINIDA FOI DE QUE O PRIMEIRO GRUPO INICIAVA A NARRATIVA E APÓS AS ALTERAÇÕES/CORREÇÕES COLETIVAS O GRUPO SEGUINTE DAVA CONTINUIDADE AO ENREDO. A PROPOSTA DE PRODUÇÃO COLETIVA SEGUIU AS SEGUINTES ETAPAS: A) ESCRITA COLETIVA DA NARRATIVA: APÓS O ESTUDO DO GÊNERO CONTO, O PRIMEIRO GRUPO INICIAVA A NARRATIVA BASEADA NAS ESTROFES PRIMEIRAS DE A TRISTE PARTIDA, MAS COM POSSIBLIDADE PARA RECRIAÇÃO E INSERÇÃO DE NOVOS ACONTECIMENTOS E OUTROS FATOS SURGIDOS DO IMAGINÁRIO INFANTIL. 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O LIVRO FOI IMPRESSO PARA COMPOR O CANTINHO DE LEITURA DA SALA DE AULA E MUITOS PAIS E ESTUDANTES FIZERAM A AQUISIÇÃO DA OBRA. APÓS A FINALIZAÇÃO DA ESCRITA DO CONTO, OS ESTUDANTES ESCOLHERAM O TÍTULO “TRISTES HISTÓRIAS DO SERTÃO” PARA A OBRA. COMO PROPOSTO NA APRESENTAÇÃO DO LIVRO, “SÃO NARRAÇÕES REPLETAS DE MELANCOLIA, COMO O PRÓPRIO NOME ANUNCIA, AS QUAIS NOS FAZEM SOFRER COM A DOR DE UMA FAMÍLIA SERTANEJA QUE VIVE SOB O SOL CAUSTICANTE DO NORDESTE”. OUTRO ASPECTO QUE MERECE SER DESTACADO É O FINAL DE “TRISTES HISTÓRIAS DO SERTÃO”. A OBRA TEM UM FIM PROPOSITAL E CONVIDA OUTRAS CRIANÇAS PARA PARTICIPAR DO ATO DE ESCREVER: “[...] AGORA ESCREVEREMOS UMA NOVA HISTÓRIA QUE FARÁ CAIR LÁGRIMAS DOS OLHOS, MAS DESSA VEZ SERÃO LÁGRIMAS DE GRATIDÃO A ALEGRIA. MAS PARA ISSO TEREMOS QUE MUDAR O TÍTULO DE NOSSO DO NOSSO LIVRO, INSERIR NOVOS PERSONAGENS E ESCREVER, ESCREVER ... E REESCREVER. COM LÁPIS NA MÃO COMEÇAMOS UMA NOVA HISTÓRIA”. PODE-SE DIZER QUE A VIDEOPOEMA, EDITADO AO LONGO DA EXPERIÊNCIA DE RELEITURA TEXTUAL, É UMA REPRESENTAÇÃO AUDIOVISUAL DE A TRISTE PARTIDA. PARA FERREIRA (2009, P.43) “O VIDEOPOEMA É UM EXEMPLO DE QUE TECNOLOGIA E ARTE PODEM CAMINHAR JUNTAS NUMA TROCA DE RECURSOS CADA VEZ MAIS VISÍVEL E DINÂMICA”. NA VERDADE, O QUE OCORREU FOI VIRTUALIZAÇÃO DO POEMA, UMA VEZ QUE AS FOTOGRAFIAS DE ESTUDANTES CARACTERIZADOS DE RETIRANTES FORAM JUSTAS POSTAS A CANÇÃO DE LUIZ GONZAGA. É INTERESSANTE DESTACAR QUE A PRODUÇÃO DO VIDEOPOEMA OPTOU PELO USO DA MÚSICA, NUMA TENTATIVA DE ENTRELAÇAR AS ARTES. OUTRAS DENOMINAÇÕES ESTÃO ASSOCIADAS A ESSE EXPERIMENTO: VÍDEO CLIPE, TECNOPOESIA, CLIPE POEMA, PORÉM A FINALIDADE É SEMPRE PARTICIPAR DE UMA LEITURA PERFORMÁTICA. A MONTAGEM DESSA VIDEOARTE TEVE FOCO PRINCIPAL “TORNAR REAL” A TRISTE PARTIDA CANTADA POR LUIZ GONZAGA. ESSA FOI A OPORTUNIDADE DE LEVAR O ESTUDANTE A VIVENCIAR OS MOMENTOS MARCANTES DAS PERSONAGENS: O ANDAR DE PAU DE ARARA, O SER EXPLORADO E A VIDA DIFÍCIL NUMA TERRA ESTRANHA. O VIDEOPOEMA FOI PRODUZIDO A PARTIR DAS SEGUINTES ETAPAS: I) OBSERVAÇÃO DE IMAGENS DE RETIRANTES: REALIZOU-SE UMA PESQUISA SOBRE OS TRAJES CARACTERÍSTICOS DOS RETIRANTES NORDESTINOS COM ANÁLISE DE IMAGENS QUE ENFATIZAVAM O VESTUÁRIO DESSES FUGITIVOS. PARA TANTO, FEZ-SE UM PERCURSO HISTÓRICO SOBRE A MIGRAÇÃO NORDESTINA, PRINCIPALMENTE NA DÉCADA DE 50 E 60, DESTACANDO QUE A SECA E A FALTA DE TRABALHO LEVARAM MUITA GENTE TOMAR OUTROS RUMOS; II) MONTAGEM DO FIGURINO: OS ESTUDANTES TROUXERAM PEÇAS DE ROUPAS QUE SE ASSEMELHAVAM COM AS DOS RETIRANTES E A PARTIR DA ESCOLHA DAS PEÇAS MAIS COMBINATIVAS FOI MONTADO O FIGURINO DOS PERSONAGENS. OS ESTUDANTES NÃO DEIXARAM PASSAR NADA DESPERCEBIDO: A TROUXA DE ROUPAS DA MÃE, A BONECA DA FILHA PEQUENA, O SANTO, AS FERRAMENTAS DE TRABALHO E TANTOS OUTROS DETALHES; III) TIRAGEM DE FOTOS: A SAGA AMBIENTA-SE EM DOIS LUGARES: O SERTÃO NORDESTINO E A CIDADE DE SÃO PAULO. O SÍTIO PACAS (2KM DA ESCOLA) E O DISTRITO DE RAINHA ISABEL (LOCAL DA ESCOLA) FORAM SELECIONADOS COMO CENÁRIO DOS RESPECTIVOS AMBIENTES. AS FOTOS TIRADAS SEGUIRAM O ESQUEMA DOS STORYBOARDS PARA COMPOSIÇÃO DO VIDEOPOEMA. A EDIÇÃO FINAL FICOU SOB A RESPONSABILIDADE DO PROFESSOR QUE UTILIZOU O PROGRAMA MOVIE MAKER PARA JUSTAPOSIÇÃO ENTRE MÚSICA E FOTOGRAFIA. ESSA REPRESENTAÇÃO DA SAGA NORDESTINA PERMITIU QUE OS ESTUDANTES COMPREENDESSEM QUE UM POEMA PODE TER UMA ESTRUTURA NARRATIVA, SEGUINDO A LÓGICA DE COMEÇO, MEIO E FIM. A PRODUÇÃO DO VIDEOPOEMA FOI VISTA PELOS ESTUDANTES COMO “UMA FORMA DIFERENCIADA DE LER A TRISTE PARTIDA”. \tO TRABALHO COM A LITERATURA DE CORDEL VEM A VALIDAR A PRESENÇA DA LITERATURA POPULAR NA SALA DE AULA. NESSA LINHA, ABREU (2006, P.54) DEFENDE