Artigo Anais IV CONEDU

ANAIS de Evento

ISSN: 2358-8829

ADULTIZAÇÃO DE CRIANÇAS NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA: O DESAPARECIMENTO DA INFÂNCIA E A CONSTRUÇÃO DE UM “NOVO VELHO SUJEITO”

Palavra-chaves: CRIANÇA, DESAPARECIMENTO DA INFÂNCIA, DISCURSO MIDIÁTICO Comunicação Oral (CO) GT 09 - Educação Infantil Publicado em 20 de dezembro de 2017

Resumo

O presente estudo trata-se de um recorte da pesquisa em andamento do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, intitulado: “O discurso midiático no processo de normatização e adultização da criança: o desaparecimento da infância e suas implicações na prática educativa”, cujo objetivo constitui-se em analisar a influência da mídia no processo de normatização e adultização da criança, considerando que, cada vez mais, as crianças são expostas a diversos estímulos pertencentes ao mundo adulto. No tocante aos procedimentos metodológicos, o estudo qualitativo, envolveu um levantamento bibliográfico, fundamentalmente em observância aos aspectos midiáticos no processo de adultização da criança, bem como a análise de dados referente a imagens veiculadas na internet e na mídia televisiva. Nesse cenário, observa-se que não há uma “divisão” clara entre adultos e crianças, uma vez que comportamentos, características e práticas de consumo se confundem entre esses dois sujeitos. Como suporte teórico, nos apoiamos nos estudos de Ariès (1981), Postman (1999), Rousseau (2004), Dornelles (2005) e Foucault (1989). Esses estudos nos mostram fatores que tendem a influenciar o comportamento infantil, estimulando-os a agirem como pequenos adultos. Nesse sentido, é importante que se tenha um olhar crítico sobre a influência midiática no comportamento de nossas crianças, em processo de formação, apontando para a necessidade de um olhar cuidadoso para com as experiências proporcionadas a estas com vistas a promover atividades voltadas para a especificidade e particularidade do mundo infantil, distanciando-as do mundo adulto. Acreditamos que a escola, juntamente com a família, deve manter um diálogo permanente nesse sentido, garantindo o direito da criança de viver a sua infância.

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