Artigo Anais IV ENID / UEPB

ANAIS de Evento

ISSN: 2318-7379

O SOM DO SILÊNCIO: OS DEPOIMENTOS COMO RECURSO DIDÁTICO AUDIOVISUAL PARA O ENSINO DE HISTÓRIA.

Palavra-chaves: DEPOIMENTOS, PIBID, DITADURA MILITAR Comunicação Oral (CO) Ensino de História e formação docente Publicado em 22 de novembro de 2014

Resumo

O presente trabalho exposto é produto das propostas criativas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID, que vêm construindo ao decorrer das suas atividades dentro da escola, meios que dinamizem o ensino, tornando-o mais próximo da realidade do aluno. Nesta perspectiva de homogeneização do ensino de história, há a utilização de recursos didáticos que mostrem caminhos que possam dialogar de forma mais fluida com aquele na educação básica. Desta forma, o PIBID atua como instrumento mediador nessa relação didática, sendo libelo para as propostas pedagógicas dentro da escola. Por hora, o depoimento foi o recurso usado para mediar nossa aula, criando relações possíveis que façam com que o aluno tenha uma visão alargada a respeito da Ditadura Militar. É sabido que trabalhar com testemunhos que elucidem a Ditadura e seu período caliginoso em nosso país é atual, por proporcionar e dividir opiniões dentro da sala de aula, devido a sua riqueza de conteúdo e detalhes. Logo, este irá acentuar vários desdobramentos dentro da mediação do conhecimento, proporcionando novas abordagens que conceituem o ciclo ditatorial brasileiro. Assim, o ensino de história passa a ter outra acepção saindo do usual, e lançando olhares para o cotidiano, conseguindo fazer pontes de diálogo entre passado e presente, proporcionando saberes dinâmicos e articulados. Na busca de superar o pragmatismo histórico e arrojar seu conhecimento, os depoimentos ganham conotação de destaque, pois este recurso sintetiza de forma adjacente as atrocidades causadas às pessoas que vivenciaram esse momento delicado, onde o sensível é propagado em cada testemunho, criando diálogos plausíveis de compreensão entre professor e aluno, à medida que esse espaço vai sendo recodificando e novas possibilidades vão emergindo, fomentando as relações entre mediador e receptor do conhecimento, qualificando e transformando o discente em reprodutor do processo histórico, desvinculando a disciplina História dos estereótipos de letargia que ainda são presentes dentro das relações de ensino desta disciplina.

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