A EDUCAÇÃO POPULAR NAS CONFERÊNCIAS NACIONAIS DE SAÚDE: O DIREITO À SAÚDE E OS SEUS PROCESSOS PEDAGÓGICOS COLETIVOS
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Assim, à medida que a educação popular traz suas contribuições para a reafirmação de uma saúde universal construída coletivamente, o SUS apresenta novos olhares para a valorização da Educação Popular. Portanto, é essencial entendermos em que contexto a Educação Popular se firmou dentro do SUS e quais os pressupostos da sua relação com a saúde. A presente pesquisa, de caráter documental, tem como objetivo refletir sobre as bases que construíram a Política Nacional de Educação Popular em Saúde - PNEPS a partir de análises realizadas nos relatórios das Conferências Nacionais de Saúde, tendo como ponto de partida o questionamento de como a Educação Popular aparecem dentro desses espaços que foram, e ainda são, fundamentais para pensar um novo olhar sob o fazer saúde e que assim como um dos princípios da Educação Popular, também valoriza a participação da classe trabalhadora nesse processo. Além disso, nos baseamos em autores como Gadotti (2016), Vasconcelos (1999), Freire (2018), entre outros. Com tal análise, observamos que a 12ª Conferência trouxe em seu relatório um eixo específico para tratar a Educação Popular em Saúde, impulsionando a construção da PNEPS, mas antes disso já observamos a presença da discussão em torno da Educação em saúde voltada à expressões como “participação comunitária”, “práticas populares”, “saberes populares”, categorias importantes para pensarmos a educação popular dentro do SUS. Por fim, temos este trabalho como uma via de refletir sobre uma construção coletiva do direito à saúde pautada em caminhos pedagógicos coletivos." 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Segundo Gohn (2012), os movimentos sociais surgem em situações de crise e de vulnerabilidade “[...]quando as oportunidades políticas se ampliam, quando há aliados e quando as vulnerabilidades dos oponentes se revelam” (p.33). Neste cenário, as diversas estratégias de luta desenvolvidas em muito se assemelham às lutas de “outros autores da corrente organizacional, tais como os repertórios de contestação, redes sociais, quadros culturais, pontos focais, para explicar o cenário das oportunidades políticas” (p.34). A década de 1980 foi marcada pela alteração no cenário político e social a nível mundial, anteriormente marcado pelas lutas armadas na Ásia, na América Latina e na África, com ênfase no antagonismo entre as classes sociais, o que levou a dar ênfase a outras problemáticas que evidenciava o “antagonismo entre classes sociais”.<br />\r\n No Brasil, nas décadas de 1980-1990, novas problemáticas em articulação com intelectuais, políticos de esquerda e com a ala progressista da Igreja católica surgiram como "a nova força da periferia". Diversos autores centraram seus estudos nos movimentos populares com ênfase nos temas da marginalidade, das novas configurações da periferia urbana, das relações entre o Estado e a sociedade numa perspectiva mais histórico-descritiva e pouco interpretativa. Neste mesmo período, na Europa, surgiram novos movimentos sociais a exemplo do movimento ecológico, pela paz, de mulheres e de estudantes, denominados por Offe (1987) como um “novo paradigma da ação social". No início do século XXI, observamos maior visibilidade dos movimentos sociais e da sociedade civil em diversos setores e esferas do poder, onde se destaca a mobilização na esfera pública. Neste cenário, diversos atores e sujeitos mobilizaram a sociedade civil e promoveram a articulação com universidades, comunidade, igrejas para planejar e organizar das marchas e ações coletivas, a exemplo da adesão e aumento de participantes na Parada do Orgulho Gay no Rio de Janeiro e a o fortalecimento de “redes nacionais, de grupos locais e simpatizantes”. 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Este movimento de organização coletivo caracteriza-se pela construção de identidades “em torno de valores, objetivos ou projetos em comum, os quais definem os atores ou situações sistêmicas antagônicas que devem ser combatidas e transformadas”, na construção de um processo dialógico, dinâmico, político e educativo. 