Diversos temas de Geografia são considerados complexos, como na Geomorfologia Fluvial que envolve o estudo dos cursos de água e bacias hidrográficas, são inúmeros questionamentos para tornar esses conteúdos cognoscíveis, com objetivo claro e aulas significativas para todos os estudantes. A formação escolar dos estudantes deve ser constituída por um processo horizontal, onde o diálogo proporciona o desenvolvimento crítico, reflexivo e transformador. Partindo desses pressupostos, o presente trabalho apresenta possibilidades inclusivas no ensino de Geografia para estudantes com deficiência visual, com ênfase para os conteúdos de Geomorfologia Fluvial, trata-se de uma pesquisa bibliográfica que articula os resultados da dissertação realizada no Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Estadual de Londrina (PPGEO – UEL) e reflexões da pesquisa de doutorado em andamento e cursos realizados no Centro de Apoio Pedagógico (CAP) na área da deficiência visual da cidade de Londrina (PR). As questões norteadoras do presente trabalho foram: Quais recursos e estratégias metodológicas podem ser utilizados em aulas de Geomorfologia Fluvial com estudantes com deficiência visual? Quais são os principais recursos didáticos utilizados com estudantes com deficiência visual no ensino de Geografia? O trabalho está estruturado nas seguintes discussões: 1) Educação Especial na Perspectiva Inclusiva no Brasil: avanços e desafios 2) Recursos didáticos táteis para estudantes com deficiência visual e 3) Geomorfologia Fluvial Tátil e ensino de Geografia. Toda prática educativa exige reflexão para ação, a inclusão dos estudantes com deficiência visual na sala de aula ou com outras deficiências e especificidades exige quebra de paradigmas, ou seja, a substituição de práticas homogeneizadoras para práticas humanizadoras, multiculturais e inclusivas. Não existe receita, a inclusão em totalidade só irá ocorrer com esforço coletivo de múltiplos atores sociais da escola, sociedade e criação de políticas públicas efetivas.