QUE “O POPULAR PROPICIA, AINDA HOJE, ALGUM ENCANTO, MAS A ELE É RESERVADO UM LUGAR BEM DELIMITADO: O LUGAR DO FOLCLÓRICO, DO EXÓTICO, DO PRIMITIVO”. POR ESSA VIA, ESSA PROPOSTA PROCUROU NÃO DEMARCAR O TEOR IDEOLÓGICO DA LITERATURA, O QUAL SEPARA A EM CATEGORIAS DICOTÔMICAS COMO POPULARERUDITO, ALTOBAIXO. ESSA PROPOSTA DE RETEXTUALIZAÇÃO PODE SER VISTA COMO UMA ALTERNATIVA EFICIENTE PARA O TRABALHO DIDÁTICO, UMA VEZ QUE DESPERTOU O DESEJO DE PARTICIPAÇÃO, A CURIOSIDADE, O USO DA TECNOLOGIA E, POR CONSEGUINTE, PROMOVEU O LETRAMENTO LITERÁRIO. POR ISSO, É POSSÍVEL DEFENDER QUE A LITERATURA É UM DIREITO DE TODOS E, NECESSARIAMENTE, A ESCOLA DEVE PROPICIAR OPORTUNIDADES DE CONTATO COM TEXTO LITERÁRIO. A EXPERIÊNCIA EXITOSA AQUI APRESENTADA VERIFICOU A NECESSIDADE DE VIVENCIAR PRÁTICAS DE RETEXTUALIZAÇÃO COM O GÊNERO DA LITERATURA POPULAR E MOSTROU QUE É POSSÍVEL INTEGRAR A LITERATURA COM OUTRAS ARTES DESDE OS ANOS INICIAIS DA ESCOLARIZAÇÃO. POR FIM, AS ORIENTAÇÕES AQUI PROPOSTAS NÃO DEVEM SER CONSIDERADAS COMO RECEITAS PRONTAS, NEM TAMPOUCO COMO SOLUÇÕES PARA OS DILEMAS DA PRÁTICA. ELAS SÃO PASSÍVEIS DE ADAPTAÇÕES E DEVEM SER VISTAS COMO SUGESTÕES PARA A FORMAÇÃO DO LEITOR."
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                  <strong>Caminhos da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o: a Lingu&iacute;stica e a Literatura no cen&aacute;rio brasileiro</strong><br />\r\n
                  <br />\r\n
                  Os estudos da linguagem v&ecirc;m ganhando, cada vez mais, perspectivas que extrapolam a tradicional disciplinaridade acad&ecirc;mica. Isso se deve, em parte, a investiga&ccedil;&otilde;es acerca de fen&ocirc;menos que exigem a mobiliza&ccedil;&atilde;o de saberes de diferentes &aacute;reas e, tamb&eacute;m, pelo gradativo crescimento de abordagens que, pleiteando uma compreens&atilde;o mais ampla da linguagem, preferem abrir m&atilde;o de princ&iacute;pios atom&iacute;sticos ou isolacionistas a perder de vista aspectos complexos implicados no objeto linguagem. Nesse sentido, pensar uma abordagem interdisciplinar, voltada para os estudos da linguagem, decorre da concep&ccedil;&atilde;o de que o processo de ensino e aprendizagem ocorre de maneira ativa e integra conhecimentos e saberes contextualmente situados na &aacute;rea de Lingu&iacute;stica e Literatura. Assim, o Volume 2 do livro Estudos Interdisciplinares da Linguagem traz discuss&otilde;es que buscam romper com determinados paradigmas do processo de ensino e aprendizagem e proporcionam uma leitura plural de pesquisas que v&ecirc;m sendo desenvolvidas no cen&aacute;rio brasileiro, no escopo das humanidades, no &acirc;mbito da Lingu&iacute;stica e da Literatura, sem perder de vista as possibilidades de di&aacute;logos entre &aacute;reas afins do conhecimento, tendo como finalidade ampliar o espa&ccedil;o de reflex&atilde;o e suas repercuss&otilde;es como parte da socializa&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas inovadoras de forma&ccedil;&atilde;o.<br />\r\n
                  <br />\r\n
                  Desse modo, apresentamos, nesse volume, pesquisas desenvolvidas no &acirc;mbito da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, divididas em dois grandes campos do conhecimento: Lingu&iacute;stica e Literatura. Chamamos a aten&ccedil;&atilde;o para diversidade tem&aacute;tica e geogr&aacute;fica das pesquisas aqui publicadas por discentes de mestrado ou doutorado de diversos Programas de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o de Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superior brasileiras, uma vez que temos representantes das cinco regi&otilde;es do Brasil que compartilham conhecimentos e demonstram o potencial da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o brasileira no que diz respeito aos estudos da linguagem. Um dos principais intuitos dessa colet&acirc;nea &eacute; apresentar esse cen&aacute;rio multifacetado das pesquisas no Brasil. Dessa forma, al&eacute;m dos instigantes debates promovidos pelos/as autores/as aqui presentes, temos como vislumbrar o panorama heter&oacute;clito de disserta&ccedil;&otilde;es e teses que est&atilde;o prestes a serem defendidas por esses/as jovens pesquisadores/as.<br />\r\n
