Artigo Anais IV SINALGE

ANAIS de Evento

ISSN: 2527-0028

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A RESILIÊNCIA E A RESISTÊNCIA DA MULHER NA FIGURA DA PERSONAGEM AMADIANA TEREZA BATISTA

Palavra-chaves: TEREZA BATISTA, RESILIÊNCIA, RESISTÊNCIA, REPRESENTAÇÃO FEMININA, REPRESENTAÇÃO FEMININA Comunicação Oral (CO) GT06-AS PRÁTICAS DISCURSIVAS DO COTIDIANO: ENTRE O PODER E A RESISTÊNCIA

Resumo

Na sociedade patriarcal, a mulher depara-se com muitas restrições e preconceitos atrelados a padrões e costumes que moldam a figura feminina de acordo com a visão falocêntrica. Entretanto, com muita luta, as mulheres estão conseguindo romper com determinadas práticas e concepções em busca de edificar uma sociedade menos injusta e mais igualitária. Neste trabalho, será discutido acerca da resiliência e da resistência da mulher na sociedade, representada na figura da personagem amadiana Tereza Batista, de Tereza Batista Cansada de Guerra, como uma mulher que sofreu diante dos homens por ser mulher e por não ser branca. O objetivo principal do trabalho é descrever e interpretar os dizeres manifestados sobre e pela personagem a partir do visível e do pouco visível, por meio dos quais ela escapa silenciosamente às conformações impostas e, por meio de formas, que são assumidas pela criatividade, se reapropriam do espaço organizado pelas práticas socioculturais. (ORLANDI 2000; BAKHTIN 1979). O suplício de Tereza começa quando perde seus pais e passa a morar com sua tia, logo após é vendida pela mesma para ser objeto de desfrute sexual do Capitão Justiniano, sofre vários abusos sexuais e é discriminada como uma mulher impura para casar e ter filhos. Em toda sua vida, Tereza foi “favorecida” por homens que tinham como o real objetivo desfrutá-la sexualmente, encontrando pedras no caminho que construíram sua resiliência, que a fizeram mais forte, descontruindo a ideia de que a mulher é símbolo de fragilidade. A personagem entende a injustiça entre as classes e luta apoiando outras mulheres, inconformada com tudo que acontece, ultrapassa o limite que lhe é “dado”. Portanto, Tereza Batista é a protagonista da própria história. Ainda que no contexto histórico em que a obra foi escrita não existissem os movimentos feministas, ela carrega a ideologia dos mesmos, a personagem é a representação feminina completa da mulher guerreira que luta pela liberdade e igualdade. Elegemos, nesse sentido, o gênero como nossa principal fundamentação teórica, recorrendo às contribuições de estudiosos da área, dentre estes: Perrot (2013), Duarte (2012), Del Priore (2010). Além disso, analisamos como se dá a mobilidade do sujeito feminino e a construção de sua identidade ao longo do romance, com base nas ideias de Stuart Hall sobre identidade cultural.

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