Artigo Anais I CNEH

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-1908

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REABILITAÇÃO VESTIBULAR EM IDOSA COM TONTURA CRÔNICA: UM ESTUDO DE CASO

Palavra-chaves: IDOSO, DOENÇAS VESTIBULARES, TONTURA Pôster (PO) / Poster Submission AT-4: FISIOTERAPIA GERONTOLÓGICA Publicado em 23 de novembro de 2016

Resumo

Introdução: a tontura é um dos sintomas mais comuns na população idosa e sua prevalência aumenta significativamente com o avanço da idade e em mulheres. Esse sintoma pode levar a aumento no desequilíbrio postural nessa população, predispondo-a a um elevado risco de quedas, acarretando em restrição da mobilidade e perda de independência. A Reabilitação Vestibular (RV) objetiva a maximização da compensação do sistema nervoso central a conduções de tontura provocada por afecções vestibulares. Além disso, pode ser considerada uma terapia benéfica para a redução do risco de quedas na população idosa que sofre de déficits motores e sensoriais. Portanto, o objetivo desse estudo é avaliar os efeitos da RV na sintomatologia vertiginosa e no equilíbrio estático e dinâmico em uma paciente idosa com tontura crônica. Metodologia: Trata-se de um estudo de caso de um paciente do sexo feminino de 72 anos com diagnóstico de Vertigem Postural Paroxística Benigna (VPPB) com depressão associada. O diagnóstico da VPPB, bem como a identificação do lado e canal acometido e a presença de nistagmo, foi realizado por meio do teste de Dix-Hallpike com auxílio da videonistagmoscopia. Após identificado o lado acometido, realizou-se a manobra de Epley, repetida até 3 vezes em uma mesma sessão caso os sintomas vertiginosos persistissem. A RV foi realizada duas vezes por semana por um período de 4 semanas, com duração média de 50 minutos a cada sessão. A terapia incluiu exercícios de adaptação vestibular, treino de equilíbrio estático e dinâmico e fortalecimento muscular de membros inferiores. Para cada exercício prescrito, foi utilizada uma série contendo 10 modificados e padrões de progressão universal. A intensidade da tontura foi mensurada por meio da Escala Visual Analógica (EVA) e a observação da marcha e do equilíbrio foi feita por meio do Dynamic Gait Index (DGI) e pelo Balance Master System da NeuroCom® International, Inc. Resultados: Apenas duas manobras de Epley foram realizadas para obter remissão da sintomatologia vertiginosa (EVA: 10 na avaliação inicial e EVA: 0 nas duas avaliações subsequentes). Houve diminuição na oscilação postural em posição de pé na avaliação após oito sessões de RV comparado à avaliação inicial. Observou-se maior velocidade na marcha após terapia por RV, além de melhor escore no DGI. Conclusão: Sugere-se que a manobra de Epley seja eficaz no tratamento da tontura crônica em idosos com Vestibulopatia e que a RV promova impacto positivo no equilíbrio estático e dinâmico desses pacientes. A combinação dessas terapias deve ser, portanto, considerada como uma alternativa viável no tratamento das doenças vestibulares em idosos.

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