                  Socializar esses debates sobre pautas relacionadas &agrave; interdisciplinaridade nos estudos da linguagem proporciona interc&acirc;mbios e di&aacute;logos de v&aacute;rias ordens que podem enriquecer o desenvolvimento cient&iacute;fico da &aacute;rea de Lingu&iacute;stica e Literatura. Tais debates trazem contribui&ccedil;&otilde;es para o campo te&oacute;rico e aplicado dos estudos da linguagem que se coaduna com o cen&aacute;rio da educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica brasileira e a incid&ecirc;ncia nos processos formativos de seus sujeitos &ndash; professores e alunos &ndash; das universidades e escolas de educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, que tenham em vista a perspectiva da interdisciplinaridade no &acirc;mbito das discuss&otilde;es profissionais e/ou acad&ecirc;micas.<br />\r\n
                  Aqui a comunidade leitora encontrar&aacute; pesquisas com objetivos muito bem delineados para proposi&ccedil;&atilde;o de leitura(s) e metodologia(s) que tomam os estudos da linguagem como fonte e objeto de investiga&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m de pr&aacute;xis na sala de aula. Assim, convidamos a uma leitura que, dentre todas as vozes que se fazem presentes nesse coro te&oacute;rico-metodol&oacute;gico, auxilie na capacidade de perceber nos discursos, que partem de outros j&aacute; ditos, o desejo pela diversidade te&oacute;rica e pela pr&aacute;tica de ensino e aprendizagem que se efetive no fazer docente.<br />\r\n
                  <br />\r\n
                  <em>Natanael Duarte de Azevedo<br />\r\n
                  Professor Adjunto da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)<br />\r\n
                  Coordenador do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Estudos da Linguagem (PROGEL/UFRPE)</em>
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                  Natanael Duarte de Azevedo<br />\r\n
                  Professor Adjunto da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)<br />\r\n
                  Coordenador do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Estudos da Linguagem (PROGEL/UFRPE)
                  """
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                  Alfredo Cordiviola (UFPE)<br />\r\n
                  Aline Alves Arruda (IFMG)<br />\r\n
                  Arturo Gouveia (UFPB)<br />\r\n
                  Brenda Carlos de Andrade (UFRPE)<br />\r\n
                  Carlos Eduardo Soares da Cruz (UERJ)<br />\r\n
                  Claudia Roberta Tavares Silva (UFRPE)<br />\r\n
                  Cleber Alves de Ataide (UFRPE)<br />\r\n
                  Danniel da Silva Carvalho (UFBA)<br />\r\n
                  Dorothy Bezerra Silva de Brito (UFRPE)<br />\r\n
                  Germana Maria Ara&uacute;jo Sales (UFPA/CAPES)<br />\r\n
                  Gilberlande Pereira dos Santos (UNIVISA)<br />\r\n
                  Iara Christina Silva Barroca (UFV)<br />\r\n
                  I&ecirc;do de Oliveira Paes (UFRPE)<br />\r\n
                  Iran Ferreira de Melo (UFRPE)<br />\r\n
                  Isabela Barbosa do Rego Barros (UNICAP)<br />\r\n
                  Jo A-mi (UNILAB)&nbsp;<br />\r\n
                  Jo&atilde;o Batista Pereira (UFRPE)<br />\r\n
                  Jos&eacute; Tem&iacute;stocles Ferreira J&uacute;nior (UFRPE)<br />\r\n
                  Leonardo Lennertz Marcotulio (UFRJ)<br />\r\n
                  M&aacute;rcio Martins Leit&atilde;o (UFPB)<br />\r\n
                  Maria Carmen Aires Gomes (UFV)&nbsp;<br />\r\n
                  Maria C&eacute;lia Lima-Hernandes (USP)<br />\r\n
                  Marianne Carvalho Bezerra Cavalcante (UFPB)<br />\r\n
                  Miriam Garate (UNICAMP)<br />\r\n
                  Natanael Duarte de Azevedo (UFRPE)<br />\r\n
                  Paulo Henrique Duque (UFRN)<br />\r\n
                  Renata Barbosa Vicente (UFRPE)<br />\r\n
                  Silvana Silva de Farias Ara&uacute;jo (UEFS)<br />\r\n
                  S&iacute;lvia Rodrigues Vieira (UFRJ)<br />\r\n
