Artigo Anais do V ENLIC SUL

ANAIS de Evento

ISBN: 978-65-5222-092-9

UM ENCONTRO ENTRE UFPEL E UCC: DISCUTINDO A DENÚNCIA SOCIAL NO RAP BRASILEIRO

Palavra-chaves: CONVERSAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA, ORALIDADE, PLA, INTERCULTURALIDADE, PORTUGUÊS, , , , Relato de Experiência Eixo Temático 02: Educação, diversidade e interculturalidade.
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Publicado em 12 de maio de 2026

Resumo

O presente trabalho relata a experiência de uma graduanda em Letras - Português/Inglês da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) no projeto de conversação em Português como Língua Adicional “Bate-papo Cultural”entre a UFPEL e a University College Cork (UCC), da Irlanda. Em um encontro quinzenal, discutiu-se a denúncia social no rap brasileiro como ponto de partida para debates sobre a realidade do Brasil e da Irlanda, onde a dupla residia durante o projeto. Foram selecionados trechos de “A Cultura”, de Sabotagem; “Já Era a Igreja”, de Trilha Sonora do Gueto; e “Capítulo 4, Versículo 3”, dos Racionais MCs, sobre papel transformador da cultura, exploração religiosa e violência policial e racismo nas periferias. Segundo Delphino (2019), o rap denuncia injustiças, amplia debates críticos e ultrapassa fronteiras, articulando reivindicações de populações marginalizadas. A presença de palavrões, discutida a partir do desprezo social por essas marcas linguísticas (Zossou; Rodrigues, 2022), foi mantida, pois tais expressões, embora estigmatizadas, intensificam revolta, inconformidade, identidade e justiça. As letras evidenciam dialogismo e busca por justiça social, desafiando a legitimidade exclusiva de vozes e formas discursivas. Como apontam Fernandes, Martins e Oliveira (2016), o rap é tratado como conhecimento não legitimado pelos padrões escolares; contudo, seu uso em práticas de oralidade pode promover leitura crítica das estruturas de poder, questionar estereótipos de classe e raça e mitigar exclusão linguística (Batista; Caetano, 2024). A partir da discussão e do diário de aprendizagem, a autora percebeu que muitas desigualdades estruturais do Brasil não são noticiadas no exterior, evidenciando a importância do rap como expressão territorial e política (Santos; Fontoura; Fernandes 2025). O debate também favoreceu uma reflexão sobre exploração religiosa, violência policial e impacto transformador da cultura na vida de jovens da periferia, além de troca intercultural, com paralelos entre contextos e ampliação da compreensão sobre desigualdades e manifestações culturais.

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