Artigo CONEDU - Movimentos sociais, sujeitos e processos educativos (Vol.4)

E-books

ISBN: 978-65-5222-062-2

EDUCAÇÃO POPULAR E ENSINO RELIGIOSO: DIÁLOGO POSSÍVEL PARA A SUPERAÇÃO DE PRÁTICAS EPISTÊMICAS SUBALTERNIZANTES

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                  <br />\r\n
                  No final do s&eacute;culo XX e in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI, as mobiliza&ccedil;&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es dos movimentos sociais frente aos diversos problemas e desafios decorrentes da conjuntura econ&ocirc;mica, social e pol&iacute;tica, ganharam for&ccedil;a e visibilidade em diferentes pa&iacute;ses e desenvolveram a&ccedil;&otilde;es coletivas de enfrentamento e resist&ecirc;ncia &agrave; pol&iacute;tica neoliberal. Segundo Gohn (2012), os movimentos sociais surgem em situa&ccedil;&otilde;es de crise e de vulnerabilidade &ldquo;[...]quando as oportunidades pol&iacute;ticas se ampliam, quando h&aacute; aliados e quando as vulnerabilidades dos oponentes se revelam&rdquo; (p.33). Neste cen&aacute;rio, as diversas estrat&eacute;gias de luta desenvolvidas em muito se assemelham &agrave;s lutas de &ldquo;outros autores da corrente organizacional, tais como os repert&oacute;rios de contesta&ccedil;&atilde;o, redes sociais, quadros culturais, pontos focais, para explicar o cen&aacute;rio das oportunidades pol&iacute;ticas&rdquo; (p.34). A d&eacute;cada de 1980 foi marcada pela altera&ccedil;&atilde;o no cen&aacute;rio pol&iacute;tico e social a n&iacute;vel mundial, anteriormente marcado pelas lutas armadas na &Aacute;sia, na Am&eacute;rica Latina e na &Aacute;frica, com &ecirc;nfase no antagonismo entre as classes sociais, o que levou a dar &ecirc;nfase a outras problem&aacute;ticas que evidenciava o &ldquo;antagonismo entre classes sociais&rdquo;.<br />\r\n
                  No Brasil, nas d&eacute;cadas de 1980-1990, novas problem&aacute;ticas em articula&ccedil;&atilde;o com intelectuais, pol&iacute;ticos de esquerda e com a ala progressista da Igreja cat&oacute;lica surgiram como &quot;a nova for&ccedil;a da periferia&quot;. Diversos autores centraram seus estudos nos movimentos populares com &ecirc;nfase nos temas da marginalidade, das novas configura&ccedil;&otilde;es da periferia urbana, das rela&ccedil;&otilde;es entre o Estado e a sociedade numa perspectiva mais hist&oacute;rico-descritiva e pouco interpretativa. Neste mesmo per&iacute;odo, na Europa, surgiram novos movimentos sociais a exemplo do movimento ecol&oacute;gico, pela paz, de mulheres e de estudantes, denominados por Offe (1987) como um &ldquo;novo paradigma da a&ccedil;&atilde;o social&quot;. No in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI, observamos maior visibilidade dos movimentos sociais e da sociedade civil em diversos setores e esferas do poder, onde se destaca a mobiliza&ccedil;&atilde;o na esfera p&uacute;blica. Neste cen&aacute;rio, diversos atores e sujeitos mobilizaram a sociedade civil e promoveram a articula&ccedil;&atilde;o com universidades, comunidade, igrejas para planejar e organizar das marchas e a&ccedil;&otilde;es coletivas, a exemplo da ades&atilde;o e aumento de participantes na Parada do Orgulho Gay no Rio de Janeiro e a o fortalecimento de &ldquo;redes nacionais, de grupos locais e simpatizantes&rdquo;. Outras a&ccedil;&otilde;es coletivas na luta por direitos que fortalece a cria&ccedil;&atilde;o de redes colaborativas entre os movimentos sociais, como a &ldquo;Marcha da Reforma Urbana, em Bras&iacute;lia (outubro de 2005)&rdquo; que resultou da articula&ccedil;&atilde;o de organiza&ccedil;&otilde;es de base urbana (Sem Teto e outras) e da &ldquo;Plataforma Brasileira de A&ccedil;&atilde;o Global contra a Pobreza&rdquo;. Outra a&ccedil;&atilde;o que se destacou foi a &ldquo;Marcha Mundial das Mulheres&rdquo; protagonizada por organiza&ccedil;&otilde;es civis de todos os continentes e vinculada &agrave; III C&uacute;pula dos Povos, em Mar Del Plata (novembro de 2005).<br />\r\n
                  Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, as quest&otilde;es pol&iacute;ticas e ideol&oacute;gicas somam-se &agrave;s quest&otilde;es econ&ocirc;micas e busca de financiamento para os projetos e sobreviv&ecirc;ncia dos pr&oacute;prios movimentos sociais. Este movimento de organiza&ccedil;&atilde;o coletivo caracteriza-se pela constru&ccedil;&atilde;o de identidades &ldquo;em torno de valores, objetivos ou projetos em comum, os quais definem os atores ou situa&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas antag&ocirc;nicas que devem ser combatidas e transformadas&rdquo;, na constru&ccedil;&atilde;o de um processo dial&oacute;gico, din&acirc;mico, pol&iacute;tico e educativo. No que refere &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre os movimentos sociais e o Estado, &eacute; importante destacar que se por um lado, a participa&ccedil;&atilde;o social e comunit&aacute;ria na luta pelos direitos humanos e justi&ccedil;a social, evidenciam novos atores e sujeitos, que reivindicam seus direitos e defendem um novo modelo de sociedade, mais justa e igualit&aacute;ria, em oposi&ccedil;&atilde;o ao paradigma neoliberal que fundamenta as a&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas p&uacute;blicas em diversos pa&iacute;ses, ao mesmo tempo em que resistem &agrave; retirada de direitos, apresentam suas reivindica&ccedil;&otilde;es e participam ativamente nos processos de elabora&ccedil;&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas sociais e educativas.<br />\r\n
