Artigo Anais ABRALIC Internacional

ANAIS de Evento

ISSN: 2317-157X

A VOZ DE JULIO CORTÁZAR NOS CONTOS DE OS LADOS DO CÍRCULO, DE AMILCAR BETTEGA

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Publicado em 12 de julho de 2013

Resumo

Amilcar Bettega – escritor brasileiro, natural da cidade gaúcha de São Gabriel – revela o timbre da voz cortazariana em Os lados do círculo (2004). O conto “Ac editor cultura segue res. cf. solic. fax”, por exemplo, narra história do escritor que teve nas mãos um manuscrito inédito de Cortázar. O narrador homodiegético declara não ter medo das influências. A primeira frase do conto é já desconcertante: “Quando conheci Cortázar eu já o imitava descaradamente”. Os lados do círculo se configura como espelho da narrativa cortazariana, na flagrante analogia com o romance O jogo da amarelinha (1963). Situações fronteiriças entre Brasil e Argentina podem revelar nuances de aproximação e distanciamento na estética das narrativas. O livro de Bettega é distribuídos em três partes: O Puzzle, Um Lado e Lado Um; O jogo da amarelinha está subdivido em: Do lado de lá, Do lado de cá e De outros lados. A estrutura das narrativas se harmonizam e se assemelham na construção das personagens: A Maga, no romance cortazariano e Marta, em “O Puzzle” evidenciam a aproximação sonora e gráfica nos nomes numa característica fundamental de ambas; promovedoras de encontros entre pessoas, na conformação de outra estrutura, instaurando um novo idioma ininteligível (A Maga) e uma nova escrita de caligrafia ilegível (Marta). As narrativas se conciliam tanto no plano do conteúdo, como no da expressão: a cidade e a literatura. A cidade é determinante nas ações das personagens, modificando-as, mas sofre alterações por suas intervenções. Em Os lados do círculo cruza-se uma Porto Alegre noturna, lugares míticos de Colonia del Sacramento, Uruguai e ruas de Buenos Aires. Em O jogo da amarelinha frequenta-se pontes e bulevares parisienses, vivencia-se Buenos Aires intimista. A literatura, veio metalinguístico, é centro da discussão, mostrando a linguagem que necessita romper códigos, para eficácia do sentido; então as discussões sobre arte concentram diálogos e ações das personagens nas narrativas. Os pontos de aproximação entre os contos e o romance são evidentes, sendo privilegiado o exercício do estilo cortazariano. Mas, apesar das narrativas apresentarem figuras geométricas nos títulos (o quadrado, da representação gráfica do jogo da amarelinha e o círculo, indicando presença de lados); essas figuras são diferentes, embora próximas, “... com seu centro fixo, um quadrado em movimento gera o círculo que o aprisiona”. Na epígrafe do livro de Bettega encontra-se a indicação sutil da diferença entre os contos e o romance; mapear a sutileza dessa diferença é o objetivo de nossa discussão. Lembrando Etiemble (1963), que entende a pesquisa em literatura comparada centrada na trajetória dos gêneros, não negligenciando os métodos da estilística e da retórica; observaremos as diferenças entre as duas narrativas desde a perspectiva do conto e do romance. Nossa discussão terá suporte teórico de: Questões de literatura e de estética: a teoria do romance (1970), de Bakhtin, A teoria do romance (1965), de Lukács, Aspectos do romance (1927), de Forster, Análise estrutural da narrativa (1981), diversos autores, “Alguns aspectos do conto” (1963) e “Do conto breve e seus arredores” (1969), de Cortázar.

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