Artigo Anais I CONEDU

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-8829

A INFLUÊNCIA DA LINGUAGEM DA INTERNET NA PRODUÇÃO ESCRITA DO ALUNO NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM

Palavra-chaves: INTERNET, INTERNETÊS, PRODUÇÃO ESCRITA Comunicação Oral (CO) ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA Publicado em 18 de setembro de 2014

Resumo

Esta pesquisa individual fez parte de uma pesquisa maior organizada pela Professora Doutora Rita Maria Diniz Zozzoli, intitulada “Articulação entre gêneros, suportes e modalidades no discurso da mídia e do ensino e aprendizagem”. É sabido que nos últimos tempos as tecnologias comunicacionais, de modo particular a Internet, vem se desenvolvendo e os jovens estão tendo cada vez mais facilidade de acesso, principalmente às redes sociais, visto que essa os atrai por proporcionar interação com pessoas de qualquer parte do mundo em tempo real. Compreendendo- se que esse tipo de comunicação exige rapidez e dinamismo ao escrever, para que o internauta compreenda e se faça compreender, este trabalho aponta para a questão de como os jovens lidam com as diferenças entre o internetês x linguagem padrão na sala de aula. Assim, esta pesquisa pretendeu identificar se há marcas da linguagem da Internet em produções escritas de alunos da 2ª série (ensino médio), que estão na faixa etária de 15 a 18 anos. Como base teórica foram utilizados autores como Marcuschi (2005) e Xavier (2005) no que se refere a conceitos de escrita virtual e redes sociais e ZOZZOLI (no prelo) como base para reflexões acerca do ensino de gêneros em língua Portuguesa. No que toca à metodologia, seguindo a perspectiva da pesquisa etnográfica, neste trabalho, os dados foram coletados a partir de instrumentos como notas de campo, para observações em aulas de redação e a análise das próprias produções escritas dos alunos. Além disso, foi feita uma entrevista com a professora e com dos voluntários a fim de promover uma triangulação na coleta dos dados. A partir das análises, percebeu-se que de fato há uma influência da linguagem da Internet na escrita padrão dos alunos, porém uma boa parte parece distinguir os contextos de uso e não deixam o “internetês” influir na norma padrão de escrita no âmbito de sala de aula.

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