Artigo Anais ABRALIC Internacional

ANAIS de Evento

ISSN: 2317-157X

INFERNOS PROVISÓRIOS EM LUIZ RUFFATO: ESPAÇOS, NARRATIVAS E EXPERIÊNCIAS URBANAS

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Publicado em 12 de julho de 2013

Resumo

Os romances são pinturas da realidade seja no estágio bem inicial ou final da experiência do leitor com a literatura, afirma Edward Said. Desse modo, analisamos a escrita do escritor mineiro Luiz Ruffato e as socialidades contemporâneas que aparecem na paisagem de seus textos. Como ele recria a partir de Cataguases a universalidade de seus personagens e da condição humana. Em seus livros estão presentes os traços de uma “sociedade em agonia”, uma cidade em frangalhos, montada por rastros de migrações, memórias e esquecimentos. Luiz Ruffato esboça em suas narrativas fatos da vida cotidiana seja na cidade de São Paulo, como na Cataguases de suas memórias. Uma narrativa descritiva, mas envolta em poesia pelo que guarda dos lugares. Uma poesia entranhada nas marcas das convivências entre as memórias rurais e urbanas e como os sujeitos tateiam em seus trajetos os fluxos das metrópoles. A partir das sensações dos lugares descritos é possível evocar as transformações da escrita, já nem conto, romance, mas um mosaico, bem como a vida proletária no Brasil e seus trânsitos entre as cidades e as práticas urbanas, aliando nos fios da literatura e em seus rastros realidade e ficção. Ruffato coloca-se como um escritor que não só conta uma história, mas que escreve histórias, preocupado menos com o que contar e mais com o como contar. Ruffato recupera os sujeitos urbanos, especificamente, o trabalhador urbano, e transforma-o em personagem principal de seus livros, seja em Eles eram muitos cavalos, bem como no Inferno Provisório. O processo de acumulação na escrita de Ruffato vai se dando pelos volumes de histórias ouvidas nas ruas, guardadas na memória e transmutadas pela escrita, pela imaginação do escritor. Essa dimensão coletiva em seu trabalho é marcante na constituição do romance, um imaginário rural é retomado na narrativa, com todas as marcas da oralidade. Ruffato parte de uma dimensão mais coletiva, parecendo buscar na história, o fio da meada pelo qual nos constituímos como somos. Nas narrativas estão as marcas de um tempo (ou suas formas), atravessado por socialidades ou conflitos, por rasuras da memória social, em narrativas de lembranças e esquecimentos, marcadas pelo provisório, pela constatação de uma impossibilidade marcando as ações dos seus personagens e pela nostalgia diante de uma indeterminação identitária. As narrativas podem configurar o que Said, chama de “uma estrutura de atitudes e referências”, ou seja, referem-se ao que se dá nas experiências sociais, e para conhecer esse mundo da obra, somente percorrendo o próprio romance. O texto tem sua própria geografia, e cabe ao leitor estabelecer conexões para lidar com o maior número possível de indícios. Como nos inspira Said: “Cada texto tem seu gênio próprio, assim como cada região geográfica do mundo, com suas próprias experiências que se sobrepõem e suas histórias de conflitos que se entrelaçam.”

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