A dor é um dos principais motivos de busca pelos serviços de emergência, configurando-se como um verdadeiro problema de saúde pública, em que cerca de 90% dos pacientes das emergências de hospitais apresentam essa queixa. Nesse contexto, a terapia analgésica visa à melhoria das dores e o restabelecimento do indivíduo, não eliminando sua causa, mas melhorando a qualidade de vida. Com isso, os opióides consistem numa das principais classes utilizadas no tratamento da dor, estando presentes no manejo clínico nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA). Assim, este trabalho tem por objetivo mostrar aspectos farmacológicos e clínicos dos analgésicos opióides dispensados numa UPA em Campina Grande-PB. Para tanto, utilizou-se planilhas do Microsoft Excel 2010, que continham os dados da dispensação de opióides injetáveis da farmácia da UPA, nos meses de outubro-dezembro de 2017 e janeiro-março de 2018. De acordo com os dados obtidos das tabelas de controle de estoque, nos meses de outubro/2017 a março/2018, os medicamentos dispensados, em ordem decrescente foram: 1) Tramadol 100mg/mL (1919); 2) Morfina 2mg (1076); 3) Tramadol 50mg/mL (613); 4) Fentanila 0,5mg e 5) Fentanila 0,1mg. Cada fármaco desta classe apresenta peculiaridades próprias no que tange a mecanismos de ação, usos e reações adversas, que devem ser observados no momento em que se lida com pacientes com queixa de dor. O conhecimento dessas drogas permite seu melhor manuseio, culminando com reposta terapêutica satisfatória, melhorando a qualidade de vida do paciente.