Artigo Anais IV CONEDU

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-8829

TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: RELATO REFLEXIVO DE EXPERIÊNCIA

Palavra-chaves: AUTISMO, INCLUSÃO, EDUCAÇÃO INFANTIL, PRÁTICAS PEDAGÓGICAS Comunicação Oral (CO) GT 10 - Educação Especial
"2017-12-19 23:00:00"
App\Base\Administrativo\Model\Artigo {#1639
  +table: "artigo"
  +timestamps: false
  +fillable: array:13 [
    0 => "edicao_id"
    1 => "trabalho_id"
    2 => "inscrito_id"
    3 => "titulo"
    4 => "resumo"
    5 => "modalidade"
    6 => "area_tematica"
    7 => "palavra_chave"
    8 => "idioma"
    9 => "arquivo"
    10 => "created_at"
    11 => "updated_at"
    12 => "ativo"
  ]
  #casts: array:14 [
    "id" => "integer"
    "edicao_id" => "integer"
    "trabalho_id" => "integer"
    "inscrito_id" => "integer"
    "titulo" => "string"
    "resumo" => "string"
    "modalidade" => "string"
    "area_tematica" => "string"
    "palavra_chave" => "string"
    "idioma" => "string"
    "arquivo" => "string"
    "created_at" => "datetime"
    "updated_at" => "datetime"
    "ativo" => "boolean"
  ]
  #connection: "mysql"
  #primaryKey: "id"
  #keyType: "int"
  +incrementing: true
  #with: []
  #withCount: []
  #perPage: 15
  +exists: true
  +wasRecentlyCreated: false
  #attributes: array:35 [
    "id" => 38714
    "edicao_id" => 77
    "trabalho_id" => 382
    "inscrito_id" => 5528
    "titulo" => "TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: RELATO REFLEXIVO DE EXPERIÊNCIA"
    "resumo" => "Desde o ano de 2003 trabalhando na educação infantil no município de Campinas, pude vivenciar diferentes experiências em relação à inclusão de crianças com deficiência em salas regulares e constatar quão importante é a manutenção da criança com autismo em contato com o mundo real, distante da segregação, investindo na busca de interesses e desenvolvimento das habilidades da criança, tal como propomo-nos a fazer com quaisquer outras. De maneira geral, pude perceber que a criança chega à escola de educação infantil em meio a busca de um diagnóstico e ansiedade por parte da família com a qual acabamos por trabalhar ao longo da permanência do aluno na unidade. A criança com autismo demanda considerável atenção e trabalho por parte da família e professor, isto é um fator que não pode ser mudado e com o qual precisamos lidar, desta forma é preciso enfatizar que a pessoa é única e traz consigo uma  história a ser narrada. A criança com autismo aqui referida como GSM, ingressante na unidade escolar em 2015, com três anos e oito meses, matriculado e frequente no agrupamento III em sala regular composta por 31 crianças com idades entre quatro e seis anos.GSM demonstrava desinteresse e impaciência para com as pessoas, chorava intensamente e não conseguia comunicar-se, assim como não verbalizava ou atendia suas necessidades básicas de saciedade. A fala não era desenvolvida de forma a ser compreendida e isto gerava frustração, agressividade e impaciência nas relações com as demais crianças, o que veio a melhorar após acompanhamento fonoaudiológico e psicológico. No primeiro ano superamos a barreira do descontrole dos esfíncteres e ingressamos no oferecimento de maiores desafios frente a independência do adulto, as relações com seus pares e o desenvolvimento da linguagem oral. Isto possibilitou traçar de estratégias para que vínculos fossem criados e as relações fortalecidas. Percebendo potencialidades e interesses, a leitura e brincadeiras com materiais não estruturados, fora do espaço da sala de aula, figuraram ao longo dos anos. Uma das singularidades percebidas foi a hiperlexia, fez-se reconduzir o trabalho pedagógico de forma a explorar esta potencialidade sem desligar-se do necessário desenvolvimento da linguagem oral e da interação social. Após dois anos e meio estamos trabalhando com uma criança leitora e escritora, que brinca com seus pares, demonstra afeto, cria vínculos, expressa suas necessidades, lidera brincadeiras, traz à tona jogos simbólicos e faz-de-conta, em suma, temos uma criança com desenvolvimento considerável a  despeito de qualquer prognóstico clínico. Desta forma, surgiu a ideia de pesquisar o desenvolvimento de práticas pedagógicas voltadas aos alunos com autismo na educação infantil e trazer o relato de experiência, o encaminhamento deste processo de aprendizagem conjunta professor e aluno, para que familiares e professores compreendam que o autismo é parte da subjetividade de uma pessoa, mas que não a define por si só."
    "modalidade" => "Comunicação Oral (CO)"
    "area_tematica" => "GT 10 - Educação Especial"
    "palavra_chave" => "AUTISMO, INCLUSÃO, EDUCAÇÃO INFANTIL, PRÁTICAS PEDAGÓGICAS"
    "idioma" => "Português"
    "arquivo" => "TRABALHO_EV073_MD1_SA10_ID5528_09082017013814.pdf"
    "created_at" => "2020-05-28 15:53:23"
    "updated_at" => "2020-06-10 11:28:11"
    "ativo" => 1
    "autor_nome" => "AMÉLIA APARECIDA BARBOSA"
    "autor_nome_curto" => "AMÉLIA BARBOSA"
    "autor_email" => "ameliabarbosa2012@hotmail"
    "autor_ies" => "0000"
    "autor_imagem" => ""
    "edicao_url" => "anais-iv-conedu"
    "edicao_nome" => "Anais IV CONEDU"
    "edicao_evento" => "IV Congresso Nacional de Educação"
