Artigo Anais IV CONEDU

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-8829

Visualizações: 262
O ENSINO DE CIÊNCIAS E AS ATIVIDADES EXPERIMENTAIS.

Palavra-chaves: ATIVIDADES EXPERIMENTAIS, RELAÇÃO TEORIA-PRÁTICA, ENSINO DE CIÊNCIAS Pôster (PO) GT 16 – Ensino de Ciências Publicado em 20 de dezembro de 2017

Resumo

Atualmente nas instituições de ensino abordar a disciplina de ciências tem sido um desafio, sendo praticamente impossível aproximar o conhecimento científico da realidade do aluno utilizando aulas tradicionais descontextualizadas e baseadas somente na utilização do livro didático. A introdução de atividades experimentais vem sendo sinalizada como uma possibilidade para melhorar o ensino e aprendizagem em ciências. Embora aplicadas com pouca frequência, são vistas e apontadas por diversos autores e pesquisadores como uma das soluções para melhorar o processo de ensino em ciências (Gil-Pérez et al, 1999; Gonçalves; Galiazzi, 2006; Castro, Goldschmidt 2016). A utilização dessas práticas precisa ser vistas, entendidas e executadas como instrumento para construção do conhecimento (Demo, 1997). Estimulando os discentes na construção do saber, do conhecer e do pensamento crítico (Demo, 1997). Segundo Rocha (2016), o docente precisa desenvolver competências adequadas ao seu perfil e melhorar as condições que favoreçam o ensino, implementando em sua metodologia recursos didáticos que valorizem o ensino e aprendizagem em Ciências. Este trabalho teve como objetivo conhecer a vivência dos alunos sobre atividades experimentais no ensino fundamental II na disciplina de ciências, e a partir desde conhecimento planejar e executar uma atividade prática integrativa para as turmas participantes. O estudo foi realizado em cinco turmas do ensino fundamental II na disciplina de ciências, na escola estadual José Fernandes Machado, durante o mês de maio de 2017dentro das atividades planejadas pelo PIBID-UNIFACEX. Para a abordagem utilizamos a modalidade quali-quantitativa, apresentando um questionário contendo perguntas abertas e fechadas. Participaram da pesquisa um total de 82 alunos, os mesmos responderam questões acerca da frequência com que as atividades experimentais ocorrem na escola, quais os tipos mais frequentes, e se essas atividades despertam o interesse na disciplina de ciências. A atividade prática demonstrativa foi realizado através da exposição de animais taxidermados, sendo expostos com uma ficha de identificação e simulado no local o ambiente natural no qual os animais vivem explicitando para os alunos visitantes a importância de cada espécie para a integridade das relações ecológicas. A análise e os resultados dos questionários permitiram observar que as atividades experimentais empregadas nas aulas de ciências acontecem com pouca frequência. De um total de 82 questionários respondidos, 25 informaram que as atividades experimentais eram desenvolvidas na escola com frequência. Quanto aos tipos de atividades experimentais, a maioria declarou que as práticas são em sua maioria do tipo demonstrativas. A aplicação das atividades experimentais contribuiu para despertar o interesse de 65 alunos na disciplina de ciências. A realização da prática proporcionou aos estudantes conhecer a fauna encontrada da região, os hábitos de vida das espécies, bem como, o exercício da prática de conscientização para conservação de espécies silvestres. Durante a pesquisa constatamos que as atividades experimentais servem como suporte no ensino teórico-prática de ciências e precisam ser vistas não apenas como uma didática complementar e sim como uma metodologia a ser agregada no plano de ensino da disciplina. Concluímos também que o emprego dessas atividades não requer ambiente ou equipamentos especializados, sendo possível trabalhar com materiais de baixo custo.

Compartilhe:

Visualização do Artigo


Deixe um comentário

Precisamos validar o formulário.