Artigo Anais ABRALIC Internacional

ANAIS de Evento

ISSN: 2317-157X

NO DRAMA DO MOLEQUE E O CORONEL A MODERNIZAÇÃO SEGUNDO JOSÉ LINS DO REGO

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Publicado em 12 de julho de 2013

Resumo

O trabalho apresenta um estudo de obras de José Lins do Rego em que as alternâncias de ponto de vista entre o proletário (moleque) e o latifundiário (coronel) se aliam aos meandros das referências autobiográficas, possibilitando relativizar princípios e preconceitos que sustentavam a ordem patriarcal colocados em questão no surto modernizador dos anos 1930. Os romances O Moleque Ricardo (1935) e Usina (1936) são o objeto desse estudo. Entre eles, estabelece-se um elo de continuidade na apresentação da trajetória do protagonista, um jovem negro, agregado do engenho Santa Rosa, que decide abandonar os limites que lhe estavam destinados no campo e arriscar a vida na cidade. O primeiro desses romances apresenta caráter inovador na literatura brasileira ao conceder o protagonismo a um jovem negro e trabalhador do eito. Apesar de Ricardo abandonar o campo, o coronel José Paulino, dono do engenho Santa Rosa, identificado biograficamente com o avô do escritor José Lins, se mantém, no decorrer da narrativa, como referência ou modelo do protagonista para a interpretação do mundo do trabalho na cidade. Através da perspectiva de Ricardo, marcada pela ingenuidade e parca escolaridade, são analisadas pelo romancista as contradições ideológicas dos jovens estudantes de Recife, com um viés crítico ao ideário e às práticas de esquerda e à sua dissociação do universo ideológico dos pobres. O predomínio do ponto de vista do homem do campo permite também explorar o estranhamento diante dos modos peculiares da opressão e exploração do trabalho na cidade. No romance seguinte, Usina, a volta de Ricardo ao engenho serve de ponto de partida para a apresentação das mudanças no meio rural nordestino, introduzidas pelas pressões do mercado e da modernização tecnológica. O protagonismo de Ricardo vai dando lugar à perspectiva do Dr. Juca, um senhor de engenho de uma geração que substitui a do falecido José Paulino, e se mostra incapaz de encarar os novos desafios econômicos e as transformações em diferentes esferas da sociedade rural com a substituição do velho engenho pela usina no processamento do açúcar. Entram em cena, nos conflitos que marcam a trajetória desses personagens, a permanência dos valores patriarcais em diálogo e embate com os discursos que surgiam como alternativas inovadoras no âmbito das relações de trabalho e de gênero, do comportamento social e da moral familiar. As oscilações de ponto de vista em ambos os romances, além disso, propiciam ao leitor colocar em questão os valores do escritor, que vez por outra deslizam para a voz narrativa ou se deixam contradizer nas brechas criadas pelo acúmulo e variedade de situações com que se constrói o mundo ficcional da cidade e do campo e nos mergulhos no imaginário dos personagens. A ficção transita entre esses espaços naquele momento em que estavam em disputa acirrada projetos de modernização em variados âmbitos no país. - José Lins do Rego, regionalismo modernista, literatura e modernização.

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