Artigo Anais CONACIS

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-0186

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O PROCESSO DE TRABALHO DO ENFERMEIRO NAS AÇÕES DE COMBATE A TUBERCULOSE: DESAFIOS E PERSPECTIVAS

Palavra-chaves: ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE, ENFERMAGEM EM SAÚDE PÚBLICA, TUBERCULOSE Tema Livre (TL) Saúde Pública Publicado em 09 de abril de 2014

Resumo

Introdução: As ações de tratamento e controle da Tuberculose no Brasil estão inseridas no contexto da Atenção Primária à Saúde, uma vez que a mesma é uma doença priorizada pelo Ministério da Saúde e tem o enfermeiro como protagonista ativo no desenvolvimento das ações de combate à moléstia proposta pelo Plano Nacional de Controle da Tuberculose. Objetivo: conhecer os principais desafios e perspectivas no processo de trabalho do enfermeiro nas ações de controle da tuberculose desenvolvidas na Atenção Básica. Metodologia: Estudo exploratório, descritivo, quanti-qualitativo foi realizado nos municípios de Sousa e Cajazeiras, ambos localizados no alto sertão paraibano no período de agosto e setembro de 2013 com 32 enfermeiros atuantes nas Estratégias de Saúde da Família das devidas localidades. Para a coleta de dados foi utilizado um questionário semi-estruturado e analisados através da estatística descritiva e da análise de conteúdo. Resultados: Os principais resultados revelaram a predominância do sexo feminino, com sujeitos com idades entre 30 e 39 anos, com titulação de pós-graduação. Os enfermeiros possuem um conhecimento clínico, epidemiológico e social sobre a TB, sendo o tratamento (16,80%), educação em saúde (15,20%) e busca ativa (13,50%) as principais ações desenvolvidas pelos mesmos no combate a TB. Entre as dificuldades encontradas na operacionalização das ações de combate a patologia foram à adesão ao tratamento, o estigma e o tabu que envolve a doença e o abandono da terapia pelo doente, sendo a principal expectativa dos profissionais ao desenvolver as ações de controle da patologia a cura e a erradicação da mesma. Conclusão: A partir dos resultados obtidos, afirma-se que as ações de combate a TB são fragmentadas, o que possibilita as principais dificuldades na operacionalização das ações, adesão e abandono do tratamento, sendo essencial um maior envolvimento dos gestores com a causa, disponibilizando insumos materiais preconizados pelo PNCT, bem como a capacitação profissional, proporcionando uma assistência qualificada, integral e humanizada

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