                  Diante deste processo hist&oacute;ricos, em 2025, o XI Congresso Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o CONEDU aborda o tema &ldquo;Fazer educa&ccedil;&atilde;o a partir das margens: compromissos formativos&rdquo;, que dialoga com as quest&otilde;es e problem&aacute;ticas emergentes na sociedade e no campo da educa&ccedil;&atilde;o. O GT Movimentos Sociais, Sujeitos e Processos Educativos, recebeu diversos trabalhos que refletem problem&aacute;ticas emergentes e provocam os participantes e autores ao di&aacute;logo intercultural e uma nova rela&ccedil;&atilde;o com os saberes de forma a dar visibilidade aos movimentos sociais e a todos os atores e sujeitos que fazem a Hist&oacute;ria, na constru&ccedil;&atilde;o coletiva e cidad&atilde;. Desejamos a todos/as/es, uma boa leitura das pesquisas apresentadas em nosso GT5.<br />\r\n
                  <br />\r\n
                  <br />\r\n
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                  BRUNA CARVALHO<br />\r\n
                  CARLOS EDUARDO DIAS DA SILVA<br />\r\n
                  ELIACIR NEVES FRAN&Ccedil;A<br />\r\n
                  GABRIEL CARNEIRO<br />\r\n
                  JOSANIEL VIEIRA DA SILVA<br />\r\n
                  JOS&Eacute; C&Iacute;CERO DOS SANTOS<br />\r\n
                  LU&Iacute;S MIGUEL DIAS CAETANO<br />\r\n
                  MARIA DE F&Aacute;TIMA OLIVEIRA BATISTA<br />\r\n
                  NATANAEL DUARTE DE AZEVEDO<br />\r\n
                  NORA ZOILA LANFRI<br />\r\n
                  PAULA ALMEIDA DE CASTRO<br />\r\n
                  SUELY DOS SANTOS SILVA<br />\r\n
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                  MOVIMENTOS SOCIAIS, SUJEITOS E PROCESSOS EDUCATIVOS<br />\r\n
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                  No final do s&eacute;culo XX e in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI, as mobiliza&ccedil;&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es dos movimentos sociais frente aos diversos problemas e desafios decorrentes da conjuntura econ&ocirc;mica, social e pol&iacute;tica, ganharam for&ccedil;a e visibilidade em diferentes pa&iacute;ses e desenvolveram a&ccedil;&otilde;es coletivas de enfrentamento e resist&ecirc;ncia &agrave; pol&iacute;tica neoliberal. Segundo Gohn (2012), os movimentos sociais surgem em situa&ccedil;&otilde;es de crise e de vulnerabilidade &ldquo;[...]quando as oportunidades pol&iacute;ticas se ampliam, quando h&aacute; aliados e quando as vulnerabilidades dos oponentes se revelam&rdquo; (p.33). Neste cen&aacute;rio, as diversas estrat&eacute;gias de luta desenvolvidas em muito se assemelham &agrave;s lutas de &ldquo;outros autores da corrente organizacional, tais como os repert&oacute;rios de contesta&ccedil;&atilde;o, redes sociais, quadros culturais, pontos focais, para explicar o cen&aacute;rio das oportunidades pol&iacute;ticas&rdquo; (p.34). A d&eacute;cada de 1980 foi marcada pela altera&ccedil;&atilde;o no cen&aacute;rio pol&iacute;tico e social a n&iacute;vel mundial, anteriormente marcado pelas lutas armadas na &Aacute;sia, na Am&eacute;rica Latina e na &Aacute;frica, com &ecirc;nfase no antagonismo entre as classes sociais, o que levou a dar &ecirc;nfase a outras problem&aacute;ticas que evidenciava o &ldquo;antagonismo entre classes sociais&rdquo;.<br />\r\n
                  No Brasil, nas d&eacute;cadas de 1980-1990, novas problem&aacute;ticas em articula&ccedil;&atilde;o com intelectuais, pol&iacute;ticos de esquerda e com a ala progressista da Igreja cat&oacute;lica surgiram como &quot;a nova for&ccedil;a da periferia&quot;. Diversos autores centraram seus estudos nos movimentos populares com &ecirc;nfase nos temas da marginalidade, das novas configura&ccedil;&otilde;es da periferia urbana, das rela&ccedil;&otilde;es entre o Estado e a sociedade numa perspectiva mais hist&oacute;rico-descritiva e pouco interpretativa. Neste mesmo per&iacute;odo, na Europa, surgiram novos movimentos sociais a exemplo do movimento ecol&oacute;gico, pela paz, de mulheres e de estudantes, denominados por Offe (1987) como