PEDAGOGIA DE PAULO FREIRE E SAÚDE MENTAL: CAMINHOS PARA SE PENSAR EDUCAÇÃO E SAÚDE
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Princípios como educação como prática de liberdade, a importância da relação dialógica, da confiança entre os sujeitos, a autonomia, amorosidade e esperança criam um corpo de conceitos interessantes para se discutir cuidado e prevenção em saúde mental. Além disso, a pedagogia freiriana se mostra como um aporte metodológico com potencial de gerar ações coletivas dialogadas na comunidade escolar, humanizadoras e transformadoras de vínculos e sentidos. O tema saúde mental à luz da pedagogia do oprimido se mostra como mobilizador para a união dos sujeitos, docentes e discentes, em torno de um movimento de aprendizado comum em co-laborar para o cuidado mútuo." 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Estudantes que não se encaixam no modelo idealizado, seja por trajetórias diversas, ritmos distintos, contextos de vulnerabilidade ou modos singulares de ser, estar, sentir e aprender, acabam excluídos simbolicamente por políticas que prometem equidade, mas reforçam desigualdades estruturais. <br />\r\n Interpelar essa lógica é reconhecer que a Educação Emocional não emerge como adendo periférico às práticas escolares, mas como crítica contundente a uma racionalidade pública que esvazia o sentido da educação, reafirmando que formar sujeitos não é treiná-los para performar, mas acompanhá-los na construção sensível, ética e plural de modos de existir.<br />\r\n A Educação Emocional emerge não como contraponto ingênuo, mas como resistência crítica: ela afirma a centralidade das emoções, da sensibilidade e da experiência compartilhada, devolvendo à educação sua tarefa essencial de humanizar, cultivar vínculos e possibilitar que cada sujeito exista para além das engrenagens que tentam reduzi-lo. 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Cada pesquisa, relato, intervenção pedagógica, análise reflexiva ou proposta metodológica parte de um lugar singular, mas converge para um compromisso comum: compreender como os afetos atravessam o cotidiano educacional e como podem produzir modos mais éticos, dialógicos e humanizadores de existir com os outros na escola, na família e em tantos outros espaços-tempos. Assim, o GT reafirma sua vocação como lócus de acolhimento e rigor acadêmico, no qual a sensibilidade não se opõe à ciência, mas a ela se articula como dimensão epistemológica.<br />\r\n Que este e-book, portanto, possa testemunhar a potência das ideias, das práticas e das vivências que se inscrevem no campo da Educação Emocional. Que ele inspire outras pesquisas, outras vozes, outras experiências que reconheçam, nas emoções, um terreno fértil para pensar a educação como processo integral, dialógico e comprometido com a dignidade humana. 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