Artigo Anais do V ENLIC SUL

ANAIS de Evento

ISBN: 978-65-5222-092-9

A ESCRITA COMO ENSAIO E O ENSAIAR-SE DOCENTE: METODOSOFIA, CRIAÇÃO E EXPERIÊNCIA NA PESQUISA EM EDUCAÇÃO

Palavra-chaves: EDUCAÇÃO, ENSAIO, EXPERIÊNCIA, EDUCAÇÃO, ENSAIO, EXPERIÊNCIA, , , , Comunicação Científica Eixo temático 08: Formação inicial e continuada de professores.
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Publicado em 12 de maio de 2026

Resumo

Este artigo analisa o ensaio como operador metodológico na pesquisa em educação e como gesto formativo na docência, propondo um deslocamento das concepções prescritivas de método e das abordagens técnico-instrumentais da formação docente. O objetivo é sustentar que o ensaiar-se docente constitui um modo de existência pedagógica que tensiona simultaneamente o estatuto do método, o regime de verdade que atravessa as práticas escolares e a própria compreensão de formação. Inserido no campo da Filosofia da Educação, o estudo desenvolve uma análise conceitual de caráter teórico-argumentativo, articulando contribuições de Gilles Deleuze, Sandra Corazza e Jorge Larrosa. A partir da noção deleuzeana de experimentação, o ensaio é compreendido como prática de criação do pensamento que rompe com a imagem dogmática do método e afirma a escrita como espaço de invenção conceitual. A metodosofia de Corazza sustenta metodologicamente esse deslocamento ao conceber o método como produção singular atravessada por afectos e perceptos, aproximando investigação acadêmica e criação estética. Com Larrosa, a formação é pensada a partir da experiência como aquilo que nos acontece e nos transforma, deslocando o foco da competência e do desempenho para a exposição ao acontecimento, à vulnerabilidade e à implicação subjetiva. Como resultado da articulação teórica proposta, argumenta-se que a docência pode ser compreendida como prática inventiva que assume a aula como campo de experimentação ética e estética, no qual pensamento, escrita e ensino se constituem de forma indissociável. Conclui-se que ensaiar-se docente implica sustentar abertura ao risco e à criação, afirmando pesquisar e ensinar como práticas implicadas na produção de sentidos e na invenção de mundos possíveis no interior da educação contemporânea.

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