    "edicao_ano" => 2017
    "edicao_pasta" => "anais/conedu/2017"
    "edicao_logo" => "5e4a048a72ec9_17022020001210.jpg"
    "edicao_capa" => "5f18486b9c352_22072020110843.jpg"
    "data_publicacao" => null
    "edicao_publicada_em" => "2017-12-19 23:00:00"
    "publicacao_id" => 19
    "publicacao_nome" => "Anais CONEDU"
    "publicacao_codigo" => "2358-8829"
    "tipo_codigo_id" => 1
    "tipo_codigo_nome" => "ISSN"
    "tipo_publicacao_id" => 1
    "tipo_publicacao_nome" => "ANAIS de Evento"
  ]
  #original: array:35 [
    "id" => 38714
    "edicao_id" => 77
    "trabalho_id" => 382
    "inscrito_id" => 5528
    "titulo" => "TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: RELATO REFLEXIVO DE EXPERIÊNCIA"
    "resumo" => "Desde o ano de 2003 trabalhando na educação infantil no município de Campinas, pude vivenciar diferentes experiências em relação à inclusão de crianças com deficiência em salas regulares e constatar quão importante é a manutenção da criança com autismo em contato com o mundo real, distante da segregação, investindo na busca de interesses e desenvolvimento das habilidades da criança, tal como propomo-nos a fazer com quaisquer outras. De maneira geral, pude perceber que a criança chega à escola de educação infantil em meio a busca de um diagnóstico e ansiedade por parte da família com a qual acabamos por trabalhar ao longo da permanência do aluno na unidade. A criança com autismo demanda considerável atenção e trabalho por parte da família e professor, isto é um fator que não pode ser mudado e com o qual precisamos lidar, desta forma é preciso enfatizar que a pessoa é única e traz consigo uma  história a ser narrada. A criança com autismo aqui referida como GSM, ingressante na unidade escolar em 2015, com três anos e oito meses, matriculado e frequente no agrupamento III em sala regular composta por 31 crianças com idades entre quatro e seis anos.GSM demonstrava desinteresse e impaciência para com as pessoas, chorava intensamente e não conseguia comunicar-se, assim como não verbalizava ou atendia suas necessidades básicas de saciedade. A fala não era desenvolvida de forma a ser compreendida e isto gerava frustração, agressividade e impaciência nas relações com as demais crianças, o que veio a melhorar após acompanhamento fonoaudiológico e psicológico. No primeiro ano superamos a barreira do descontrole dos esfíncteres e ingressamos no oferecimento de maiores desafios frente a independência do adulto, as relações com seus pares e o desenvolvimento da linguagem oral. Isto possibilitou traçar de estratégias para que vínculos fossem criados e as relações fortalecidas. Percebendo potencialidades e interesses, a leitura e brincadeiras com materiais não estruturados, fora do espaço da sala de aula, figuraram ao longo dos anos. Uma das singularidades percebidas foi a hiperlexia, fez-se reconduzir o trabalho pedagógico de forma a explorar esta potencialidade sem desligar-se do necessário desenvolvimento da linguagem oral e da interação social. Após dois anos e meio estamos trabalhando com uma criança leitora e escritora, que brinca com seus pares, demonstra afeto, cria vínculos, expressa suas necessidades, lidera brincadeiras, traz à tona jogos simbólicos e faz-de-conta, em suma, temos uma criança com desenvolvimento considerável a  despeito de qualquer prognóstico clínico. Desta forma, surgiu a ideia de pesquisar o desenvolvimento de práticas pedagógicas voltadas aos alunos com autismo na educação infantil e trazer o relato de experiência, o encaminhamento deste processo de aprendizagem conjunta professor e aluno, para que familiares e professores compreendam que o autismo é parte da subjetividade de uma pessoa, mas que não a define por si só."
    "modalidade" => "Comunicação Oral (CO)"
    "area_tematica" => "GT 10 - Educação Especial"
    "palavra_chave" => "AUTISMO, INCLUSÃO, EDUCAÇÃO INFANTIL, PRÁTICAS PEDAGÓGICAS"
    "idioma" => "Português"
    "arquivo" => "TRABALHO_EV073_MD1_SA10_ID5528_09082017013814.pdf"
    "created_at" => "2020-05-28 15:53:23"
    "updated_at" => "2020-06-10 11:28:11"
    "ativo" => 1
    "autor_nome" => "AMÉLIA APARECIDA BARBOSA"
    "autor_nome_curto" => "AMÉLIA BARBOSA"
    "autor_email" => "ameliabarbosa2012@hotmail"
    "autor_ies" => "0000"
    "autor_imagem" => ""
    "edicao_url" => "anais-iv-conedu"
    "edicao_nome" => "Anais IV CONEDU"
    "edicao_evento" => "IV Congresso Nacional de Educação"
    "edicao_ano" => 2017
    "edicao_pasta" => "anais/conedu/2017"
    "edicao_logo" => "5e4a048a72ec9_17022020001210.jpg"
    "edicao_capa" => "5f18486b9c352_22072020110843.jpg"
    "data_publicacao" => null
    "edicao_publicada_em" => "2017-12-19 23:00:00"
    "publicacao_id" => 19
    "publicacao_nome" => "Anais CONEDU"
    "publicacao_codigo" => "2358-8829"
    "tipo_codigo_id" => 1
    "tipo_codigo_nome" => "ISSN"
    "tipo_publicacao_id" => 1
    "tipo_publicacao_nome" => "ANAIS de Evento"
  ]
  #changes: []
  #classCastCache: []
  #dates: []
  #dateFormat: null
  #appends: []
  #dispatchesEvents: []
  #observables: []
  #relations: []
  #touches: []
  #hidden: []
  #visible: []
  #guarded: array:1 [
    0 => "*"
  ]
}
Publicado em 19 de dezembro de 2017

