Artigo Anais I CONEDU

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-8829

EXPERIÊNCIAS DE WINTERBOTTOM : INDEPENDÊNCIA PREMATURA & MOTIVAÇÃO PARA REALIZAÇÃO

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Publicado em 18 de setembro de 2014

Resumo

A motivação para realização é o esforço para elevar ou conservar no maior grau possível a capacidade, em todas as atividades em que se considera um critério de qualidade como obrigatório, e cuja execução, por isso, se pode ou não conseguir. O desenvolvimento de uma boa motivação para realização depende de muitos fatores educacionais. Uma condição prévia, porém, de particular importância: a criança precisa adquirir um grau mínimo de independência nos primeiros oito anos de vida. As experiências na década de 1950 realizadas por Winterbottom demostram correlação entre a motivação para realização e o independência em crianças. Nessas experiências com crianças, observou-se a relação direta entre motivação e independência prematura. A experiência consistia em solicitar de professores de garotos entre 8 e 10 anos o grau de sua aplicação e esforço. De acordo com isso, foram divididos os alunos em dois grupos: o grupo de elevada e o grupo de baixa motivação para realização de atividades escolares. Depois, fez interrogar detalhadamente as mães sobre suas metas educacionais e, sobretudo, sobre suas técnicas educacionais. O grupo com maior motivação para realização, durante os primeiros anos de vida, haviam recebido mais atenção e reconhecimento para cada execução independente de tarefas. O segundo grupos (menos motivado) teve o comportamento de independência, visto pelos pais, como sendo de teimosia e não como um progresso. Com isso as crianças do segundo grupo tinham seu comportamento de independência reprimido por ações dos pais. Segundo os estudos a independência deve ser estimulada desde cedo, entretanto não deve confundida com tarefas domesticas, pois para que haja motivação é necessário que a independência prematura deva vir dos interesses da criança. A motivação para realização de atividades tem como pré-requisito básico a formação de uma independência prematura, pois a criança que é consciente da liberdade de decisão e que pode determinar objetivos, esta melhor preparada para ter mais força de vontade do que uma criança que teve sua independência prematura reprimida.

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