Artigo Anais XV EBRAPEM

ANAIS de Evento

ISSN: 2237-8444

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A História da Matemática na Aprendizagem Matemática: uma Análise das Experiências Publicadas em Periódicos Nacionais e Internacionais

Resumo

t A História da Matemática na Aprendizagem Matemática: uma Análise das Experiências Publicadas em Periódicos Nacionais e Internacionais José Lamartine da Costa Barbosa Rômulo Marinho do Rêgo Jonei Cerqueira Barbosa Resumo: Este artigo é uma revisão sistemática de estudos sobre o campo da História na Educação Matemática, publicados em alguns periódicos no Brasil e em outros países, nos últimos dez anos. Avaliamos os estudos que fazem reflexões teóricas ou relatam experiências sobre o possível apoio da História em situações de ensino e aprendizagem da Matemática, com base em periódicos nacionais e internacionais. Análises feitas no campo considerado observamos que a grande maioria dos trabalhos contempla reflexões teóricas sobre o uso da História da Matemática, no entanto os trabalhos que relatam experiências de como utilizá-la ainda é pouco expressivo no período e nos periódicos considerados. Observamos que, nos últimos dez anos, a defesa das potencialidades didáticas da História da Matemática, há muito disseminada pela fala dos professores, das publicações, dos autores de livros didáticos, e as recomendações oficiais ainda não se concretizaram, em experiências ou investigações que promovam efetivamente essa articulação. Palavras - chave: História da Matemática, Revisão sistemática, Ensino Aprendizagem matemática Neste trabalho, fruto de nossa pesquisa do Programa de Doutorado em Ensino, Filosofia e História das Ciências, na UFBA/UFEFS/UEPB, realizamos uma revisão sistemática sobre os artigos publicados no campo da História na Educação Matemática, em alguns periódicos no Brasil e em outros países no século XXI, em especial aqueles voltados à História da Matemática como potencialidade pedagógica. Selecionamos os artigos que fazem reflexões teóricas ou relatam experiências sobre o possível apoio da História em situações de ensino e aprendizagem da Matemática, priorizando os artigos que relatam experiências. Para efeito desta revisão, foram consultadas as seguintes bases de dados: Educational Studies in Mathematics, International Journal of Science and Mathematical Education, Mediterranean Journal for Research in Mathematics Education, International Journal for the History of Mathematics Education, International Journal of Mathematical Education in Science and Technology, Revista Latinoamericana de Investigación en Matemática, Acta Scientiae, Revista História & Educação Matemática, Revista do professor de Matemática, BOLEMA – Boletim de Educação Matemática, Zetetiké, Boletim do GEPEM e Educação Matemática em Revista. Analisando o teor das pesquisas no campo considerado, constatamos que a grande maioria dos trabalhos contempla reflexões teóricas sobre o uso da História da Matemática na Educação Matemática e que o número de trabalhos relatando experiências de como utilizá-la ainda é pouco expressivo nos periódicos considerados. As reflexões teóricas extraídos dos artigos lidos no impulsiona, para acreditarmos que a HM tem seu potencial. Acreditamos que essas discussões tenham originado a partir de alguma experiência do tipo, mas na revisão não encontramos esses autores, em muitos casos, não propondo e nem exemplificando do como abordar a matemática no processo ensino aprendizagem matemática. Fica a pergunta: Imaginar, projetar é bom, mas em que base pode-se afirmar o que não foi experienciado? Por outro lado, as experiências realizadas observadas, poucas ou quase nenhuma tem análise mais aprofundada. Parecem mais uma narrativa. Nada contra a narrativa, contudo precisamos de mais argumentos que nos leve acreditar que a HM pode participar cm eficiência da aprendizagem matemática seja motivando seja efetivamente na compreensão de determinados conceitos. Para sustentar essas afirmativas recorremos ao procedimento metodológico da revisão sistemática com intuito de constituir um corpus que proporcionasse a atualização de como está atualmente em termos de publicação a temática em questão. Importante ressaltar, esta revisão sistemática compartilhou das iniciativas feitas em vários outros artigos publicados no Brasil e em nível internacional e que vários aspectos foram observados tais como: o país origem do artigo; o conteúdo trabalhado; o de como usar a História da Matemática; em que nível de ensino; o tempo de aplicação da experiência; estratégias de ensino utilizadas; e, se os participantes tinham o conhecimento prévio sobre o conteúdo e sobre a História desse conteúdo. Lembramos que as análises feitas em cima dessa revisão sistemática se fundamentaram em duas categorias do por que propor a participação da História, isto é, a História como uma ferramenta (motivacional, cognitiva) e a História como meta em si mesma, e em três categorias do como recorrer a História da Matemática, ou seja, as abordagens denominadas de iluminação, modular e baseada na história. Precisamos registrar, a nossa revisão sistemática compartilhou da iniciativa de uma nova proposta de pesquisa, ou seja, de organizar e sistematizar as várias produções científicas em quaisquer que seja a área. Nesse sentido, nossa iniciativa é de contribuir para esse Estado de Arte possa sinalizar o que está sendo feito feitas em diversos trabalhos anteriores realizados por (Guliker e Blom, 2001, Lerman, Xu e Tsataroni, 2002; Jankvist, 2009; Fierotin, Miguel e Miorim, 2004, Sad, 2005; Mendes, 2008; Passos, Nardi e Arruda, 2008; Guimarães e Cavalcanti, 2008; Miorim, Brito e Faria, 2009; Souto, 2010. O que observamos: as reflexões teóricas extraídos dos artigos lidos no impulsiona, para acreditarmos que a HM tem seu potencial. Acreditamos que essas discussões tenham originado a partir de alguma experiência do tipo, mas na revisão não encontramos esses autores, em muitos casos, não propondo e nem exemplificando do como abordar a matemática no processo ensino aprendizagem matemática. Fica a pergunta: Imaginar, sonhar é bom, mas em que base pode-se afirmar o que não foi experienciado? Por outro lado, as experiências realizadas observadas, poucas ou quase nenhuma tem análise mais aprofundada. Parecem mais uma narrativa. Nada contra a narrativa, contudo precisamos de mais argumentos que nos leve acreditar que a HM pode participar cm eficiência da aprendizagem matemática seja motivando seja efetivamente na compreensão de determinados conceitos. Referências ARCAVI, Abraham & ISODA, Masami(2007). Learning to listen: from historical sources to classroom practice, Educational Studies in Mathematics, 66, p. 111– 129. BERGÉ, Analía (2006). Convergence of numerical sequences – acommentary on “the and proof generated steps to limits of sequences” by R.P. Burn, Educational Studies in Mathematics 61, p. 395–402. BURN, B. (2005). The vice: Some historically inspired and proof-generated steps to limits of sequences, Educational Studies in Mathematics 60, p. 269–295. CHARALAMBOUS, Charalambos Y., PANAOURA, Areti e PHILIPPOU, George (2008). 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