Artigo Anais I CONEDU

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-8829

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EDUCAÇÃO, DIREITOS HUMANOS E MOVIMENTOS SOCIAIS: IMPLICAÇÕES PARA A FORMAÇÃO DA IDENTIDADE

Palavra-chaves: EDUCAÇÃO, DIREITOS HUMANOS, MOVIMENTOS SOCIAIS Comunicação Oral (CO) MOVIMENTOS SOCIAIS, SUJEITOS E PROCESSOS EDUCATIVOS Publicado em 18 de setembro de 2014

Resumo

No mundo atual, as sociedades experimentam um momento de profundas transformações sociais, que têm como foco principal os aspectos sociais, políticos e ideológicos e estão alicerçadas nas concepções teórico-empíricas sobre a sociedade e suas relações. Ao mesmo tempo, vivencia-se uma crise de identidade, fruto das formas de globalização hegemônicas, que impõem uma cultura dominante em detrimento das demais culturas, economicamente mais fracas. Nesse contexto, é interessante discutir o papel dos movimentos sociais e sua relação com a educação, no processo de afirmação da identidade, tanto individual como grupal. Essa discussão é perpassada pelos Direitos Humanos, na medida em que a efetivação desses direitos constitui finalidade dos movimentos sociais. Assim, apoiando-se em Candau (2008), Bauman (2005), Hall (2001), Gohn (2008) e Paulo Freire (1987), objetiva-se discutir, à luz do referencial teórico, a educação na perspectiva intercultural, com vistas à efetivação dos Direitos Humanos; compreender a relação entre educação e movimentos sociais; e refletir sobre o processo de construção da identidade, articulando igualdade de direitos e diferenças socioculturais. Mediante a pesquisa bibliográfica, pode-se inferir que há uma intrínseca relação entre educação e movimentos sociais, como forma de assegurar a efetivação dos direitos humanos, bem como para a construção da identidade. Mais do que isso, os movimentos sociais têm um caráter educativo e formador, na medida em que na luta pela garantia de melhores condições de vida e de dignidade humana, constroem valores, princípios morais e éticos, como também possibilitam a afirmação das identidades individual e grupal, como ponto de partida para a quebra da ordem hegemônica e opressora. Nessa perspectiva, há que se pensar numa educação libertadora, que leve em consideração a formação autônoma do sujeito, uma educação que nasça dele como princípio emancipatório, não como algo imposto de fora pra dentro, de cima para baixo. Faz-se necessário, portanto, promover uma educação intercultural que dialogue com todos os contextos socioculturais, sem que um se sobreponha a outro.

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