Artigo Anais I CONEDU

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-8829

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DIVERSIDADE ÉTNICO RACIAL: UMA ANÁLISE DA PRÁTICA PEDAGÓGICA E CONHECIMENTOS ADQUIRIDOS PELOS ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL I, NA ESCOLA MUNICIPAL EPITÁCIO PESSOA ( CAMPINA GRANDE-PB).

Palavra-chaves: QUESTãO NEGRA, PRATICA PEDAGóGICA, CONHECIMENTOS DOS EDUCANDOS Pôster (PO) EDUCAÇÃO E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS Publicado em 18 de setembro de 2014

Resumo

Resumo O presente artigo consiste em analisar como a questão negra é abordada na prática pedagógica. Pretendemos analisar de que forma os temas referentes à questão do negro são tratados pedagogicamente em uma sala de aula do 4º ano do Ensino Fundamental I e identificar a visibilidade ou invisibilidade da temática racial na sala de aula? O referencial teórico emboça-se nos estudos dos autores associados aos Cadernos Penesb (Períodico do Programa de Educação sobre Negro na Sociedade Brasileira) da Universidade Federal Fluminense - UFF. Como também, nos estudos de: Cavalleiro (2005), Silva (1995), Conceição (2010), Santos (2010), Coelho (2010). Salientamos que apesar do caráter obrigatório, da lei federal 10.629/003 e 11.645/008, ainda não é uma realidade em todas as escolas dos municípios brasileiros, o ensino sobre a história e cultura Africana e Afrobrasileira. Silva (1995) tem nos alertado e chamado à atenção sobre a falta de conteúdos ligados à cultura africana e afrobrasileira apontando para a importância na construção da identidade do país, não apenas no registro folclórico ou de datas comemorativas, mas, buscando uma revolução de compreensão do respeito às diferenças. Já Cavalleiro (2005) revela que, ao omitir conteúdos da diversidade étnico racial em sua prática pedagógica, os educadores vão reforçando cada vez mais, determinados estereótipos presentes na escola contribuindo fortemente para a constituição de uma ideologia de dominação étnico-racial. A pesquisa parte da revisão bibliográfica, seguida da pesquisa etnográfica, como instrumento de coleta de dados, utilizamos a observação participante, com registro em diário de campo e por último, a uma entrevista semi-estruturada, com um roteiro prévio flexível com a docente e educandos. Os resultados e discussão neste seção apresentamos de forma crítica com base nos autores estudados como a questão negra é abordada na prática pedagógica. Constatamos que os alunos pareciam não ter estudado sobre o continente africano, pois os mesmo diziam que a África era um país, um lugar sempre qualificando com os adjetivos: pobre, negro, animais, mato, macumba, dentre outros. Sobre a história do negro no Brasil, basicamente as crianças faziam referência ao trabalho escravo. Concluirmos que mesmo a lei n° 10.639/003 tornando-se obrigatória, o ensino sobre História e Cultura afrobrasileira e africana ainda é muito superficial. A docente em seus depoimentos relatou que trabalha a questão negra em sala de aula, mas no cotidiano e convivência observamos que isso quase não ocorre. Revela que muita coisa precisa ser trabalhada e posta em prática. O que nos remete as indagações: Por que não se trata a questão negra em sala de aula, na sua história e cultura? Será uma questão de resistência cultural, religiosa, social? Assim, a falta de conhecimento da temática e formação continuada resulta na perpetuação do preconceito, da discriminação e do racismo.Palavras- Chave: Questão Negra. Pratica pedagógica. Conhecimentos dos educandos.

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