Artigo Anais ABRALIC Internacional

ANAIS de Evento

ISSN: 2317-157X

DIÁLOGO COM O INVISÍVEL: MITO E VERDADE NAS POESIAS DE DORA FERREIRA DA SILVA, RILKE E HöLDERLIN

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Publicado em 12 de julho de 2013

Resumo

A poesia de Dora Ferreira da Silva faz parte do projeto de um grupo que ficou conhecido como O Grupo de São Paulo. Formado pelo filósofo Vicente Ferreira da Silva, marido de Dora, Agostinho da Silva, Eudoro de Souza e Miguel Reale, o grupo, marcado por “fecundo diálogo espiritual” (CÉSAR, 2000), e influenciado por Heidegger, Nietzsche, e pelos poetas alemães Rilke e Hölderlin, distinguia-se por uma característica principal: a valorização da dimensão mítica da qual a sociedade contemporânea estaria cada vez mais distante, atravessando o que Vicente chama, a partir de Hölderlin e Rilke, de um "tempo de carência", de "fuga dos deuses". As poesias de Rilke e Hölderlin, pela reativação dos mitos e valorização da palavra poética, denunciariam a angústia provocada pela mecanização desenfreada, objetivação da Natureza, ruptura com o cosmos; e atuariam em favor de um tempo mítico por vir. Por suas características elas seriam, neste sentido, ponto de contato com uma época onde o mito tinha valor de verdade (DETIENNE, 1998), onde mito e logos estavam conciliados como duas instâncias opostas, porém complementares: a Grécia Arcaica. É nesses dois poetas, traduzidos por Dora, que esta foi buscar inspiração para chegar a esse mesmo território do Arcaico, das Origens. Buscando recuperar a presença dos deuses, fazer poesia em tempos de carência, Dora Ferreira da Silva construiu uma obra para além de hierarquizações, onde se realiza uma conciliação entre mito e logos, atualizando o gesto dos gregos antigos, deixando ver Dionísio por trás de Apolo, as mágicas zonas de sombras órficas entremeadas com instantes de luz e comunhão com a Natureza, de modo que a inspiração e as imagens míticas convivem com um absoluto rigor formal. Este trabalho busca traçar o caminho de um “diálogo com o invisível”, com a dimensão mítica, comparando a poesia de Dora com a de Rilke e Hölderlin; e tendo como horizonte a Grécia Arcaica, lugar de onde esses poetas partem, para onde eles se voltam, por todos considerado como o lugar que realmente importa - capaz de responder à crise do nosso tempo e também de atuar em favor do mito por vir - por ser, como diria Agostinho da Silva, o tempo contemporâneo do eterno. A metodologia utilizada é a revisão bibliográfica de algumas obras já aqui citadas, de dois ensaios de Heidegger sobre Hölderlin e, em especial, da obra de Dora F. da Silva, das Elegias de Duíno, de Rilke, e O Arquipélago, de Hölderlin. Os resultados apontam para o caminho do que Heidegger chamou de “poetas em tempos de carência”. Tanto Dora, quanto Rilke e Hölderlin, são poetas que evocam o solo grego, buscando o espírito daquela época onde os homens estavam conciliados com os deuses. Ao evocar o passado, concluímos que eles atuam em favor do tempo presente, pois a aparente distância é o que os faz realmente contemporâneos (AGAMBEN, 2009) na sua busca em resgatar no espírito grego a dimensão mítica perdida, suprindo, pela palavra poética, a carência do nosso tempo.

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