Artigo Anais IV CONEDU

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-8829

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TORNAR-SE PAI: DA TRADIÇÃO AOS MODELOS HOMOPARENTAIS

Palavra-chaves: LITERATURA, EDUCAÇÃO, HOMOPARENTALIDADE Comunicação Oral (CO) GT 07 - Gênero, Sexualidade e Educação Publicado em 20 de dezembro de 2017

Resumo

Resumo: A família nuclear, composta por pai, mãe e filhos, por muito tempo, foi considerada prototípica, sobretudo para o Ocidente. No entanto, esse modelo têm sofrido profundas alterações e novos arranjos começam a ganhar espaço e visibilidade. Na literatura infantojuvenil deparamo-nos, amiúde com narrativas que albergam a diversidade dos laços homoparentais, considerando-os, numa perspectiva não discriminatória, o presente trabalho se propõe a refletir acerca da literatura infantil como uma ferramenta importante na discursão sobre o respeito à diversidade no contexto escolar. A literatura, nesse cenário, possibilita ao aluno o exercício da cidadania, sem contradições e estigmas; estimulando uma humanização no sujeito, perante sua realidade e a de outrem. O texto literário vislumbra o imaginário da criança, utilizando a linguagem metafórica para relatar os fatos cotidianos, de maneira lúdica. Por isso, é de suma importância, trabalharmos as pluralidades de temáticas, sobre a vida cotidiana, na perspectiva de diminuir os preconceitos, em sala de aula, estendendo-se ao contexto extra escolar, para com os alunos que vivem as novas configurações sociais e familiares, e, assim, tornar um ambiente plural e respeitável. Na esteira pedagógica, de acordo com os documentos oficiais, prioriza a humanização e inserção de todxs como prática pedagógica. Eis o caso da obra “Olívia tem dois papais” da autora Marcia Leite (2010), que versa sobre a relação de uma menina chamada Olívia, adotada por um casal homoafetivo. A autora utiliza uma linguagem simples e divertida para retratar o cotidiano da ‘nova’ família, apresentando às crianças novas formas de vivenciar as experiências com as figuras parentais e as relações afetivas, além de quebrar normas sociais que sustentam o modelo familiar patriarcal como único aceito. Entretanto, esse modelo não mais contempla os arranjos familiares contemporâneos. Dessa forma, numa conexão entre a literatura infanto juvenil e a teoria de Antônio Cândido, pretendemos analisar, no locus temporal da narrativa a (des)construção do conceito de família ante as atuais configurações; e como a introdução da literatura na prática pedagógica tem o poder de humanizar os processos de ensino e aprendizagem dxs alunxs frente às diversas temáticas sociais.

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