Desde o passado tem-se discutido sobre as possíveis implicações das restaurações realizadas com amálgama, colaborando com que os meios de comunicação de massa deflagrassem especulações contra seu uso caracterizando o galvanismo oral como um fator etiológico para dores orofaciais. O estudo trata-se de uma revisão integrativa de abordagem qualitativa com levantamento dos dados na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) usando os descritores (Amálgama dentário;Dores orofaciais;Eletrogalvanismo intrabucal) sendo que a partir dos critérios de inclusão e exclusão totalizaram 4 artigos, tendo sido realizada a posteriori pesquisas em outros bancos de dados e sites para integrar a discussão do tema abordado. Nas análises realizadas percebeu-se que muitos dos indivíduos que queixavam-se de dores orofaciais possuíam outras disfunções e patologias no sistema estomatognático que poderiam afetar de forma mais direta para essas algias. O amálgama por ser um material restaurador de espectro galvânico não contribui de forma direta para o aparecimento etiológico das dores orofaciais, tendo em vista que, as correntes provocadas por esse material serem minimamente prejudiciais no comprometimento de dores orofaciais. A análise dos quatro artigos científicos com o uso dos sites de pesquisa puderam explicitar que a ação galvânica nos materiais restauradores de amálgama não possuem relações diretas com as dores orofaciais sendo o mesmo implicado mais diretamente por patologias e afecções que comprometem o sistema orofacial. Dessa forma, diagnósticos etiológicos inespecíficos são notadamente implicados na veracidade das informações científicas, uma vez que, as dores orofaciais possuem um amplo conjunto sintomático que desencadeia ou interage para o seu acometimento.