Artigo Anais IV CONEDU

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-8829

EXTENSÃO NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA E PRÁTICAS EDUCATIVAS COM COMUNIDADE(S): DESAFIOS E POSSIBILIDADES

Palavra-chaves: EXTENSÃO, EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA, PRÁTICA EDUCATIVA, COMUNIDADE Comunicação Oral (CO) GT 17 – Ensino e suas interseções Publicado em 20 de dezembro de 2017

Resumo

Assumimos que a Extensão é uma prática educativa que sempre esteve imbricada às universidades. Mas, em virtude da sua incorporação à educação profissional e tecnológica (Lei 11.892/2008) ela passou a ter a mesma representatividade nos Institutos Federais. Entretanto, a extensão no âmbito da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, apresenta algumas especificidades fazendo-se necessário compreender o seu significado, os desafios educacionais que lança e também suas possibilidades de implementação. Neste texto partilhamos resultados parciais de um Estudo de Caso neste âmbito, o qual realizamos no âmbito da Tese de Doutoramento em Ciências da Educação (Universidade de Évora, Portugal), e ainda em desenvolvimento. Assim, os objetivos desse artigo são discutir e refletir sobre a extensão como prática educativa que se desenvolve por meio da interação com as comunidades, ou seja, um enfoque da nossa pesquisa. Para tanto, embasamos a nossa partilha fazendo ressaltar alguns autores, como é o caso de Freire (2015), Sousa (2001), Tavares (2001), Silva (2001), Cover (2014), Pacheco (2011), Xavier et al (2013), Galli et al (2013) ou Demo (2001). A análise documental mostra que a extensão apresenta diferentes perspectivas de compreensão (assistencialista, prestação de serviços e princípio educativo) e que o assistencialismo se acentua na educação profissional e tecnológica em virtude da construção histórica da Rede Federal como instituição de amparo aos menos favorecidos. Mas, os Fóruns de Extensão relacionados à Rede Federal apontam para uma construção da extensão como uma prática educativa que se constrói por meio da interação com a comunidade externa. O nosso estudo vai apontando possibilidades para isso acontecer e mostra que podem ser programas e projetos realizados em contexto real e comunitário. No entanto, é preciso não dissociar a extensão como princípio educativo das dimensões do ensino e da pesquisa, para esbater tradicionais preponderâncias e fragmentações de saberes, o que parece conseguir-se com sucesso se existir participação e cooperação.

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