Artigo Anais IV SINALGE

ANAIS de Evento

ISSN: 2527-0028

DIDATIZAÇÃO DO GÊNERO REPORTAGEM: UM TRABALHO DE RETEXTUALIZAÇÃO EM ENSINO/APRENDIZAGEM DE LÍNGUA PORTUGUESA

Palavra-chaves: ENSINO/APRENDIZAGEM, GÊNERO TEXTUAL, RETEXTUALIZAÇÃO, REPORTAGEM Comunicação Oral (CO) GT16-GÊNEROS DISCURSIVO E/OU TEXTUAL: ENSINO/APRENDIZAGEM Publicado em 27 de abril de 2017

Resumo

Os gêneros textuais organizam e são organizados na nossa vida social e cultural, contribuindo para ações linguageiras no dia a dia. Considerando a sua grande circulação e sua funcionalidade na sociedade, há a necessidade de se trabalhar com essas modalidades de uso linguístico, textual e discursivo nas aulas de Língua Portuguesa (LP), para que ensino/aprendizagem, neste âmbito, favorecem ao desenvolvimento de competências comunicativas. Nesse sentido, no presente estudo, objetivamos discutir a didatização do gênero jornalístico reportagem, em uma turma de 9º ano de uma Escola Municipal da cidade de Montadas – PB. De maneira específica, objetivamos descrever a aplicabilidade de atividades de retextualização do referido gênero, abordado em um contínuo entre oralidade e escrita, bem como desenvolver estas atividades pelo eixo temático de temas transversais: como pluralidade cultural, orientação sexual, saúde, trabalho e consumo. Para tanto, partimos de perspectiva interdisciplinar, como sugerem os Parâmetros Curriculares Nacionais (1998), ao possibilitarmos a sujeitos aprendizes o domínio de competências comunicativas através do gênero escolhido em estudo, em situações em que: (1) a sua modalidade escrita acontece no contínuo com a oral; (2) o contexto escolar mobiliza discussão de temas transversais. O presente trabalho se justifica porque o gênero reportagem integra uma função jornalística frequente em nosso cotidiano, de ter circulação em massa e abranger uma diversidade de temas recorrentes na nossa sociedade. Além disso, este gênero ocorre na transição entre a oralidade e a escrita, articulando processos de retextualização, que fazem parte da nossa relação com a língua. Para o progresso e ampliação das nossas ideias, seguimos Marcuschi (2001), que trata da retextualização, sobretudo, no contínuo entre fala e escrita, Dell'Isola (2007), que apresenta atividades de retextualização em contexto pedagógico; dentre outros, que nos fazem pensar tanto sobre gêneros, quanto ensino/aprendizagem de LP, como Antunes (2003), Cosson (2016), Dionísio e Machado (2010) Geraldi (2012), Lino de Araújo e Silva (2015) e Rojo e Barbosa (2015). Metodologicamente, desenvolvemos uma pesquisa de natureza qualitativa, ainda em andamento, ao analisarmos um contexto particular pedagógico, em que uma das autoras deste trabalho é a professora da turma investigada e a outra autora colabora na preparação, análise e reflexão do trabalho desenvolvido em sala de aula.

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