Artigo Anais I CNEH

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-1908

O IMPACTO DA INSTITUCIONALIZAÇÃO NA SAÚDE GLOBAL DE IDOSOS

Palavra-chaves: IDOSO, ENVELHECIMENTO, INSTITUCIONALIZAÇÃO Tema Livre (TL) / Oral Papers Submission AT-12: ENVELHECIMENTO E INTERDISCIPLINARIDADE Publicado em 23 de novembro de 2016

Resumo

O envelhecimento populacional é um desafio para os diversos setores sociais e da saúde, uma vez que é evidenciada a prevalência de doenças crônicas degenerativas, acidentes e isolamento social; ou melhor, declínios físicos, psicológicos e sociais. O presente trabalho tem como objetivo avaliar o impacto da institucionalização sobre saúde global de idosos institucionalizados. Trata-se de um estudo de abordagem quantitativa, com delineamento descritivo e transversal, realizado com idosos residentes em uma instituição de longa permanência, localizada na cidade de Natal/RN. Foram utilizados quatro instrumentos, entre eles, um formulário com informações sócio demográficas e de saúde, além do index de Katz para avaliar a capacidade funcional, avaliação nutricional e o mini exame mental para avaliar as funções cognitivas. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sob parecer n° 164/2011. Participaram 30 idosos, sendo 63,3% do sexo feminino, com idades entre 63 e 101 anos. Desses, 50% estavam na faixa de idade que varia dos 71 a 80 anos. Tempo de institucionalização: 4 anos em média. Os idosos declararam ter dificuldades para dormir, enxergar e ouvir. 90% dos idosos tomam algum tipo de medicamento; merece destaque o uso recorrente de psicotrópicos, sem notificação de existência de doenças psicológicas e psiquiátricas, muito embora tenham doenças preexistentes, mas com predominância de hipertensão e diabetes. 70% dos idosos são muito dependentes, seguido de 16,6% que são independentes e 13,4% que apresentam dependência moderada. Apenas 26,7% dos idosos atingiram o escore do Mini Exame do Estado Mental, ou seja, oito pessoas. Quanto ao risco de desnutrição, 47,6% (n=10) apresentavam, enquanto que 38,1% (n=8) já se encontravam desnutridos. Esse estudo que buscou avaliar o impacto da institucionalização sobre a saúde global de idosos identificou que essa modalidade de acolhimento tem gerado impactos negativos a saúde dos idosos. As atividades da vida diária, assim como a saúde mental e funcional dos idosos tem sido amplamente prejudicadas, haja vista a falta de estímulos sensório-motores. Esses pontos reforçam a importância do cuidado integral dentro dos espaços das instituições de longa permanência para idosos, uma vez que é essencial essa modalidade de atenção para que seja preservada a autonomia e a independência do idoso. Para que o cuidado integral seja realmente efetivado, é imprescindível a atuação de uma equipe interdisciplinar, a qual além da avaliação das condições de saúde do idoso poderá promover diversas atividades para o estímulo das suas capacidades, em especial a funcional e a cognitiva. Ressalta-se ainda a necessidade de um olhar por parte da gestão pública para as instituições de longa permanência, em especial das de caráter filantrópico, uma vez que as mesmas são responsáveis pelo acolhimento de idosos que não recebem esse suporte por parte da família.

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