Artigo Anais IV SINALGE

ANAIS de Evento

ISSN: 2527-0028

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TECNOLOGIAS, LÍNGUAS E ENSINOS: GÊNEROS DISCURSIVOS NA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS)

Palavra-chaves: GÊNEROS DISCURSIVOS, LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS, SURDOS Comunicação Oral (CO) GT16-GÊNEROS DISCURSIVO E/OU TEXTUAL: ENSINO/APRENDIZAGEM Publicado em 27 de abril de 2017

Resumo

Pensar no ensino de línguas é mais que simplesmente dar provimentos de vocabulário, é também pensar em estratégias para que os alunos conheçam os artefatos culturais, como o caso da comunidade e cultura surda. Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo investigar como acontece a apropriação da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) por alunos de uma turma do curso de Letras LIBRAS da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, a partir de gêneros textuais e tecnologias. Nossa base teórica utilizada é de Bakhtin (2011), para a compreensão de gêneros discursivos; Recuero (2016) sobre os discursos nas tecnologias digitais e redes sociais e; Quadros (2004) sobre a língua de sinais e sua estrutura. Para atingirmos o nosso objetivo, fizemos uso de metodologia descritiva-exploratória na investigação de como os gêneros discursivos e as tecnologias usadas nas aulas do curso podem promover melhores apropriações da língua de sinais e demais aspectos inerentes a ela. Os resultados, nos mostram que as disciplinas que apresentaram uma gama vasta de gêneros discursivos, tais como poesias, hinos de times, teatro, histórias, literatura surda adaptada e dentre outros que são compartilhadas pelas tecnologias. Acredita-se na necessidade da utilização da língua de sinais com vistas à promoção do desenvolvimento intelecto-cognitivo, profissional e social dos professores em formação, uma vez que estes passam por um processo gradativo, em sua maioria ouvintes, que precisam adentrar na comunidade e cultura surda para se apropriar das ferramentas didático-pedagógicas-culturais para assim poderem ser profissionais devidamente capacitados para a docência em Libras. Os gêneros discursivos trabalhados nos mostram além de uma preocupação com a fluência dos alunos, como também melhores formas para que eles possam perceber as estruturas destoantes que existem nessas duas línguas trabalhadas em sala. Dessa forma, devemos levar em conta tantos os aspectos sociais e linguísticos dessa comunidade que é colocada em cena na sala de aula, em consideração a multiculturalidade existente nessa formação.

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