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No que refere à relação entre os movimentos sociais e o Estado, é importante destacar que se por um lado, a participação social e comunitária na luta pelos direitos humanos e justiça social, evidenciam novos atores e sujeitos, que reivindicam seus direitos e defendem um novo modelo de sociedade, mais justa e igualitária, em oposição ao paradigma neoliberal que fundamenta as ações políticas públicas em diversos países, ao mesmo tempo em que resistem à retirada de direitos, apresentam suas reivindicações e participam ativamente nos processos de elaboração e implantação de políticas sociais e educativas.<br />\r\n Diante deste processo históricos, em 2025, o XI Congresso Nacional de Educação CONEDU aborda o tema “Fazer educação a partir das margens: compromissos formativos”, que dialoga com as questões e problemáticas emergentes na sociedade e no campo da educação. 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Desejamos a todos/as/es, uma boa leitura das pesquisas apresentadas em nosso GT5.<br />\r\n <br />\r\n <br />\r\n """ "apresentacao" => null "organizadores" => """ PAULA ALMEIDA DE CASTRO<br />\r\n ANA MARIA SOTERO PEREIRA """ "conselho_editorial" => """ ANA MARIA SOTERO PEREIRA<br />\r\n BRUNA CARVALHO<br />\r\n CARLOS EDUARDO DIAS DA SILVA<br />\r\n ELIACIR NEVES FRANÇA<br />\r\n GABRIEL CARNEIRO<br />\r\n JOSANIEL VIEIRA DA SILVA<br />\r\n JOSÉ CÍCERO DOS SANTOS<br />\r\n LUÍS MIGUEL DIAS CAETANO<br />\r\n MARIA DE FÁTIMA OLIVEIRA BATISTA<br />\r\n NATANAEL DUARTE DE AZEVEDO<br />\r\n NORA ZOILA LANFRI<br />\r\n PAULA ALMEIDA DE CASTRO<br />\r\n SUELY DOS SANTOS SILVA<br />\r\n TANIA SERRA AZUL MACHADO BEZERRA<br />\r\n THAÍS FERNANDES DE AMORIM<br />\r\n UBIRANY LOPES FERREIRA<br />\r\n """ "ficha_catalografica" => "69e6896434e03_20042026171532.pdf" "arquivo" => "20042026131211-CONEDU---MOVIMENTOS-SOCIAIS--SUJEITOS-E-PROCESSOS-.pdf" "arquivo_alterado" => 1 "ano_publicacao" => 2026 "created_at" => "2025-08-04 16:31:36" "updated_at" => "2026-04-22 08:26:13" "ativo" => 1 ] #changes: [] #casts: array:16 [ "id" => "integer" "edicao_id" => "integer" "codigo" => "string" "capa" => "string" "titulo" => "string" "prefacio" => "string" "apresentacao" => "string" "organizadores" => "string" "conselho_editorial" => "string" "ficha_catalografica" => "string" "arquivo" => "string" "arquivo_alterado" => "boolean" "ano_publicacao" => "integer" "created_at" => "datetime" "updated_at" => "datetime" "ativo" => "boolean" ] #classCastCache: [] #attributeCastCache: [] #dates: [] #dateFormat: null #appends: [] #dispatchesEvents: [] #observables: [] #relations: [] #touches: [] +timestamps: false #hidden: [] #visible: [] +fillable: array:16 [ 0 => "edicao_id" 1 => "codigo" 2 => "capa" 3 => "titulo" 4 => "descricao" 5 => "prefacio" 6 => "apresentacao" 7 => "organizadores" 8 => "conselho_editorial" 9 => "ficha_catalografica" 10 => "arquivo" 11 => "arquivo_alterado" 12 => "ano_publicacao" 13 => "created_at" 14 => "updated_at" 15 => "ativo" ] #guarded: array:1 [ 0 => "*" ] } ] #escapeWhenCastingToString: false } ] #touches: [] +timestamps: false #hidden: [] #visible: [] +fillable: array:23 [ 0 => "publicacao_id" 1 => "volume" 2 => "numero" 3 => "url" 4 => "nome" 5 => "nome_evento" 6 => "descricao" 7 => "pasta" 8 => "logo" 9 => "capa" 10 => "timbrado" 11 => "periodicidade" 12 => "idiomas" 13 => "pais" 14 => "inicio_evento" 15 => "final_evento" 16 => "ano_publicacao" 17 => "data_publicacao" 18 => "autor_corporativo" 19 => "visualizar_artigo" 20 => "created_at" 21 => "updated_at" 22 => "ativo" ] #guarded: array:1 [ 0 => "*" ] -periocidade: array:10 [ 0 => "Diária" 1 => "Semanal" 2 => "Quinzenal" 3 => "Mensal" 4 => "Bimestral" 5 => "Trimestral" 6 => "Semestral" 7 => "Anual" 8 => "Bienal" 9 => "Trienal" ] -idioma: array:3 [ 0 => "Português" 1 => "Inglês" 2 => "Espanhol" ] } ] #touches: [] +timestamps: false #hidden: [] #visible: [] +fillable: array:13 [ 0 => "edicao_id" 1 => "trabalho_id" 2 => "inscrito_id" 3 => "titulo" 4 => "resumo" 5 => "modalidade" 6 => "area_tematica" 7 => "palavra_chave" 8 => "idioma" 9 => "arquivo" 10 => "created_at" 11 => "updated_at" 12 => "ativo" ] #guarded: array:1 [ 0 => "*" ] }