                  Valdir do Nascimento Flores (UFRGS)<br />\r\n
                  Val&eacute;ria Severina Gomes (UFRPE)<br />\r\n
                  Vicentina Ramires (UFRPE)&nbsp;
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                  <br />\r\n
                  Os estudos da linguagem v&ecirc;m ganhando, cada vez mais, perspectivas que extrapolam a tradicional disciplinaridade acad&ecirc;mica. Isso se deve, em parte, a investiga&ccedil;&otilde;es acerca de fen&ocirc;menos que exigem a mobiliza&ccedil;&atilde;o de saberes de diferentes &aacute;reas e, tamb&eacute;m, pelo gradativo crescimento de abordagens que, pleiteando uma compreens&atilde;o mais ampla da linguagem, preferem abrir m&atilde;o de princ&iacute;pios atom&iacute;sticos ou isolacionistas a perder de vista aspectos complexos implicados no objeto linguagem. Nesse sentido, pensar uma abordagem interdisciplinar, voltada para os estudos da linguagem, decorre da concep&ccedil;&atilde;o de que o processo de ensino e aprendizagem ocorre de maneira ativa e integra conhecimentos e saberes contextualmente situados na &aacute;rea de Lingu&iacute;stica e Literatura. Assim, o Volume 2 do livro Estudos Interdisciplinares da Linguagem traz discuss&otilde;es que buscam romper com determinados paradigmas do processo de ensino e aprendizagem e proporcionam uma leitura plural de pesquisas que v&ecirc;m sendo desenvolvidas no cen&aacute;rio brasileiro, no escopo das humanidades, no &acirc;mbito da Lingu&iacute;stica e da Literatura, sem perder de vista as possibilidades de di&aacute;logos entre &aacute;reas afins do conhecimento, tendo como finalidade ampliar o espa&ccedil;o de reflex&atilde;o e suas repercuss&otilde;es como parte da socializa&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas inovadoras de forma&ccedil;&atilde;o.<br />\r\n
                  <br />\r\n
                  Desse modo, apresentamos, nesse volume, pesquisas desenvolvidas no &acirc;mbito da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, divididas em dois grandes campos do conhecimento: Lingu&iacute;stica e Literatura. Chamamos a aten&ccedil;&atilde;o para diversidade tem&aacute;tica e geogr&aacute;fica das pesquisas aqui publicadas por discentes de mestrado ou doutorado de diversos Programas de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o de Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superior brasileiras, uma vez que temos representantes das cinco regi&otilde;es do Brasil que compartilham conhecimentos e demonstram o potencial da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o brasileira no que diz respeito aos estudos da linguagem. Um dos principais intuitos dessa colet&acirc;nea &eacute; apresentar esse cen&aacute;rio multifacetado das pesquisas no Brasil. Dessa forma, al&eacute;m dos instigantes debates promovidos pelos/as autores/as aqui presentes, temos como vislumbrar o panorama heter&oacute;clito de disserta&ccedil;&otilde;es e teses que est&atilde;o prestes a serem defendidas por esses/as jovens pesquisadores/as.<br />\r\n
                  Socializar esses debates sobre pautas relacionadas &agrave; interdisciplinaridade nos estudos da linguagem proporciona interc&acirc;mbios e di&aacute;logos de v&aacute;rias ordens que podem enriquecer o desenvolvimento cient&iacute;fico da &aacute;rea de Lingu&iacute;stica e Literatura. Tais debates trazem contribui&ccedil;&otilde;es para o campo te&oacute;rico e aplicado dos estudos da linguagem que se coaduna com o cen&aacute;rio da educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica brasileira e a incid&ecirc;ncia nos processos formativos de seus sujeitos &ndash; professores e alunos &ndash; das universidades e escolas de educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, que tenham em vista a perspectiva da interdisciplinaridade no &acirc;mbito das discuss&otilde;es profissionais e/ou acad&ecirc;micas.<br />\r\n
