Artigo Anais IV CONEDU

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-8829

QUANDO A RAZÃO COMBATE A DESRAZÃO: OS OLHARES PSIQUIÁTRICOS SOB A CRIANÇA DITA ANORMAL

Palavra-chaves: HISTÓRIA, PSIQUIATRIA, CRIANÇAS, ANORMALIDADE, ANORMALIDADE Comunicação Oral (CO) GT 03 - História da Educação Publicado em 20 de dezembro de 2017

Resumo

O presente artigo se propõe a analisar como as crianças que ocupavam a categoria da anormalidade eram classificadas pela psiquiatria no início do século XX em Pernambuco, porque era sustentada a prerrogativa de que educação e medicina deveriam caminhar juntas para que a sociedade brasileira crescesse saudável, higiênica e sem traços de degeneração. Para tanto decidimos utilizar como fonte histórica a obra: Classificação das creanças anormaes. A parada do desenvolvimento intelectual e suas formas; a instabilidade e a asthenia mental. Publicada por Ulysses Pernambucano em 1918 como uma dissertação para o concurso de professor na disciplina Psychologia e Pedologia da Escola Normal Official. Pudemos analisar o conceito de anormalidade como um conceito histórico – que deve ser entendido de acordo com o local e o período em que é empregado, visto que esse conceito modifica-se – e a própria luta por parte do corpo psiquiátrico do período por uma educação formal às crianças que possuíam algum tipo desvio mental, intelectual ou físico. Luta esta que apesar das tantas leis já implementadas no Brasil ao longo da história, ainda se configura como tal pela efetivação de nossa vasta legislação. Na primeira metade do século XX acreditava-se que a partir da educação essas crianças poderiam crescer e ter uma qualidade de vida diferente, viriam a desenvolver atividades comuns do dia a dia e poderiam vir a trabalhar, assim sendo, devolveriam ao estado os investimentos ofertados através da educação. Entretanto, a teoria não acompanhou efetivamente a prática, e durante décadas não houve de fato uma escola em Pernambuco especializada para este público.

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