Artigo Anais ABRALIC Internacional

ANAIS de Evento

ISSN: 2317-157X

O MAMELUCO ARCADISMO LUSO-AMAZÔNICO DE TENREIRO ARANHA

"2013-07-12 00:00:00"
App\Base\Administrativo\Model\Artigo {#1639
  +table: "artigo"
  +timestamps: false
  +fillable: array:13 [
    0 => "edicao_id"
    1 => "trabalho_id"
    2 => "inscrito_id"
    3 => "titulo"
    4 => "resumo"
    5 => "modalidade"
    6 => "area_tematica"
    7 => "palavra_chave"
    8 => "idioma"
    9 => "arquivo"
    10 => "created_at"
    11 => "updated_at"
    12 => "ativo"
  ]
  #casts: array:14 [
    "id" => "integer"
    "edicao_id" => "integer"
    "trabalho_id" => "integer"
    "inscrito_id" => "integer"
    "titulo" => "string"
    "resumo" => "string"
    "modalidade" => "string"
    "area_tematica" => "string"
    "palavra_chave" => "string"
    "idioma" => "string"
    "arquivo" => "string"
    "created_at" => "datetime"
    "updated_at" => "datetime"
    "ativo" => "boolean"
  ]
  #connection: "mysql"
  #primaryKey: "id"
  #keyType: "int"
  +incrementing: true
  #with: []
  #withCount: []
  #perPage: 15
  +exists: true
  +wasRecentlyCreated: false
  #attributes: array:35 [
    "id" => 4525
    "edicao_id" => 14
    "trabalho_id" => 259
    "inscrito_id" => 148
    "titulo" => "O MAMELUCO ARCADISMO LUSO-AMAZÔNICO DE TENREIRO ARANHA"
    "resumo" => "Bento de Figueiredo Tenreiro Aranha (1769-1811) representa o arcadismo luso-amazônico. Sua poesia, essencialmente encomiástica, com traço burocrático-colonial, revela dimensões do universo amazônico da segunda metade do século XVIII. Sendo um árcade tardio, com produção literária irregular, sua poética aponta para outras tendências, como no soneto à mameluca Maria Bárbara, em que rompe com a canônica dicção dos árcades mineiros ou, pelo menos, indica outro sentido para uma poesia árcade de origem luso-amazônica. Se, de um lado, os inconfidentes mineiros parecem reagir contra a política portuguesa no centro do Brasil; de outro, Aranha reforça o “gênio da nação” portuguesa, em detrimento de seu “gênio artístico”. Com efeito, realiza-se, por vezes, como um “antiárcade amazônico”. Algo que só se pode compreender com a retomada dos animadores da Arcádia Lusitana, como Correia Garção e Cândido Lusitano, bem como de outra tradição histórica, entre Teócrito e as Bucólicas de Virgílio, sem contar as incontornáveis cartilhas poéticas de Horácio e Boileau. Da simples encomiástica de Tenreiro Aranha, esquecida como possível contraponto dentro da historiografia e crítica literária brasileira para o estudo do Arcadismo, podem-se vislumbrar contradições maiores sobre o colonialismo luso na Amazônia, bem como sobre a poética colonialista em época de sobrelevação do trinônimo razão, natureza e verdade. Ao longo e ao cabo do debate, pretende-se pôr em revisão postulados basilares desse processo formativo de nossa literatura."
    "modalidade" => null
    "area_tematica" => null
    "palavra_chave" => null
    "idioma" => null
    "arquivo" => "Completo_Comunicacao_oral_idinscrito_148_f44a4b9c71e51ffee67b17866525376f.pdf"
    "created_at" => "2020-05-28 15:52:50"
    "updated_at" => "2020-06-10 13:11:26"
    "ativo" => 1
    "autor_nome" => "RAFAEL VOIGT LEANDRO"
    "autor_nome_curto" => "RAFAEL"
    "autor_email" => "rafael.letras@gmail.com"
    "autor_ies" => "UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA"
    "autor_imagem" => ""
    "edicao_url" => "anais-abralic-internacional"
    "edicao_nome" => "Anais ABRALIC Internacional"
    "edicao_evento" => "XIII Congresso Internacional da Associação Brasileira de Literatura Comparada"
    "edicao_ano" => 2013
    "edicao_pasta" => "anais/abralic/2013"
    "edicao_logo" => "5e48acf34819c_15022020234611.png"
    "edicao_capa" => "5f17347012303_21072020153112.jpg"
    "data_publicacao" => null
    "edicao_publicada_em" => "2013-07-12 00:00:00"
    "publicacao_id" => 12
    "publicacao_nome" => "Revista ABRALIC INTERNACIONAL"
    "publicacao_codigo" => "2317-157X"
    "tipo_codigo_id" => 1
    "tipo_codigo_nome" => "ISSN"
    "tipo_publicacao_id" => 1
    "tipo_publicacao_nome" => "ANAIS de Evento"
  ]
  #original: array:35 [
    "id" => 4525
    "edicao_id" => 14
    "trabalho_id" => 259
    "inscrito_id" => 148
    "titulo" => "O MAMELUCO ARCADISMO LUSO-AMAZÔNICO DE TENREIRO ARANHA"
    "resumo" => "Bento de Figueiredo Tenreiro Aranha (1769-1811) representa o arcadismo luso-amazônico. Sua poesia, essencialmente encomiástica, com traço burocrático-colonial, revela dimensões do universo amazônico da segunda metade do século XVIII. Sendo um árcade tardio, com produção literária irregular, sua poética aponta para outras tendências, como no soneto à mameluca Maria Bárbara, em que rompe com a canônica dicção dos árcades mineiros ou, pelo menos, indica outro sentido para uma poesia árcade de origem luso-amazônica. Se, de um lado, os inconfidentes mineiros parecem reagir contra a política portuguesa no centro do Brasil; de outro, Aranha reforça o “gênio da nação” portuguesa, em detrimento de seu “gênio artístico”. Com efeito, realiza-se, por vezes, como um “antiárcade amazônico”. Algo que só se pode compreender com a retomada dos animadores da Arcádia Lusitana, como Correia Garção e Cândido Lusitano, bem como de outra tradição histórica, entre Teócrito e as Bucólicas de Virgílio, sem contar as incontornáveis cartilhas poéticas de Horácio e Boileau. Da simples encomiástica de Tenreiro Aranha, esquecida como possível contraponto dentro da historiografia e crítica literária brasileira para o estudo do Arcadismo, podem-se vislumbrar contradições maiores sobre o colonialismo luso na Amazônia, bem como sobre a poética colonialista em época de sobrelevação do trinônimo razão, natureza e verdade. Ao longo e ao cabo do debate, pretende-se pôr em revisão postulados basilares desse processo formativo de nossa literatura."
    "modalidade" => null
    "area_tematica" => null
    "palavra_chave" => null
    "idioma" => null
    "arquivo" => "Completo_Comunicacao_oral_idinscrito_148_f44a4b9c71e51ffee67b17866525376f.pdf"
    "created_at" => "2020-05-28 15:52:50"
    "updated_at" => "2020-06-10 13:11:26"
    "ativo" => 1
    "autor_nome" => "RAFAEL VOIGT LEANDRO"
    "autor_nome_curto" => "RAFAEL"
    "autor_email" => "rafael.letras@gmail.com"
    "autor_ies" => "UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA"
    "autor_imagem" => ""
    "edicao_url" => "anais-abralic-internacional"
    "edicao_nome" => "Anais ABRALIC Internacional"
    "edicao_evento" => "XIII Congresso Internacional da Associação Brasileira de Literatura Comparada"
    "edicao_ano" => 2013
    "edicao_pasta" => "anais/abralic/2013"
    "edicao_logo" => "5e48acf34819c_15022020234611.png"
    "edicao_capa" => "5f17347012303_21072020153112.jpg"
    "data_publicacao" => null
    "edicao_publicada_em" => "2013-07-12 00:00:00"
    "publicacao_id" => 12
    "publicacao_nome" => "Revista ABRALIC INTERNACIONAL"
    "publicacao_codigo" => "2317-157X"
    "tipo_codigo_id" => 1
    "tipo_codigo_nome" => "ISSN"
    "tipo_publicacao_id" => 1
    "tipo_publicacao_nome" => "ANAIS de Evento"
  ]
  #changes: []
  #classCastCache: []
  #dates: []
  #dateFormat: null
  #appends: []
  #dispatchesEvents: []
  #observables: []
  #relations: []
  #touches: []
  #hidden: []
  #visible: []
  #guarded: array:1 [
    0 => "*"
  ]
}
Publicado em 12 de julho de 2013