                  Aqui a comunidade leitora encontrar&aacute; pesquisas com objetivos muito bem delineados para proposi&ccedil;&atilde;o de leitura(s) e metodologia(s) que tomam os estudos da linguagem como fonte e objeto de investiga&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m de pr&aacute;xis na sala de aula. Assim, convidamos a uma leitura que, dentre todas as vozes que se fazem presentes nesse coro te&oacute;rico-metodol&oacute;gico, auxilie na capacidade de perceber nos discursos, que partem de outros j&aacute; ditos, o desejo pela diversidade te&oacute;rica e pela pr&aacute;tica de ensino e aprendizagem que se efetive no fazer docente.<br />\r\n
                  <br />\r\n
                  <em>Natanael Duarte de Azevedo<br />\r\n
                  Professor Adjunto da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)<br />\r\n
                  Coordenador do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Estudos da Linguagem (PROGEL/UFRPE)</em>
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                  Professor Adjunto da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)<br />\r\n
                  Coordenador do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Estudos da Linguagem (PROGEL/UFRPE)
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                  Arturo Gouveia (UFPB)<br />\r\n
                  Brenda Carlos de Andrade (UFRPE)<br />\r\n
                  Carlos Eduardo Soares da Cruz (UERJ)<br />\r\n
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                  Cleber Alves de Ataide (UFRPE)<br />\r\n
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                  Iran Ferreira de Melo (UFRPE)<br />\r\n
                  Isabela Barbosa do Rego Barros (UNICAP)<br />\r\n
                  Jo A-mi (UNILAB)&nbsp;<br />\r\n
                  Jo&atilde;o Batista Pereira (UFRPE)<br />\r\n
                  Jos&eacute; Tem&iacute;stocles Ferreira J&uacute;nior (UFRPE)<br />\r\n
                  Leonardo Lennertz Marcotulio (UFRJ)<br />\r\n
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                  Maria Carmen Aires Gomes (UFV)&nbsp;<br />\r\n
                  Maria C&eacute;lia Lima-Hernandes (USP)<br />\r\n
                  Marianne Carvalho Bezerra Cavalcante (UFPB)<br />\r\n
                  Miriam Garate (UNICAMP)<br />\r\n
                  Natanael Duarte de Azevedo (UFRPE)<br />\r\n
                  Paulo Henrique Duque (UFRN)<br />\r\n
                  Renata Barbosa Vicente (UFRPE)<br />\r\n
                  Silvana Silva de Farias Ara&uacute;jo (UEFS)<br />\r\n
                  S&iacute;lvia Rodrigues Vieira (UFRJ)<br />\r\n
                  Valdir do Nascimento Flores (UFRGS)<br />\r\n
                  Val&eacute;ria Severina Gomes (UFRPE)<br />\r\n
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Publicado em 10 de novembro de 2020

Resumo

O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA NA SALA DE AULA DEVE INCLUIR A LEITURA DOS GÊNEROS DAS MÚLTIPLAS ESFERAS: JORNALÍSTICA (NOTÍCIA, REPORTAGEM, ARTIGO DE OPINIÃO, POR EXEMPLO), RELIGIOSA (SERMÃO, CÂNTICO, JACULATÓRIA), PUBLICITÁRIA (PROPAGANDA, ANÚNCIO, OUTDOOR) E, PRINCIPALMENTE, LITERÁRIA (POEMA, CONTO, ROMANCE). NO CONTEXTO ESCOLAR, PRINCIPALMENTE NOS ANOS INICIAIS, A LEITURA DOS TEXTOS DO DOMÍNIO LITERÁRIO AINDA APARECE NUMA ESCALA BEM MENOR QUANDO COMPARADA A OUTRAS ESFERAS. DESSA FORMA, A ESCOLA NÃO CUMPRE O DIREITO À LITERATURA. A PROXIMIDADE DO ESTUDANTE COM O TEXTO LITERÁRIO É UMA NECESSIDADE QUE NÃO PODE SER NEGADA PELA ESCOLA, UMA VEZ QUE A LITERATURA, COMO EVIDENCIA CANDIDO (2004, P.176), “NÃO CORROMPE NEM EDIFICA, PORTANTO; MAS, TRAZENDO LIVREMENTE EM SI O QUE CHAMAMOS O BEM E O MAL, HUMANIZA EM SENTIDO PROFUNDO, PORQUE NOS FAZ VIVER”. POR ESTA RAZÃO, ESSE ARTIGO TRAZ À TONA UMA ALTERNATIVA DIDÁTICA DE RETEXTUALIZAÇÃO, A PARTIR DE UM POEMA CORDELISTA, VISANDO ESSE PROCESSO HUMANIZADOR E UM NOVO OLHAR, AGORA ATRELADO A OUTRAS ARTES, DO TEXTO LITERÁRIO. POR ACREDITAR NA IDEIA DE QUE O TRABALHO COM A LITERATURA POPULAR PODE TRAZER GRANDES CONTRIBUIÇÕES PARA FORMAÇÃO DO LEITOR PROFICIENTE, A PROPOSTA DE RETEXTUALIZAÇÃO RECORRE AO POEMA CORDELISTA A TRISTE PARTIDA, PRESENTE NA OBRA CANTE LÁ QUE EU CANTO CÁ, DE PATATIVA DO ASSARÉ (2011), E VEM GARANTIR O ESPAÇO DA CHAMADA LITERATURA POPULAR E, TAMBÉM, TRAZER OLHARES DE ESTUDANTES DO 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL PARA O TEXTO