Artigo Anais ABRALIC Internacional

ANAIS de Evento

ISSN: 2317-157X

IDENTIDADE E CORPO: ESTUDO A PARTIR DA CONSTÍSTICA AFRO-BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA

Publicado em 12 de julho de 2013

Resumo

IDENTIDADE E CORPO: estudo a partir da constística afro-brasileira contemporânea Embora, como Kabengele Munanga ressalta (2012, p. 9), negritude e identidade negra não sejam de ordem biológica, ambas estão relacionadas à cor da pele e às leituras que sobre esta recaem ou lhe são impostas. A esse respeito, é exemplar a bem conhecida reflexão do psiquiatra martiniquense Frantz Fanon sobre o “fato da negritude”, ou seja, como , em um mundo predominantemente branco, o homem negro encontra dificuldade para desenvolver seu esquema corporal, já que este não é percebido na sua singularidade, mas alimentado por anos de preconceito racial e pelos “saberes” construídos para alimentá-lo. Essa sobredeterminação, originada não na consciência individual do ser negro, mas a partir do exterior, ganha importância quando se considera, ainda com Munanga (2013, p. 13), que a identidade de um grupo funciona como uma ideologia , já que permite a seus membros tanto definir-se por contraposição a seus outros como reforçar a solidariedade existente ente eles. Nesse sentido, pode tanto preservar sua identidade como grupo distinto como ser manipulada, a partir da consciência identitária, por uma ideologia dominante. Esta comunicação examina a representação da identidade negra a partir da consciência corporal, em textos da contística afro-brasileira, recolhidos de diferentes edições da antologia Cadernos Negros- contos. Propõe-se a análise de textos que relacionam a alienação do negro à inferiorização de seu corpo e/ou à imposição, sobre eles de estereótipos, como o da potência sexual do negro ou da sensualidade da mulata, bem como de textos em que o corpo negro vem a ser aceito e considerado belo. Entre estes, propõe-se a análise de “Cauterização”, de Cristiane Sobral , “Entrevista de emprego”, de Valdomiro Martins, “A grama”, de Luis Carlos “Aseokaýnha” e “As mascaras de Dandara”, de Serafina Machado.

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