Artigo Anais CONACIS

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-0186

SAÚDE MENTAL DE ESTUDANTES DE FARMÁCIA E EDUCAÇÃO FÍSICA: UM ESTUDO NA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

Palavra-chaves: SAÚDE MENTAL, ESTUDANTE UNIVERSITÁRIO, BEM-ESTAR EMOCIONAL Pôster (PO) Psicologia Publicado em 09 de abril de 2014

Resumo

O conceito de saúde mental está relacionado além da mera ausência de doenças mentais, mas engloba aspectos de estado de bem-estar físico e emocional, qualidade de vida, contexto social satisfatório, educação, satisfação nas atividades realizadas. Refere-se também à presença de atributos pessoais positivos em diferentes esferas da vida, como a auto-realização e predomínio de experiências emocionais positivas. Surgem então na sociedade contemporânea novos quadros, como os transtornos não-psicóticos que se referem à alterações de humor, nos níveis de ansiedade, transtornos alimentares e abuso de substâncias. A transição da escola para a Universidade acarreta problemas emocionais, nos níveis de estresse e de ansiedade tornando-se necessário criar formas para mensurar a saúde mental desses sujeitos. Desta forma o presente estudo objetivou através de uma escala confiável avaliar aspectos da saúde mental de estudantes universitários através de uma pesquisa do tipo descritiva exploratória com abordagem quantitativa. Foram utilizados como instrumentos um questionário sócio demográfico e o Self-Reporting Questionnarie (SRQ-20). Os dados foram colhidos entre 64 alunos distribuídos nos cursos de graduação de Farmácia (64,1%) e Educação Física (35,9%) matriculados no primeiro e segundo período dos Centros de Ciências da Saúde (CCS) do Campus I da Universidade Federal da Paraíba. Dos pesquisados 63,5% do curso de farmácia são do sexo feminino e 74% de educação física são do sexo masculino, havendo um predomínio 37,5% com idade entre 17 a 18 anos. Destes 92,2% definiram-se com o estado civil de solteiro, 51,6% mora com os pais, 64,1% são imigrantes na cidade de João Pessoa. Os dados demonstraram que 31,6% do total dos participantes apresentaram probabilidade de presença de transtornos não-psicóticos, sendo 90% destes do curso de farmácia. Houve um predomínio do sexo feminino (70%) na probabilidade de presença de tais transtornos. Constatou-se que 62% dos pesquisados que afirmaram se sentir triste ultimamente são estudantes imigrantes. Percebe-se então a influência da variável sexo em relação ao comprometimento da saúde mental, apontando percentagem significativamente mais alta para as mulheres corroborando com alguns estudos sobre a temática. Uma parcela significante dos pesquisados são imigrantes e tal fato pode contribuir para esses números de probabilidade de transtornos não-psicóticos. Este estudo permitiu conhecer a percepção dos aspectos que configuram a saúde mental do grupo pesquisado. Porém sugerem-se novos estudos com amostras mais amplas com intuito de alcançar um conhecimento mais abrangente sobre a saúde mental de estudantes universitários de saúde.

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