Artigo Anais do V ENLIC SUL

ANAIS de Evento

ISBN: 978-65-5222-092-9

TRADUZIR A CIÊNCIA, NEGOCIAR A ESCOLA: FORMAÇÃO DOCENTE EM UM RELATO DE ESTÁGIO EM CIÊNCIAS

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Publicado em 12 de maio de 2026

Resumo

Este relato de experiência nasce do Estágio Supervisionado em Ciências realizado em uma escola pública de Porto Alegre (RS) construído como uma leitura crítica do relatório de estágio, dos registros em diário de campo e das memórias de regência, o texto desloca o foco da descrição de práticas exitosas para a análise das tensões que atravessam o cotidiano da sala de aula. Ao ingressar na regência, rapidamente se tornou evidente que ensinar Ciências não se resumia à transmissão de conteúdos: antes dos conceitos, surgiam silêncios, receios de fala, conflitos de atenção, regras disciplinares rígidas e desigualdades que atravessavam a vida escolar. As dificuldades não eram apenas cognitivas, mas sociais, afetivas e políticas, revelando que aprender depende também das condições de participação e pertencimento.Compreendendo as Ciências como linguagem, entende-se o conhecimento científico como um conjunto de códigos nomes, classificações, modos de explicar o mundo que chegam à escola e entram em choque com outros códigos já em funcionamento. Aprender Ciências implica, simultaneamente, aprender quando falar, como participar, como organizar o corpo no espaço e quais saberes são reconhecidos como legítimos. As demandas de inclusão, os diferentes ritmos de aprendizagem e as interações com estudantes que tensionam o planejamento inicial exigiram constantes negociações, adaptações de estratégias e reinvenções do modo de ensinar. Longe de serem ajustes individuais, essas mudanças produziram efeitos coletivos, ampliando as possibilidades de participação de toda a turma.Nesse processo, o estágio configurou-se como espaço formativo, deslocando a docência de uma lógica técnica para uma postura ética, relacional e autorreflexiva. Defende-se, assim, que o ensino de Ciências constitui um processo de alfabetização em múltiplos códigos, no qual ciência, escola e inclusão se entrelaçam, evidenciando a docência como prática política comprometida com a construção de aprendizagens mais justas, acessíveis e contextualizadas.

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