Resumo

Bento de Figueiredo Tenreiro Aranha (1769-1811) representa o arcadismo luso-amazônico. Sua poesia, essencialmente encomiástica, com traço burocrático-colonial, revela dimensões do universo amazônico da segunda metade do século XVIII. Sendo um árcade tardio, com produção literária irregular, sua poética aponta para outras tendências, como no soneto à mameluca Maria Bárbara, em que rompe com a canônica dicção dos árcades mineiros ou, pelo menos, indica outro sentido para uma poesia árcade de origem luso-amazônica. Se, de um lado, os inconfidentes mineiros parecem reagir contra a política portuguesa no centro do Brasil; de outro, Aranha reforça o “gênio da nação” portuguesa, em detrimento de seu “gênio artístico”. Com efeito, realiza-se, por vezes, como um “antiárcade amazônico”. Algo que só se pode compreender com a retomada dos animadores da Arcádia Lusitana, como Correia Garção e Cândido Lusitano, bem como de outra tradição histórica, entre Teócrito e as Bucólicas de Virgílio, sem contar as incontornáveis cartilhas poéticas de Horácio e Boileau. Da simples encomiástica de Tenreiro Aranha, esquecida como possível contraponto dentro da historiografia e crítica literária brasileira para o estudo do Arcadismo, podem-se vislumbrar contradições maiores sobre o colonialismo luso na Amazônia, bem como sobre a poética colonialista em época de sobrelevação do trinônimo razão, natureza e verdade. Ao longo e ao cabo do debate, pretende-se pôr em revisão postulados basilares desse processo formativo de nossa literatura.

Compartilhe:

Visualização do Artigo


Deixe um comentário

Precisamos validar o formulário.