Ao navegar nas redes sociais, é cada vez mais comum encontrar pessoas que as utilizam como ferramentas para o ensino de língua inglesa. Isso ocorre graças a internet e a sua capacidade de permitir a participação e interação de seus usuários no processo de produção e compartilhamento de textos online. Tal cenário têm permitido o surgimento de novos contextos que extrapolam o conceito de sala de aula em um sentido convencional, admitindo novas maneiras de interação entre aqueles que se propõem a ensinar e aqueles que buscam aprender de forma síncrona e assíncrona ao mesmo tempo. É, então, situado em tal contexto que este trabalho, resultante de um Trabalho de Conclusão de Curso, focaliza nas atividades de leitura em língua inglesa, propostas por um canal do Youtube de grande acesso, procurando compreender qual/quais perspectivas de ensino lhes servem de guia e de que maneiras os aprendizes estão aí situados. Para tanto, localiza-se na Linguística aplicada (MARTINS; MOREIRA, 2012) em diálogo com a Pedagogia do ensino de línguas (KUMARAVADIVELU, 2006), tendo por base uma perspectiva qualitativa (PASCHOARELLI; MEDOLA; BONFIM, 2015, p. 67) de cunho descritivo e explicativo (SILVERA; CORDOVA 2009). Apesar das possibilidades de acesso ao conhecimento e das novas práticas de ensino que proporcionam ao aluno autonomia sobre sua aprendizagem permitidas pela internet, os dados ainda revelam uma visão estruturalista da língua que vê a aprendizagem como a construção de hábitos que pretende inculcar no estudante estruturas gramaticais e padrões linguísticos desconectados do uso real da língua estrangeira.