EDUCAÇÃO POPULAR E ENSINO RELIGIOSO: DIÁLOGO POSSÍVEL PARA A SUPERAÇÃO DE PRÁTICAS EPISTÊMICAS SUBALTERNIZANTES
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Com base em Fleuri (2015), Itoz; Junqueira (2020), Guevara (2009), Hurtado (2009), Lage (2013), Streck (2010) e outros autores, constatamos através da metodologia que uliziamos, a pesquisa bibliográfica, que o componente Ensino Religioso, historicamente voltado para fins confessionais, tende, quando afastado do respaldo legal que o legitima, a reproduzir saberes que cristalizam assimetrias. A Educação Popular, por sua vez, se desenvolve a partir de realidades complexas e concretas e, na prática educativa política e enraizada, promove processos transformadores: práticas educativas nas quais sujeitos situados nas margens sejam inseridos no fazer pedagógico. Encontramos, no diálogo entre Educação Popular e Ensino Religioso, uma alternativa epistêmica e pedagógica concreta. Diante dos elementos que as constituem e têm em comum, surge a possibilidade de superar práticas epistêmicas que, voltadas à inferiorização, negam e desvalorizam saberes e vivências religiosas. 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Segundo Gohn (2012), os movimentos sociais surgem em situações de crise e de vulnerabilidade “[...]quando as oportunidades políticas se ampliam, quando há aliados e quando as vulnerabilidades dos oponentes se revelam” (p.33). Neste cenário, as diversas estratégias de luta desenvolvidas em muito se assemelham às lutas de “outros autores da corrente organizacional, tais como os repertórios de contestação, redes sociais, quadros culturais, pontos focais, para explicar o cenário das oportunidades políticas” (p.34). A década de 1980 foi marcada pela alteração no cenário político e social a nível mundial, anteriormente marcado pelas lutas armadas na Ásia, na América Latina e na África, com ênfase no antagonismo entre as classes sociais, o que levou a dar ênfase a outras problemáticas que evidenciava o “antagonismo entre classes sociais”.<br />\r\n No Brasil, nas décadas de 1980-1990, novas problemáticas em articulação com intelectuais, políticos de esquerda e com a ala progressista da Igreja católica surgiram como "a nova força da periferia". Diversos autores centraram seus estudos nos movimentos populares com ênfase nos temas da marginalidade, das novas configurações da periferia urbana, das relações entre o Estado e a sociedade numa perspectiva mais histórico-descritiva e pouco interpretativa. 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O GT Movimentos Sociais, Sujeitos e Processos Educativos, recebeu diversos trabalhos que refletem problemáticas emergentes e provocam os participantes e autores ao diálogo intercultural e uma nova relação com os saberes de forma a dar visibilidade aos movimentos sociais e a todos os atores e sujeitos que fazem a História, na construção coletiva e cidadã. 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