LITERÁRIO EM FOCO, DESSA VEZ ENTRELAÇADOS COM OUTRAS ARTES. CONSIDERANDO O TRABALHO DIDÁTICO COM A RETEXTUALIZAÇÃO DO GÊNERO POEMA, O ARTIGO AQUI APRESENTADO PARTE, EM PRIMEIRO PLANO, DO SEGUINTE QUESTIONAMENTO: É POSSÍVEL RETEXTUALIZAR O POEMA A TRISTE PARTIDA COM ESTUDANTES DO 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL ALIADO AS NOVAS TECNOLOGIAS? E, AINDA, QUAIS OS GÊNEROS PODEM SE ADEQUAR E ESSA RELEITURA TEXTUAL A PARTIR DE NOVOS OLHARES PARA O GÊNERO PRIMEIRO? PARA TENTAR RESPONDER O SEGUNDO QUESTIONAMENTO, OS GÊNEROS PRÉ-SELECIONADOS PELO PESQUISADOR PARA RETEXTUALIZAÇÃO FORAM O STORYBOARD, CONTO E VIDEOPOEMA. O PRESENTE ARTIGO TRAZ UMA ABORDAGEM TEÓRICA SOBRE O DIREITO A LITERATURA, A PARTIR DOS TRABALHOS DE TODOROV (2009) E CANDIDO (2004), APRESENTA ALGUMAS CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS SOBRE A LITERATURA DE CORDEL E O TRABALHO DE RETEXTUALIZAÇÃO NA PERSPECTIVA DE ABREU (2006) E MATÊNCIO (2003) RESPECTIVAMENTE E, POR ÚLTIMO, DESCREVE UMA EXPERIÊNCIA DE (RE) LEITURA TEXTUAL DE A TRISTE PARTIDA A PARTIR DE UMA SEQUÊNCIA DE TRÊS ATIVIDADES EM QUE O POEMA É TRANSMUTADO PARA OUTROS GÊNEROS. ESSA EXPERIÊNCIA EXITOSA, REALIZADA EM UMA ESCOLA PÚBLICA NO MUNICÍPIO DE BOM CONSELHO – PE, CONTOU COM A PARTICIPAÇÃO DE VINTE E CINCO ESTUDANTES DE UMA TURMA DE 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MOSTROU A POSSIBILIDADE DE UM POEMA ESTÁ ENTRELAÇADO COM OUTRAS ARTES. A PESQUISA AQUI APRESENTADA TEM COMO OBJETIVA ANALISAR A RELEVÂNCIA DA RETEXTUALIZAÇÃO DO GÊNERO POEMA E A POSSIBILIDADE DE ENTRELAÇAMENTO COM AS NOVAS TECNOLOGIAS A PARTIR DE UMA EXPERIÊNCIA REALIZADA COM ESTUDANTES DO 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL POR MEIO DA TRANSPOSIÇÃO DO GÊNERO POEMA PARA OUTROS GÊNEROS, A SABER: STORYBOARD, CONTO E VIDEOPOEMA. E, AINDA, TEM COMO OBJETIVOS ESPECÍFICOS: APRESENTAR UMA PROPOSTA DE TRABALHO PARA RETEXTUALIZAÇÃO COM O POEMA A TRISTE PARTIDA, DE PATATIVA DO ASSARÉ; OBSERVAR A RELEVÂNCIA DO TRABALHAR COM A LITERATURA DE CORDEL NO 2º CICLO (5º ANO) DA EDUCAÇÃO BÁSICA; VERIFICAR COM OS ESTUDANTES INTERAGEM COM A PROPOSTA DE TRANSMUTAÇÃO E SEU INTERESSE EM ALIAR O POEMA-BASE COM OUTRAS ARTES. TODO PROCESSO INVESTIGATIVO PRECISA ESTAR PAUTADO NUMA TEORIA QUE DÊ SUSTENTAÇÃO AOS OBJETIVOS PRETENDIDOS E, AINDA, NUMA PESQUISA QUE PROPICIE UMA ANÁLISE ACURADA DOS DADOS COLETADO. DESSA FORMA, ESSE ESTUDO RECORREU A PESQUISA BIBLIOGRÁFICA E A PESQUISA-AÇÃO. PARA GIL (2002, P.44) “A PESQUISA BIBLIOGRÁFICA É DESENVOLVIDA COM BASE EM MATERIAL JÁ ELABORADO, CONSTITUÍDO PRINCIPALMENTE DE LIVROS E ARTIGOS CIENTÍFICOS”. JÁ A SEGUNDA É DEFENDIDA POR TRIPP (2005) COMO UMA FORMA DE INVESTIGAÇÃO-AÇÃO, POR MEIO DA QUAL SE DECIDE QUE AÇÃO SERÁ TOMADA PARA MELHORAR A PRÁTICA. A COLETA DO CORPUS DA PESQUISA OCORREU A PARTIR DE UMA SEQUÊNCIA DE ATIVIDADE DE RETEXTUALIZAÇÃO, REALIZADA NUMA ESCOLA PÚBLICA DO MUNÍCIPIO DE BOM CONSELHO - PE, COM VINTE E CINCO ESTUDANTES DO 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL, ENTRE NOVE E DOZE ANOS DE IDADE. A EXPERIÊNCIA TEVE UMA DURAÇÃO APROXIMADA DE CINCO SEMANAS A PARTIR DA (RE) LEITURA DO POEMA A TRISTE PARTIDA. O PRIMEIRO CONTATO DA TURMA COM O POEMA FOI ATRAVÉS DE UM FOLHETIM DE CORDEL, ORGANIZADO PELO PROFESSOR, PARA LEITURA DRAMATIZADA EM SALA DE AULA. ESSA LEITURA INICIAL TROUXE O DESPERTAR PARA OS ESTUDOS INTRODUTÓRIOS SOBRE A LITERATURA DE CORDEL E POSSIBILITOU UMA DISCUSSÃO CONJUNTA SOBRE OS TEMAS ABORDADOS NO POEMA: O DILEMA DA RETIRADA NORDESTINA, A FALTA DE POLÍTICAS PÚBLICAS, OS ASPECTOS RELIGIOSOS DO POEMA, A HUMANIZAÇÃO DE SERES INANIMADOS E AS DIFICULDADES EM SE DEPARAR NUMA TERRA DESCONHECIDA. O RESULTADO DA PROPOSTA DE RETEXTUALIZAÇÃO SERÁ APRESENTADO EM TRÊS SEÇÕES, A SABER: A TRISTE PARTIDA EM STORYBOARD, A TRISTE PARTIDA EM CONTO E A TRISTE PARTIDA EM VIDEOPOEMA. PARA EFEITO DIDÁTICO, É IMPORTANTE ESCLARECER QUE NO DECURSO DA AMOSTRAGEM DAS ATIVIDADES, É FEITA A DEFINIÇÃO DE CADA GÊNERO TRANSMUTADO E, AINDA, RELATA-SE UMA BREVE DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE. DE ACORDO COM OLIVEIRA, AMARAL E BARTOLHO (2010) STORYBOARD É DEFINIDO COMO UM ROTEIRO VISUAL EM ORDEM