Artigo Anais I CONEDU

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-8829

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RISOS CONSENTIDOS: O ATO DE RIR NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM

Palavra-chaves: RISO, SALA DE AULA, ENSINO Comunicação Oral (CO) LINGUAGENS, LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO

Resumo

Em detrimento de sua grandiosidade e abrangência, o RISO torna-se interdisciplinar. Esta afirmativa não encontra-se em desproposito, pois o riso nasce paralelo a história dos homens. Desde a antiguidade há o interesse por ele, pois Aristóteles o teria desenvolvido no II livro da poética o qual nunca fora encontrado, deixando carentes suas reflexões sobre o rir. Posteriormente, inúmeras discussões e campos do conhecimento dedicam-se a estudá-lo. Diante disto, podemos refletir o riso como um discurso que construído, possui pluralidade em seu significado, destes podemos citar o dicionário Houaiss que evidencia duas possibilidades acerca do riso: a primeira está ligada ao riso como demonstração de alegria, a segunda como código para o escárnio e a zombaria. Neste artigo, pretendemos trabalhar o riso como símbolo da alegria e da catarse, buscando compreender sua inserção e importância como linguagem em busca de tornar as relações interclasse propícias ao processo ensino-aprendizagem. Linguagem pouco estudada em sua fundamental importância nos processos educativos, o riso carrega sobre si marcas de molduras institucionais, que por na maioria das vezes por tratarem-se de lugares “sérios” não devem permitir gargalhadas. Esta concepção pode ser observada nas reflexões de Vladimir Propp, onde afirma que as profissões que dão ao homem parcelas de poder parecem estar imbuídos da privação do riso, e ele mesmo revela: os funcionários e pedagogos à antiga. Parece-nos óbvio que o aluno que mantém boas relações com seus professores, onde conhecimentos são trocados através de brincadeiras parece mais apto aos estudos e receptivo aos assuntos ministrados em sala. Assim, seu estado psicológico e emocional torna-o mais sensível e leve e, como isso, participa com mais interesse das atividades para a aprendizagem. Em contrapartida, o aluno que, por variados motivos deixa de se relacionar positivamente com o professor e com o próprio grupo, agindo de forma agressiva e ou com indiferença muitas vezes, perde uma parte da oportunidade de aprender, no sentido de construção de significados a partir de múltiplas e complexas interações, onde o sorriso torna-se literalmente um estado de arte, a arte de educar e de aprender.

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