Artigo Anais IV SINALGE

ANAIS de Evento

ISSN: 2527-0028

GÊNEROS DIGITAIS, ETHOS DE VIOLÊNCIA E CIBERVIOLÊNCIA CONTRA PROFESSORES EM STATUS PESSOAIS DE ALUNOS GARANHUENSES

Palavra-chaves: GÊNEROS DIGITAIS, ETHOS DE VIOLÊNCIA, CIBERVIOLÊNCIA CONTRA PROFESSORES, ALUNOS DE GARANHUNS Comunicação Oral (CO) GT16-GÊNEROS DISCURSIVO E/OU TEXTUAL: ENSINO/APRENDIZAGEM Publicado em 27 de abril de 2017

Resumo

Como qualquer outro município, Garanhuns apresenta variados tipos de violência. Dentre elas, a ciberviolência contra professores, tema central deste trabalho. Este recorte do projeto de pesquisa “Ethos de violência constituído por alunos do município de Garanhuns em redes sociais” é vinculado ao NUPEDE e financiado pelo PIBIC/UFRPE/UAG. Nesta apresentação, pautamos-nos na seguinte pergunta: Como gêneros digitais veiculados em status pessoais do Facebook interferem na constituição do ethos de violência de (ex)alunos garanhuenses? Para sua investigação, adotamos o objetivo específico de analisar discursivamente 2 exemplares do corpus do projeto maior, a fim de discutir sobre a forte relação entre os gêneros digitais (MARCUSCHI, 2008, 2004; MARCUSCHI & XAVIER, 2004; XAVIER, 2004, 2002), o ethos discursivo (MAINGUENEAU, 2008) e o ethos de violência (SILVA, 2014). O corpus amplo do projeto foi constituído de 12 status pessoais agressivos veiculados no Facebook por usuários que tinham alguma relação com a cidade de Garanhuns e coletados entre agosto de 2016 e janeiro 2017, juntamente com seus respectivos comentários, gêneros digitais e ferramentas virtuais. Desenvolvemos uma pesquisa qualitativa (BAUER & GASKELL, 2002), do tipo documental (MARCONI & LAKATOS, 2010), empregando o método indutivo (FLICK, 2013). A apreciação dos dados se fundamenta na Análise de Gêneros, com enfoque nos gêneros digitais (MARCUSCHI, 2008; MARCUSCHI & XAVIER, 2004), e na Análise do Discurso de linha francesa, com enfoque nos gêneros discursivos (MAINGUENEAU, 2013, 2010) e no ethos de violência (SILVA, 2014). Os resultados preliminares obtidos revelam que gêneros como fotografias, enquetes, correntes, tirinhas-meme, hashtag e comentários veiculados em status pessoais dos estudantes auxiliam significativamente na constituição do ethos de violência resultante da ciberviolência contra professores. Constatamos também que o uso de ferramentas típicas do site da rede social analisada (tais como emojis, reações, curtidas e compartilhamentos) contribui para a disseminação da ciberviolência.

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