um &ldquo;novo paradigma da a&ccedil;&atilde;o social&quot;. No in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI, observamos maior visibilidade dos movimentos sociais e da sociedade civil em diversos setores e esferas do poder, onde se destaca a mobiliza&ccedil;&atilde;o na esfera p&uacute;blica. Neste cen&aacute;rio, diversos atores e sujeitos mobilizaram a sociedade civil e promoveram a articula&ccedil;&atilde;o com universidades, comunidade, igrejas para planejar e organizar das marchas e a&ccedil;&otilde;es coletivas, a exemplo da ades&atilde;o e aumento de participantes na Parada do Orgulho Gay no Rio de Janeiro e a o fortalecimento de &ldquo;redes nacionais, de grupos locais e simpatizantes&rdquo;. Outras a&ccedil;&otilde;es coletivas na luta por direitos que fortalece a cria&ccedil;&atilde;o de redes colaborativas entre os movimentos sociais, como a &ldquo;Marcha da Reforma Urbana, em Bras&iacute;lia (outubro de 2005)&rdquo; que resultou da articula&ccedil;&atilde;o de organiza&ccedil;&otilde;es de base urbana (Sem Teto e outras) e da &ldquo;Plataforma Brasileira de A&ccedil;&atilde;o Global contra a Pobreza&rdquo;. Outra a&ccedil;&atilde;o que se destacou foi a &ldquo;Marcha Mundial das Mulheres&rdquo; protagonizada por organiza&ccedil;&otilde;es civis de todos os continentes e vinculada &agrave; III C&uacute;pula dos Povos, em Mar Del Plata (novembro de 2005).<br />\r\n
                  Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, as quest&otilde;es pol&iacute;ticas e ideol&oacute;gicas somam-se &agrave;s quest&otilde;es econ&ocirc;micas e busca de financiamento para os projetos e sobreviv&ecirc;ncia dos pr&oacute;prios movimentos sociais. Este movimento de organiza&ccedil;&atilde;o coletivo caracteriza-se pela constru&ccedil;&atilde;o de identidades &ldquo;em torno de valores, objetivos ou projetos em comum, os quais definem os atores ou situa&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas antag&ocirc;nicas que devem ser combatidas e transformadas&rdquo;, na constru&ccedil;&atilde;o de um processo dial&oacute;gico, din&acirc;mico, pol&iacute;tico e educativo. No que refere &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre os movimentos sociais e o Estado, &eacute; importante destacar que se por um lado, a participa&ccedil;&atilde;o social e comunit&aacute;ria na luta pelos direitos humanos e justi&ccedil;a social, evidenciam novos atores e sujeitos, que reivindicam seus direitos e defendem um novo modelo de sociedade, mais justa e igualit&aacute;ria, em oposi&ccedil;&atilde;o ao paradigma neoliberal que fundamenta as a&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas p&uacute;blicas em diversos pa&iacute;ses, ao mesmo tempo em que resistem &agrave; retirada de direitos, apresentam suas reivindica&ccedil;&otilde;es e participam ativamente nos processos de elabora&ccedil;&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas sociais e educativas.<br />\r\n
                  Diante deste processo hist&oacute;ricos, em 2025, o XI Congresso Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o CONEDU aborda o tema &ldquo;Fazer educa&ccedil;&atilde;o a partir das margens: compromissos formativos&rdquo;, que dialoga com as quest&otilde;es e problem&aacute;ticas emergentes na sociedade e no campo da educa&ccedil;&atilde;o. O GT Movimentos Sociais, Sujeitos e Processos Educativos, recebeu diversos trabalhos que refletem problem&aacute;ticas emergentes e provocam os participantes e autores ao di&aacute;logo intercultural e uma nova rela&ccedil;&atilde;o com os saberes de forma a dar visibilidade aos movimentos sociais e a todos os atores e sujeitos que fazem a Hist&oacute;ria, na constru&ccedil;&atilde;o coletiva e cidad&atilde;. Desejamos a todos/as/es, uma boa leitura das pesquisas apresentadas em nosso GT5.<br />\r\n
                  <br />\r\n
                  <br />\r\n
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                  ANA MARIA SOTERO PEREIRA<br />\r\n
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                  ELIACIR NEVES FRAN&Ccedil;A<br />\r\n
                  GABRIEL CARNEIRO<br />\r\n
                  JOSANIEL VIEIRA DA SILVA<br />\r\n
                  JOS&Eacute; C&Iacute;CERO DOS SANTOS<br />\r\n
                  LU&Iacute;S MIGUEL DIAS CAETANO<br />\r\n
                  MARIA DE F&Aacute;TIMA OLIVEIRA BATISTA<br />\r\n
                  NATANAEL DUARTE DE AZEVEDO<br />\r\n
                  NORA ZOILA LANFRI<br />\r\n
                  PAULA ALMEIDA DE CASTRO<br />\r\n
                  SUELY DOS SANTOS SILVA<br />\r\n
                  TANIA SERRA AZUL MACHADO BEZERRA<br />\r\n
                  THA&Iacute;S FERNANDES DE AMORIM<br />\r\n
                  UBIRANY LOPES FERREIRA<br />\r\n
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Publicado em 20 de abril de 2026

