Artigo Anais I CNEH

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-1908

ACEITAÇÃO DE REFEIÇÕES POR IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS DE NATAL/RN

Palavra-chaves: CONSUMO DE ALIMENTOS, IDOSO, SAÚDE DO IDOSO INSTITUCIONALIZADO Tema Livre (TL) / Oral Papers Submission AT 7: ENVELHECIMENTO ATIVO E QUALIDADE DE VIDA
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Publicado em 22 de novembro de 2016

Resumo

As Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) se configuram como uma alternativa de cuidados para idosos em substituição à atenção domiciliar e familiar. Entretanto, a mudança para instituições asilares causam alterações das atividades rotineiras dos idosos, principalmente na área de alimentação, podendo culminar com modificações dos hábitos alimentares destes indivíduos. Sendo assim, avaliou-se a aceitação de refeições principais ofertadas em uma ILPI da cidade de Natal-RN, mediante a determinação do indicador de resto, estimando, inclusive, as possíveis perdas de energia e nutrientes não consumidos em relação às porções ofertadas. Trata-se de um estudo transversal, considerando-se o consumo alimentar de idosos (n=96). A avaliação da aceitação alimentar foi realizada por meio do registro dos restos alimentares das refeições principais ofertadas, para isso, obteve-se a gramatura por meio da pesagem direta sendo padronizada a porção média ofertada, conforme média aritmética de três amostras de preparações. Para estimativa da composição nutricional (energia, macronutrientes, fibras e micronutrientes) foi utilizada uma tabela híbrida composta pela TACO (2011), pela USDA (2004) e rótulos alimentares. Os resultados apresentados foram: média de indicador de rejeito de 17% classificando a aceitação alimentar como ruim. A quantidade de alimentos não consumidos representou uma perda total média de 243,38Kcal por indivíduo/dia correspondendo a 27,21g de carboidratos, 7,65g de lipídios, 16,63g de proteínas, 3,42g de fibras, 1,46mg de ferro, 642,11mg de sódio, 105,82mg de cálcio e 12,85mg de vitamina c. A aceitação alimentar dos idosos foi considerada inadequada, constatando-se desperdício alimentar e consequentes perdas energéticas e nutricionais que podem justificar, inclusive, o não alcance das recomendações, podendo gerar desnutrição e carência de vitaminas e minerais ocasionando prejuízos ao estado nutricional dos idosos.

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