Artigo Anais IV SINALGE

ANAIS de Evento

ISSN: 2527-0028

A UTILIZAÇÃO DO GÊNERO TEXTUAL “TIRINHA” COMO SUPORTE PARA O ENSINO DE PRONÚNCIA DO INGLÊS

Palavra-chaves: ENSINO DE INGLÊS, ASPECTOS FONÉTICO-FONOLÓGICOS, GÊNERO “TIRINHA” Comunicação Oral (CO) GT14-ESTUDOS DE LÍNGUA INGLESA E FORMAÇÃO DOCENTE Publicado em 27 de abril de 2017

Resumo

O ensino de pronúncia parece ser uma abordagem pouco explorada pelos professores de línguas estrangeiras como o inglês, por exemplo. Esta não atenção pode ser explicada entre tantos outros fatores, pela ideia de que as escolas regulares no Brasil não têm por finalidade preparar o aluno para utilizar a língua estrangeira para a comunicação oral, mas sim, para habilidades que envolvem a compreensão leitora e a escrita, como também, pelo não preparo profissional no que concerne ao conhecimento fonético-fonológico da língua alvo. A discriminação de tais aspectos leva o aluno a entender como universais os parâmetros da língua materna, fazendo-o tratar a língua alvo seguindo os mesmos padrões da sua pelo fato de não conseguir discriminar que existem distinções fonêmicas. Este trabalho visa apresentar uma proposta para o ensino do inglês como segunda língua a falantes brasileiros de ensino regular, atrelando alguns dos aspectos fonético-fonológicos. Utilizamos em nossa pesquisa o gênero textual tirinha a fim de instruir os aprendizes a perceberem algumas peculiaridades fonético-fonológicas. Os aprendizes foram instruídos a notar que o fonema inicial presente em palavras do inglês como right e rainbow não é comum na fala do brasileiro no ambiente em que se encontra, em posição de ataque silábico. Podemos encontrar uma semelhança desse fonema na variedade paulistana, porém sempre em posição de coda silábica. Em nossa metodologia trabalhamos com análise acústica pré e pós instrução explícita. Os dados foram tratados no programa computacional Praat. Os resultados comprovaram a carência do conhecimento dos aspectos fonético-fonológicos do inglês, e através de instrução explícita buscamos não negligenciar aos alunos a oportunidade de compreender que os padrões de sua língua materna se mostram diferentes de outras línguas.

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