Artigo Anais CONACIS

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-0186

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM HIGROMA CÍSTICO

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Publicado em 09 de abril de 2014

Resumo

INTRODUÇÃO: O higroma cístico é uma lesão que constitui em malformação do sistema linfático, na qual bolsas repletas de líquidos se projetam da região posterior do pescoço. Em geral, os higromas são volumosos e multisseptados, formando-se como parte de uma sequência de obstrução linfática, na qual a linfa originada da cabeça não consegue drenar, para a veia jugular e, consequentemente, acumula-se em bolsas linfáticas jugulares. Suas causas são múltiplas, podendo estar associada a fatores imunes, como a anemia hemolítica causada pela incompatibilidade do grupo sanguíneo Rh entre a mãe e o feto e a causas não-imunes, sendo estas defeitos cardiovasculares, aberrações cromossômicas e anemia fetal. OBJETIVO: O presente estudo busca a compreensão do processo fisiopatológico do higroma cístico, com o propósito de melhorar a condição clínica de um paciente acometido por higroma traçando um plano de cuidado baseado na SAE segundo a NANDA. METODOLOGIA: Estudo descritivo, tipo bibliográfico, baseada na literatura cientifica atual, pesquisada na base de dados da BVS e SCIELO, com os seguintes descritores: Assistência, enfermagem e higroma cístico e foram feitas uma abordagem em livros de fisiologia, patologia, e diagnósticos de enfermagem, como consta na bibliografia deste trabalho. RESULTADOS E DISCUSSÃO: O higroma cístico é um dos tumores benignos mais comuns em RN. Portanto, é importante ressaltar a importância de um pré-natal adequado para decisão da via de parto, trazendo assim, um prognóstico satisfatório destes recém-natos. O profissional deve enfermagem realizar o exame físico desse recém nascido, pois segundo o autor supracitado, o exame físico logo ao nascimento verifica a presença de massa de volume variável, consistência amolecida ou tensa, com ou sem nódulos endurecidos em seu interior, ocupando a região lateral e anterior do pescoço. Alguns apresentam prolongamento para a parede torácica e mediastino, e devem ser avaliados por radiografia de tórax, tomografia computadorizada (TC) ou ressonância nuclear magnética (RM). O presente trabalho levantou os seguintes diagnósticos de enfermagem: Risco de infecção relacionado às defesas primárias inadequadas e aos procedimentos invasivos, integridade da pele prejudicada relacionado a fatores mecânicos evidenciado por destruição de camadas da pele, prejuízo de trocas gasosas relacionado á queda de eritrócitos e/ou anormalidades da hemoglobina e perfusão tecidual ineficaz relacionada a interrupção do sangue venoso e arterial secundária à formação de microtrombos. Intervenções: proteger a superfície da pele com um curativo permeável; aplicar substâncias tópicas para promover a integridade da pele minimizando seu rompimento; supervisionar sinais flogísticos sobre a pele rompida e monitorar o uso de antibióticoterapia; monitorar a redução de débito urinário; monitorar o estado neurológico; administrar diuréticos conforme prescrição médica; monitorar eletrólitos e osmolalidade sérica. CONCLUSÃO: A compreensão da fisiopatologia do higroma cístico, por parte do profissional enfermeiro, promove subsídios importantes na assistência prestada ao RN portador de higroma, seja no seu diagnóstico e/ou tratamento. Com isso, ofertamos um cuidado holístico e humanizado ao paciente, utilizando as intervenções de enfermagem com o propósito de minimizar ou sanar os diagnósticos de enfermagem encontrados.

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