Artigo Anais IV SINALGE

ANAIS de Evento

ISSN: 2527-0028

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GÊNERO DISCURSIVO E PRÁTICA DOCENTE: UMA ABORDAGEM DIALÓGICA DO GÊNERO CRÔNICA EM SALA DE AULA

Palavra-chaves: LINGUAGEM, LEITURA, ESCRITA Comunicação Oral (CO) GT16-GÊNEROS DISCURSIVO E/OU TEXTUAL: ENSINO/APRENDIZAGEM Publicado em 27 de abril de 2017

Resumo

O ponto de partida para a constituição do processo interativo de ensino, que compete para instituição de estratégias discursivas em sala de aula, está na abordagem dos gêneros discursivos. Desse modo, os educadores do mundo moderno precisam compreender que a sala de aula é, por excelência, um lugar privilegiado de interação social e de construção de conhecimento. O professor de língua portuguesa deve motivar o desenvolvimento de habilidades que conduzam o aluno a práticas dialógicas de leitura e escrita, que não devem distanciar a linguagem de seu conteúdo social e ideológico. Objetivamos investigar o ensino de língua portuguesa, observando a utilização do gênero discursivo crônica em sala de aula, a fim de minimizar as dificuldades de aprendizagem no ensino médio. Em função do objeto de estudo deste trabalho, os pressupostos teórico-metodológicos constituem-se das reflexões da Teoria dialógica da linguagem, pautada em Bakhtin/Volochínov (1981), Bakhtin (2003), Fiorin (2006) e também Almeida (2004) no que respeita a prática de leitura e escrita na escola. A metodologia adotada, além de descrever e interpretar a literatura teórica adotada, acresce uma proposta de módulos de oficinas de leitura e atividades dialógicas com crônicas do livro Comédias para se ler na escola (2001) de Luís Fernando Veríssimo. Os resultados apontam para a reflexão de que o trabalho com os gêneros discursivos em sala de aula deve extrapolar as práticas que delimitam as abordagens de textos a atividades meramente estruturais. As conclusões assinalam que a concepção dialógica de linguagem é de extrema importância para nortear o processo de ensino e aprendizagem de língua portuguesa e para ressiginificar a prática docente em sala de aula, uma vez que abordar gêneros discursivos em sala de aula significa refletir sobre a realidade viva da língua.

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