CRONOLÓGICA, NUMA SEQUÊNCIA DE QUADRO POR QUADRO, QUE NARRA AS PRINCIPAIS CENAS DE UMA OBRA. AS CENAS EM FORMA DE DESENHOS SEQUENCIAIS SÃO SIMILARES A UMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS E SUA PRODUÇÃO FUNCIONA COMO GUIA VISUAL QUE TRAZ AS PRINCIPAIS CENAS DE UM PRODUTO AUDIOVISUAL. A CRIAÇÃO DE STORYBOARD TEVE O INTUITO DE COMPREENDER A ESTRUTURA COMPOSICIONAL NARRATIVA DE A TRISTE PARTIDA E, PRINCIPALMENTE, CRIAR AS CENAS MAIS MARCANTES COMO UM ROTEIRO PRÉVIO PARA PRODUÇÃO DA ATIVIDADE FINAL. ESSE ROTEIRO FUNCIONOU COM ESPÉCIE DE GUIA PARA PRODUÇÃO DE VIDEOPOEMA. PARA ELABORAÇÃO DO STORYBOARD, FOI FORMADO UM GRUPO COM 12 (DOZE) ESTUDANTES COM MAIOR APTIDÃO PARA ESSE TIPO DE ARTE. AO TODO, FORAM CRIADAS 19 (DEZENOVE) IMAGENS, UMA PARA CADA ESTROFE DA POEMA CORDELISTA. APÓS A ANÁLISE DAS CENAS, E INSISTÊNCIA DOS ESTUDANTES, OS DESENHOS FORAM SUBMETIDOS AO APLICATIVO PHOTO LAB PARA QUE DE ACORDO COM OS ESTUDANTES “GANHAR COR E FUNDO CARACTERÍSTICOS DO QUE É NARRADO EM A TRISTE PARTIDA. APÓS A FINALIZAÇÃO DESSA ATIVIDADE, O GRUPO SUGERIU UMA EXPOSIÇÃO DOS STORYBOARDS AOS PAIS E OUTRAS TURMAS DA ESCOLA E, TAMBÉM, UMA AMOSTRAGEM DAS OUTRAS DUAS ATIVIDADES SUBSEQUENTES. ESSA PROPOSTA FOI RECEBIDA DE FORMA PLAUSÍVEL PELOS DEMAIS COMPONENTES DA TURMA QUE SE DISPONIBILIZARAM PARA ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO E DA AMBIÊNCIA PARA ACOLHIMENTO DE OUTRAS PESSOAS. A ESCOLHA PELA TRANSFORMAÇÃO DO POEMA EM CONTO OCASIONOU-SE POR DUAS RAZÕES: A FACILIDADE DE ADEQUAÇÃO ENTRE OS GÊNEROS DA MESMA ORDEM LITERÁRIA E PELO FATO DO POEMA GIRAR EM TORNO DE UM CONFLITO ÚNICO (CARACTERÍSTICA COMUM DO CONTO). A DEFINIÇÃO DE CONTO ESTÁ PAUTADA NA PROPOSTA DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS QUE EM SEU DICIONÁRIO ESCOLAR DA LÍNGUA PORTUGUESA (2008, P.354) DEFINE COMO “NARRATIVA FICCIONAL MENOR QUE O ROMANCE, COM POUCOS PERSONAGENS E EM TORNO DE UM CONFLITO ÚNICO”. PARA CONVERSÃO DE A TRISTE PARTIDA EM CONTO, OS ESTUDANTES FORAM DIVIDIDOS EM 4 SUBGRUPOS DE PRODUÇÃO. A PROPOSTA DEFINIDA FOI DE QUE O PRIMEIRO GRUPO INICIAVA A NARRATIVA E APÓS AS ALTERAÇÕES/CORREÇÕES COLETIVAS O GRUPO SEGUINTE DAVA CONTINUIDADE AO ENREDO. A PROPOSTA DE PRODUÇÃO COLETIVA SEGUIU AS SEGUINTES ETAPAS: A) ESCRITA COLETIVA DA NARRATIVA: APÓS O ESTUDO DO GÊNERO CONTO, O PRIMEIRO GRUPO INICIAVA A NARRATIVA BASEADA NAS ESTROFES PRIMEIRAS DE A TRISTE PARTIDA, MAS COM POSSIBLIDADE PARA RECRIAÇÃO E INSERÇÃO DE NOVOS ACONTECIMENTOS E OUTROS FATOS SURGIDOS DO IMAGINÁRIO INFANTIL. O TEXTO ERA LIDO PARA TODA A TURMA PARA ACRÉSCIMOS, ALTERAÇÕES, CORREÇÕES E PARA PREPARAÇÃO DE CONTINUIDADE PARA O OUTRO GRUPO; B) ENCONTROS PARA APRIMORAMENTO DO CONTO: OS ENCONTROS ERAM REALIZADOS NO HORÁRIO DA AULA PARA REFACÇÃO E APERFEIÇOAMENTO TEXTUAL, OBEDECENDO OS SEGUINTES ASPECTOS: ENCADEAMENTO DE IDEIAS, CRIAÇÃO DE FALAS, PARAGRAFAÇÃO E ELIMINAÇÃO DAS REPETIÇÕES. ESSA É A FASE, COMO AFIRMA ANTUNES (2003, P. 56), “[...] PARA DECIDIR SOBRE O QUE FICA, O QUE SAI, O QUE FORMULA. APÓS ESSE APRIMORAMENTO TEXTUAL, O GRUPO SEGUINTE DAVA CONTINUIDADE E ASSIM SE SUCEDEU ATÉ A FINALIZAÇÃO DO TEXTO; C) ELABORAÇÃO DAS ILUSTRAÇÕES: PARA OS MOMENTOS MAIS MARCANTES DO CONTO, OS ESTUDANTES CRIARAM ALGUMAS ILUSTRAÇÕES. HOUVE UMA PREOCUPAÇÃO NO DETALHAMENTO DE CADA IMAGEM, BUSCANDO RETRATAR FIELMENTE O DISCURSO ESCRITO. A OBRA FOI TRANSFORMADA EM UM LIVRO COM 35 PÁGINAS (AQUI JÁ INCLUI FICHA CARTOGRÁFICA, APRESENTAÇÃO, SUMÁRIO) E 21 ILUSTRAÇÕES. O LIVRO FOI IMPRESSO PARA COMPOR O CANTINHO DE LEITURA DA SALA DE AULA E MUITOS PAIS E ESTUDANTES FIZERAM A AQUISIÇÃO DA OBRA. APÓS A FINALIZAÇÃO DA ESCRITA DO CONTO, OS ESTUDANTES ESCOLHERAM O TÍTULO “TRISTES HISTÓRIAS DO SERTÃO” PARA A OBRA. COMO PROPOSTO NA APRESENTAÇÃO DO LIVRO, “SÃO NARRAÇÕES REPLETAS DE MELANCOLIA, COMO O PRÓPRIO NOME ANUNCIA, AS QUAIS NOS FAZEM SOFRER COM A DOR DE UMA FAMÍLIA SERTANEJA QUE VIVE SOB O SOL CAUSTICANTE DO NORDESTE”. OUTRO ASPECTO QUE MERECE SER DESTACADO É O FINAL DE “TRISTES HISTÓRIAS DO SERTÃO”. A OBRA TEM UM FIM PROPOSITAL E CONVIDA OUTRAS CRIANÇAS PARA PARTICIPAR DO ATO DE ESCREVER: “[...] AGORA ESCREVEREMOS UMA NOVA HISTÓRIA QUE FARÁ CAIR LÁGRIMAS DOS OLHOS, MAS