Artigo Anais X CONAGES

ANAIS de Evento

ISSN: 2177-4781

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O FEMININO EM FREUD

Palavra-chaves: FEMININO, GENEALOGIA, PSICANÁLISE Comunicação Oral (CO) Psicologia, Psicanálise, gênero, sexualidades Publicado em 04 de junho de 2014

Resumo

A concepção freudiana acerca do feminino contém em si uma série de paradoxos que vêm sendo incansavelmente discutidos pelos autores pós-freudianos. Se num primeiro momento Freud foi capaz de escutar as mulheres e os seus sintomas, dando voz e lugar ao sofrimento das histéricas que estavam submetidas ao discurso médico e patologizante presente no final do século XIX, é fato que num segundo momento, sobretudo na construção do Modelo Fálico-Edípico, tomou o masculino como categoria universal e atribuiu às mulheres características que em muitos momentos chegam a se aproximar das concepções medievais dadas pela igreja católica ao feminino. Trazendo a ideia Foucaultiana de que as subjetividades são sempre construídas histórica e culturalmente, este trabalho tem como principal objetivo fazer um estudo genealógico acerca das principais ideias de Freud sobre a mulher e sua subjetividade, entendendo que estas foram produzidas a partir de um determinado contexto histórico, social e cultural. Não buscando, entretanto, encontrar uma verdade ou certeza sobre essas ideias. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, uma vez que tomou o texto freudiano como principal objeto de estudo, discutindo, no decorrer de sua escrita, os diversos lugares estabelecidos por ele para o feminino. Contudo, não se resume a uma discussão de conceitos, pois o trabalho coloca em diálogo autores contemporâneos que trabalham com a temática, bem como o momento histórico atual. É fato que Freud não chegou a nenhuma verdade sobre as mulheres, apresentando inclusive dificuldades por ele relatadas, em abordar a temática. Também é notório que o autor recebeu muitas críticas por suas ideias e posições. Entretanto, nesse trabalho tornou-se possível visualizar Freud como um homem do seu tempo, herdeiro do pensamento iluminista. Sendo assim, cabe aos pensadores da atualidade, recriar lugares para o feminino, até então, pré - determinados e pré – fixados pela psicanálise freudiana.

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