Artigo Anais IV ENID / UEPB

ANAIS de Evento

ISSN: 2318-7379

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A FORMAÇÃO DO EDUCADOR DA EJA: DIMESNÃO PRÁTICA E TEÓRICA

Palavra-chaves: EDUCADOR, TRANSFORMAÇÃO, DESIGUALDADE Pôster (PO) EDUCAÇÃO DE PESSOAS JOVENS E ADULTAS

Resumo

O presente texto aborda questões relacionadas à educação popular no âmbito da formação do educador da EJA, abrangendo a dimensão prática e teórica, ação e reflexão a respeito da composição do cenário da práxis profissional do educador e o sentido propiciado pela intervenção profissional no processo educativo. A origem social de seus educandos e a concepção de educação são marcas identitárias da EJA. Quanto ao pertencimento social, são na maioria jovens e adultos que, não tendo tido o acesso e/ou permanência na escola, em idade que lhes era de direito, retornam hoje, buscando o resgate do mesmo. A concepção de escola idealizada por estes estudantes é de um espaço de sociabilidade.Utilizamos como objeto de pesquisa, a experiência vivenciada em sala da EJA, através do estágio supervisionado de observação, do curso de Licenciatura em Pedagogia, da disciplina de Estágio Supervisionado V, ministrado pela professora Roseane Albuquerque Ribeiro, como cumprimento exigido na Lei de Diretrizes de Base da Educação Nacional (LDB nº 9394/96). A sala observada na Escola Tiradentes (Campina Grande), apresentava características heterogêneas, havia pessoas de diferentes idades, adolescentes, meia idade, terceira idade, todos em busca de um propósito, recuperar o “tempo perdido”. Entendemos então que a falta de profissionalização é uma questão relevante nas práticas educativas voltadas para jovens e adultos. Percebemos em alguns momentos a inquietação por parte de alguns alunos a respeito de temas abordados na aula. As atividades desenvolvidas apresentavam contexto distante da realidade, assim, não havia significado para eles.Observamos que o aluno da EJA considera-se muitas vezes inferior e incapaz. A vivência do processo de exclusão social revela jovens e adultos que vão construindo ao longo de suas vidas, uma auto-imagem marcada pela falta e pela negatividade, onde a desigualdade social passa a ser concebida como realidade inescapável, inquestionável. A inferioridade passa a ser naturalizada pelos sujeitos que a vivenciam. O objetivo dessa modalidade de ensino é permitir que pessoas adultas, que não tiveram a oportunidade de freqüentar a escola na idade convencional, possam retomar seus estudos. Portanto o educador deve considerar que o educando já traz consigo uma bagagem de conhecimentos e ao elaborar seu planejamento não deve desconsiderar a experiência de vida dos mesmos. Vale salientar que tais atitudes do educador, quando estimuladoras, levam o educando jovem e adulto, cidadão, trabalhador, a sentir-se sujeito ativo, participativo com possibilidades de crescer na cultura, no social e no âmbito econômico.A educação popular dever ser vista como um ato de conhecimento e transformação social, onde os saberes ligados as experiências de vida de seus educandos e ao contexto social em que estão inseridos não podem ser desconsiderados. Por fim, entendemos a educação como o maior e melhor instrumento de mudança social. Através dela o homem consegue compreender melhor a si mesmo e ao mundo em que vive.

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