Artigo Anais IV CONEDU

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-8829

APLICAÇÃO DE CENÁRIOS HIPOTÉTICOS NO ENSINO DE FILOGENIA: APRENDENDO A FAZER CIÊNCIA

Palavra-chaves: CENÁRIOS HIPOTÉTICOS, CIÊNCIA, FILOGENIA Pôster (PO) GT 16 – Ensino de Ciências Publicado em 20 de dezembro de 2017

Resumo

O conteúdo do presente trabalho é referente a uma das atividades realizadas em um período de estagio regência. Abordando a filogenia dos seres vivos, foram aplicadas em uma turma do 7º ano do ensino fundamental, em uma escola pública do município de Feira de Santana- Bahia. Sendo uma das avaliações da disciplina Estagio Supervisionado no ensino de Ciências II, disciplina obrigatória do curso de licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Feira de Santana. Em um primeiro momento houve um período de observações da sala de aula, assim como, a dinâmica estabelecida nela através das relações que se firmaram ao decorrer do período observado. Além disso, foi possível perceber a organização escolar e sendo assim, a cultura escolar. Representou também a oportunidade que tinha para criar um projeto de ação frente aos alunos e escola observada. A escolha da temática filogenia, foi oriunda de indagações de alguns alunos sobre a minha profissão, remetendo ao fato do “ser cientista”. Unindo isso, aos assuntos abordados em sala, procurei uma forma de desenvolver nos alunos a imaginação sobre o que é a ciência e o papel do cientista, sem fugir do bloco temático seres vivos. Durante a regência, procurei realizar atividades que criassem no aluno a capacidade crítica e investigativa, umas das principais características da Ciência. Dentre essas atividades estavam os Cenários hipotéticos, que são narrativas contendo uma determinada questão problema, envolvendo usuários, processos e dados reais ou potenciais, exigindo do aluno uma tomada de decisão frente a essa problemática. No caso da filogenia, esses cenários voltavam-se para diferenciação das espécies através de características exclusivas, como também compartilhadas com algumas outras espécies também apresentadas no cenário. Cabia ao aluno, observar e comparar as características dos exemplares em questão, e formular uma hipótese filogenética segundo os caracteres observados, e em seguida montar a árvore filogenética. O primeiro cenário foi aplicado na terceira aula de regência, posteriormente à aulas introdutórias sobre os temas filogenia, árvores filogenéticas e o seu conceito incluindo ancestralidade comum, as etapas de construção, e os critérios que os pesquisadores utilizam para agrupar os seres vivos. Já o segundo cenário, foi aplicado na sétima aula, na qual já teriam visto uma abordagem mais profunda de tais conceitos, como também sobre as novidades evolutivas, explicando aos alunos que essas novidades não surgem de um dia para outro, e se surgem é porque algo aconteceu para o seu aparecimento, e assim trouxeram à tona, durante a evolução, novos modos de vida e a formação de novas espécies. Os cenários hipotéticos representaram um sistema imaginário, mas que quando analisados, foi possível compará-los com a realidade, e sendo assim, o esclarecimento de dúvidas sobre a origem da biodiversidade, o surgimento de novas espécies, e o porquê do estudo dos seres vivos em grupos. Foi possível também fugir da tradicional memorização dos conteúdos, fazendo com que os alunos refletissem e criassem hipóteses somente em observar, vivenciando um dos papeis que um cientista pode desenvolver, saindo da linha laboratorial, indo a campo pesquisar, observar, e criar hipóteses.

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