Artigo Anais XII CONAGES

ANAIS de Evento

ISSN: 2177-4781

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TRANSEXUALIDADE E O DIZER PSICANALÍTICO

Palavra-chaves: TRANSEXUALIDADE, DESPATOLOGIZAÇÃO, PSICANÁLISE Comunicação Oral (CO) Gênero, Sexualidades e Produção do conhecimento. Publicado em 08 de junho de 2016

Resumo

A transexualidade é atualmente definida como o desejo persistente de viver e ser aceito como uma pessoa do sexo oposto. Essas pessoas podem apresentam enorme sofrimento psíquico por causa de seu sexo anatômico e almejam submeter-se a cirurgias ou tratamentos hormonais para redefinirem seus corpos. Enquanto, a travestilidade é uma vivência de gênero discordante do sexo biológico, em que a pessoa travesti usa vestimentas do gênero oposto chegando a modificar seus corpos, sem a intenção de redefinir sua genitália. Atualmente, o Conselho Federal de Psicologia levantou a campanha pela despatologização dessas identidades, por entendê-las como mais uma expressão da diversidade de gênero e sexual. O objetivo geral deste estudo foi conhecer as opiniões dos psicólogos de orientação psicanalítica sobre o processo de despatologização da transexualidade. O presente artigo é derivado de uma pesquisa de campo, qualitativa e quantitativa, tendo como lócus a cidade de João Pessoa-PB. A amostra foi selecionada por conveniência. Foram entrevistadas três psicólogas de orientação Psicanalítica com mais de 10 anos de atuação. As entrevistas foram averiguadas pela Analise de Conteúdo de Bardin e apontaram que todas as psicólogas entrevistadas são favoráveis ao processo de despatologização das identidades trans. Embora ligassem essas identidades a um discurso de vitimização, estas compreendem a experiência dos transgêneros a luz de suas abordagens clínicas, como um caminho de constituição subjetiva, sem deixar de levar em consideração as variáveis políticas e sociais na compreensão dos fenômenos do preconceito e discriminação vivenciados pelas pessoas que estão no transito dos gêneros: travestis e transexuais.

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