Resumo

Desde o ano de 2003 trabalhando na educação infantil no município de Campinas, pude vivenciar diferentes experiências em relação à inclusão de crianças com deficiência em salas regulares e constatar quão importante é a manutenção da criança com autismo em contato com o mundo real, distante da segregação, investindo na busca de interesses e desenvolvimento das habilidades da criança, tal como propomo-nos a fazer com quaisquer outras. De maneira geral, pude perceber que a criança chega à escola de educação infantil em meio a busca de um diagnóstico e ansiedade por parte da família com a qual acabamos por trabalhar ao longo da permanência do aluno na unidade. A criança com autismo demanda considerável atenção e trabalho por parte da família e professor, isto é um fator que não pode ser mudado e com o qual precisamos lidar, desta forma é preciso enfatizar que a pessoa é única e traz consigo uma história a ser narrada. A criança com autismo aqui referida como GSM, ingressante na unidade escolar em 2015, com três anos e oito meses, matriculado e frequente no agrupamento III em sala regular composta por 31 crianças com idades entre quatro e seis anos.GSM demonstrava desinteresse e impaciência para com as pessoas, chorava intensamente e não conseguia comunicar-se, assim como não verbalizava ou atendia suas necessidades básicas de saciedade. A fala não era desenvolvida de forma a ser compreendida e isto gerava frustração, agressividade e impaciência nas relações com as demais crianças, o que veio a melhorar após acompanhamento fonoaudiológico e psicológico. No primeiro ano superamos a barreira do descontrole dos esfíncteres e ingressamos no oferecimento de maiores desafios frente a independência do adulto, as relações com seus pares e o desenvolvimento da linguagem oral. Isto possibilitou traçar de estratégias para que vínculos fossem criados e as relações fortalecidas. Percebendo potencialidades e interesses, a leitura e brincadeiras com materiais não estruturados, fora do espaço da sala de aula, figuraram ao longo dos anos. Uma das singularidades percebidas foi a hiperlexia, fez-se reconduzir o trabalho pedagógico de forma a explorar esta potencialidade sem desligar-se do necessário desenvolvimento da linguagem oral e da interação social. Após dois anos e meio estamos trabalhando com uma criança leitora e escritora, que brinca com seus pares, demonstra afeto, cria vínculos, expressa suas necessidades, lidera brincadeiras, traz à tona jogos simbólicos e faz-de-conta, em suma, temos uma criança com desenvolvimento considerável a despeito de qualquer prognóstico clínico. Desta forma, surgiu a ideia de pesquisar o desenvolvimento de práticas pedagógicas voltadas aos alunos com autismo na educação infantil e trazer o relato de experiência, o encaminhamento deste processo de aprendizagem conjunta professor e aluno, para que familiares e professores compreendam que o autismo é parte da subjetividade de uma pessoa, mas que não a define por si só.

Compartilhe:

Visualização do Artigo


Deixe um comentário

Precisamos validar o formulário.