Resumo

Fortemente marcados pelo ranço colonial, encontramos ainda práticas pedagógicas que inferiorizam sujeitos, saberes e espaços. Esse é um desafio que precisa ser encarado e tratado pedagogicamente, com o intuito de extirpar posturas que reforcem discriminações. Com base em Fleuri (2015), Itoz; Junqueira (2020), Guevara (2009), Hurtado (2009), Lage (2013), Streck (2010) e outros autores, constatamos através da metodologia que uliziamos, a pesquisa bibliográfica, que o componente Ensino Religioso, historicamente voltado para fins confessionais, tende, quando afastado do respaldo legal que o legitima, a reproduzir saberes que cristalizam assimetrias. A Educação Popular, por sua vez, se desenvolve a partir de realidades complexas e concretas e, na prática educativa política e enraizada, promove processos transformadores: práticas educativas nas quais sujeitos situados nas margens sejam inseridos no fazer pedagógico. Encontramos, no diálogo entre Educação Popular e Ensino Religioso, uma alternativa epistêmica e pedagógica concreta. Diante dos elementos que as constituem e têm em comum, surge a possibilidade de superar práticas epistêmicas que, voltadas à inferiorização, negam e desvalorizam saberes e vivências religiosas. O diálogo, ao contrário, busca valorizá-los, sejam eles institucionalizados ou não, construídos e vividos nas margens. Dito de outro modo, a literatura analisada indica que o diálogo aqui proposto nos leva a redescobrir um chão vital, um lócus no qual o não silenciamento, a solidariedade e a ação transformadora se complementam, superando posturas excludentes que tendem à subalternização e fomentam as assimetrias que buscamos combater.

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