Artigo Anais IV SINALGE

ANAIS de Evento

ISSN: 2527-0028

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MEU FINAL FELIZ QUEM FAZ SOU EU: A REPRESENTAÇÃO DE PERSONAGENS FEMININAS DOS CONTOS DOS IRMÃOS GRIMM NA SÉRIE NORTE AMERICANA ONCE UPON A TIME

Palavra-chaves: CONTOS DE FADAS, ONCE UPON A TIME, LITERATURA INFANTO-JUVENIL Comunicação Oral (CO) GT17-LITERATURA INFANTOJUVENIL E DIVERSIDADE DE GÊNEROS LITERÁRIOS Publicado em 27 de abril de 2017

Resumo

Em um contexto no qual os contos clássicos infantis estão em constante processo de adaptações e ressignificações, este artigo objetiva identificar a representação das personagens Bela Adormecida e Branca de Neve, dos contos dos irmãos Grimm, na série norte americana Once Upon a Time, atentando no que se diferem e no que se assemelham. A mulher por muito tempo teve negado o direito à autoafirmação e fora representada pela figura do masculino, que lhe ditava normas de como ser, falar, agir, vestir, se portar, de como ser uma “verdadeira princesa”. Partindo desse pressuposto, pode-se afirmar a importância que as adaptações têm para tais literaturas, proporcionando novos olhares às personagens femininas. Os contos refletiam os valores impostos à mulher na época em que foram escritos e se faz necessário evidenciar, principalmente ao público infanto-juvenil, haja vista a fase de aquisição de novos conhecimentos e a formação enquanto leitor-cidadão, que a mulher na contemporaneidade está assumindo novos papeis sociais e conscientizando-se do seu valor e importância para a sociedade, ainda que seja esta embasada em valores machistas e patriarcais, que tendem a subalternizar a figura feminina Como aporte teórico, faremos uso de Hall (2014), Bauman (2005) e Silva (2015) no que tange às questões identitárias, bem como de Schneider, Torossian (2009), Gregolin Filho, Pina e Micheli (2011) com suas contribuições acerca da literatura infanto-juvenil, da mesma forma Bettelheim (1997) , Andersen (2016) e Corso (2006), enriquecendo a discussão com uma visão mais ampla dos textos dos irmãos Grimm. No que diz respeito à representação midiática, faremos uso de Caduro, Rahde (2005). Para as contribuições acerca do contexto das adaptações, faremos uso de Hutcheon (2013).

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