A ansiedade é uma condição fisiológica enfrentada em momentos pontuais na vida de todo ser humano, seus sintomas estão relacionados com reações fisiológicas e psicológicas desagradáveis. O estado normal de ansiedade é caracterizado como uma resposta de adaptativa do organismo frente a uma situação desconhecida, já a ansiedade patológica ocorre quando a reação do indivíduo frente a esse estímulo se torna exacerbada. Os profissionais de saúde mental estão entre os grupos mais susceptíveis a despertar a ansiedade no seu ambiente de trabalho, pois encontram-se diante de uma forma de trabalho desafiadora, relacionada às particularidades dos pacientes que vivem em sofrimento psíquico e demandam do profissional uma maior carga emocional, além de outros fatores relacionados ao processo de trabalho em si. Neste contexto, este estudo teve como objetivo mensurar os níveis de ansiedade traço dos profissionais de nível superior que atuam em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) de dois municípios da região metropolitana de João Pessoa, no Estado da Paraíba. Realizou-se um estudo descritivo de abordagem quantitativa, com amostra de 13 voluntários que atenderam os critérios de elegibilidade da amostra. A coleta dos dados ocorreu no período novembro de 2016 a fevereiro de 2017, utilizando-se o Inventário de Ansiedade Traço-Estado. Os dados foram analisados através do Software Estatístico GraphPadPrism e, mediante resultados, foram dispostos em tabela segundo o nível de ansiedade apresentado pelos profissionais. Observou-se que os profissionais nestes serviços têm, em prevalência (76,92%), níveis de ansiedade considerados baixos. Apesar dos resultados apresentados, encontra-se na literatura evidências de que o trabalho nessa área possui fatores que podem acarretar prejuízos à saúde mental do trabalhador, pois, exige que este atenda às mudanças propostas para o cuidado nas novas políticas de saúde mental, reformuladas após a Reforma Psiquiátrica Brasileira. Ainda que tenham sido pouco expressivos nos resultados, deve-se atentar para os profissionais que apresentaram um nível elevado de ansiedade, pois estes refletem a necessidade de maior investigação quanto ao bem-estar com o processo de trabalho e que fatores podem estar afetando sua saúde mental e tornando-se ansiogênicos, com vistas à formular medidas para aliviar os efeitos que esses fatores podem causar no dia-a-dia de trabalho dos profissionais, afim de amenizar prejuízos emocionais e manter a satisfação com o trabalho e a qualidade da assistência. Espera-se que este estudo incentive novas investigações neste seguimento, de maneira mais ampla e aprofundada, buscando informações que acrescentem aos estudos já existentes.