Artigo Anais CONACIS

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-0186

ATUAÇÃO DE UMA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL FRENTE AO TRATAMENTO DE ESQUIZOFRENIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA EM UM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

Palavra-chaves: CENTRO DE ATENÇÃO PSICISSOCIAL., EQUIPE MULTIPROFISSIONAL, ESQUIZOFRÊNIA. Relato de Experiência(RE) Saúde Pública Publicado em 09 de abril de 2014

Resumo

Introdução: A definição atual de esquizofrenia indica uma psicose crônica idiopática, aparentando ser um conjunto de diferentes doenças com sintomas que se assemelham e se sobrepõem. A esquizofrenia é de origem multifatorial onde os fatores genéticos e ambientais parecem estar associados a um aumento no risco de desenvolver a doença.Os primeiros sinais e sintomas da doença aparecem mais comumente durante a adolescência ou início da idade adulta. Apesar de poder surgir de forma abrupta, o quadro mais frequente se inicia de maneira insidiosa. Sintomas prodrômicos pouco específicos, incluindo perda de energia, iniciativa e interesses, humor depressivo, isolamento, comportamento inadequado, negligência com a aparência pessoal e higiene, podem surgir e permanecer por algumas semanas ou até meses antes do aparecimento de sintomas mais característicos da doença.Objetivo: Descrever atuação da equipe multiprofissional de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), frente ao tratamento de esquizofrenia. Metodologia. Trata-se de um relato de experiênciaque retrata a atuaçãode uma equipe multiprofissional de um CAPS Idurante os mesesde janeiro a dezembro de 2013 em um município de pequeno porte no interior cearense, com um grupo de usuários intensivos com diagnóstico de esquizofrenia.Resultados: O grupo de usuários acima mencionados totalizam 08 pessoas, sendo destas 05 do sexo masculino e 03 do sexo feminino, cadastradas no serviço de saúde há no mínimo 06 anos, onde todos eles já obtiveram alta e após alguns meses de tratamento domiciliar medicamentoso, com consultas quinzenais ou mensais, acabam tendo alguma recidiva e têm a necessidade de voltar ao tratamento intensivo, passando 10 horas diárias sob os cuidados da equipe multiprofissional do CAPS. Conclusão: Os familiares muitas vezes estigmatizam o doente mental. Essa estigmatização, que é de base histórica, precisa ser trabalhada e discutida com a equipe multiprofissional do serviço e a comunidade, objetivando a inserção social do portador de doença mental, para que seja aceito e acolhido apesar de suas limitações. O compartilhamento dessa experiência pode contribuir diretamente para o incremento das ações de saúde mental nos CAPS, onde muitas das vezes trabalham o indivíduo e esquecem de trabalhartodo contexto familiar, para onde o mesmo retornará.

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