DESSA VEZ SERÃO LÁGRIMAS DE GRATIDÃO A ALEGRIA. MAS PARA ISSO TEREMOS QUE MUDAR O TÍTULO DE NOSSO DO NOSSO LIVRO, INSERIR NOVOS PERSONAGENS E ESCREVER, ESCREVER ... E REESCREVER. COM LÁPIS NA MÃO COMEÇAMOS UMA NOVA HISTÓRIA”. PODE-SE DIZER QUE A VIDEOPOEMA, EDITADO AO LONGO DA EXPERIÊNCIA DE RELEITURA TEXTUAL, É UMA REPRESENTAÇÃO AUDIOVISUAL DE A TRISTE PARTIDA. PARA FERREIRA (2009, P.43) “O VIDEOPOEMA É UM EXEMPLO DE QUE TECNOLOGIA E ARTE PODEM CAMINHAR JUNTAS NUMA TROCA DE RECURSOS CADA VEZ MAIS VISÍVEL E DINÂMICA”. NA VERDADE, O QUE OCORREU FOI VIRTUALIZAÇÃO DO POEMA, UMA VEZ QUE AS FOTOGRAFIAS DE ESTUDANTES CARACTERIZADOS DE RETIRANTES FORAM JUSTAS POSTAS A CANÇÃO DE LUIZ GONZAGA. É INTERESSANTE DESTACAR QUE A PRODUÇÃO DO VIDEOPOEMA OPTOU PELO USO DA MÚSICA, NUMA TENTATIVA DE ENTRELAÇAR AS ARTES. OUTRAS DENOMINAÇÕES ESTÃO ASSOCIADAS A ESSE EXPERIMENTO: VÍDEO CLIPE, TECNOPOESIA, CLIPE POEMA, PORÉM A FINALIDADE É SEMPRE PARTICIPAR DE UMA LEITURA PERFORMÁTICA. A MONTAGEM DESSA VIDEOARTE TEVE FOCO PRINCIPAL “TORNAR REAL” A TRISTE PARTIDA CANTADA POR LUIZ GONZAGA. ESSA FOI A OPORTUNIDADE DE LEVAR O ESTUDANTE A VIVENCIAR OS MOMENTOS MARCANTES DAS PERSONAGENS: O ANDAR DE PAU DE ARARA, O SER EXPLORADO E A VIDA DIFÍCIL NUMA TERRA ESTRANHA. O VIDEOPOEMA FOI PRODUZIDO A PARTIR DAS SEGUINTES ETAPAS: I) OBSERVAÇÃO DE IMAGENS DE RETIRANTES: REALIZOU-SE UMA PESQUISA SOBRE OS TRAJES CARACTERÍSTICOS DOS RETIRANTES NORDESTINOS COM ANÁLISE DE IMAGENS QUE ENFATIZAVAM O VESTUÁRIO DESSES FUGITIVOS. PARA TANTO, FEZ-SE UM PERCURSO HISTÓRICO SOBRE A MIGRAÇÃO NORDESTINA, PRINCIPALMENTE NA DÉCADA DE 50 E 60, DESTACANDO QUE A SECA E A FALTA DE TRABALHO LEVARAM MUITA GENTE TOMAR OUTROS RUMOS; II) MONTAGEM DO FIGURINO: OS ESTUDANTES TROUXERAM PEÇAS DE ROUPAS QUE SE ASSEMELHAVAM COM AS DOS RETIRANTES E A PARTIR DA ESCOLHA DAS PEÇAS MAIS COMBINATIVAS FOI MONTADO O FIGURINO DOS PERSONAGENS. OS ESTUDANTES NÃO DEIXARAM PASSAR NADA DESPERCEBIDO: A TROUXA DE ROUPAS DA MÃE, A BONECA DA FILHA PEQUENA, O SANTO, AS FERRAMENTAS DE TRABALHO E TANTOS OUTROS DETALHES; III) TIRAGEM DE FOTOS: A SAGA AMBIENTA-SE EM DOIS LUGARES: O SERTÃO NORDESTINO E A CIDADE DE SÃO PAULO. O SÍTIO PACAS (2KM DA ESCOLA) E O DISTRITO DE RAINHA ISABEL (LOCAL DA ESCOLA) FORAM SELECIONADOS COMO CENÁRIO DOS RESPECTIVOS AMBIENTES. AS FOTOS TIRADAS SEGUIRAM O ESQUEMA DOS STORYBOARDS PARA COMPOSIÇÃO DO VIDEOPOEMA. A EDIÇÃO FINAL FICOU SOB A RESPONSABILIDADE DO PROFESSOR QUE UTILIZOU O PROGRAMA MOVIE MAKER PARA JUSTAPOSIÇÃO ENTRE MÚSICA E FOTOGRAFIA. ESSA REPRESENTAÇÃO DA SAGA NORDESTINA PERMITIU QUE OS ESTUDANTES COMPREENDESSEM QUE UM POEMA PODE TER UMA ESTRUTURA NARRATIVA, SEGUINDO A LÓGICA DE COMEÇO, MEIO E FIM. A PRODUÇÃO DO VIDEOPOEMA FOI VISTA PELOS ESTUDANTES COMO “UMA FORMA DIFERENCIADA DE LER A TRISTE PARTIDA”. O TRABALHO COM A LITERATURA DE CORDEL VEM A VALIDAR A PRESENÇA DA LITERATURA POPULAR NA SALA DE AULA. NESSA LINHA, ABREU (2006, P.54) DEFENDE QUE “O POPULAR PROPICIA, AINDA HOJE, ALGUM ENCANTO, MAS A ELE É RESERVADO UM LUGAR BEM DELIMITADO: O LUGAR DO FOLCLÓRICO, DO EXÓTICO, DO PRIMITIVO”. POR ESSA VIA, ESSA PROPOSTA PROCUROU NÃO DEMARCAR O TEOR IDEOLÓGICO DA LITERATURA, O QUAL SEPARA A EM CATEGORIAS DICOTÔMICAS COMO POPULARERUDITO, ALTOBAIXO. ESSA PROPOSTA DE RETEXTUALIZAÇÃO PODE SER VISTA COMO UMA ALTERNATIVA EFICIENTE PARA O TRABALHO DIDÁTICO, UMA VEZ QUE DESPERTOU O DESEJO DE PARTICIPAÇÃO, A CURIOSIDADE, O USO DA TECNOLOGIA E, POR CONSEGUINTE, PROMOVEU O LETRAMENTO LITERÁRIO. POR ISSO, É POSSÍVEL DEFENDER QUE A LITERATURA É UM DIREITO DE TODOS E, NECESSARIAMENTE, A ESCOLA DEVE PROPICIAR OPORTUNIDADES DE CONTATO COM TEXTO LITERÁRIO. A EXPERIÊNCIA EXITOSA AQUI APRESENTADA VERIFICOU A NECESSIDADE DE VIVENCIAR PRÁTICAS DE RETEXTUALIZAÇÃO COM O GÊNERO DA LITERATURA POPULAR E MOSTROU QUE É POSSÍVEL INTEGRAR A LITERATURA COM OUTRAS ARTES DESDE OS ANOS INICIAIS DA ESCOLARIZAÇÃO. POR FIM, AS ORIENTAÇÕES AQUI PROPOSTAS NÃO DEVEM SER CONSIDERADAS COMO RECEITAS PRONTAS, NEM TAMPOUCO COMO SOLUÇÕES PARA OS DILEMAS DA PRÁTICA. ELAS SÃO PASSÍVEIS DE ADAPTAÇÕES E DEVEM SER VISTAS COMO SUGESTÕES PARA A FORMAÇÃO DO LEITOR.

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