Artigo Anais XII CONAGES

ANAIS de Evento

ISSN: 2177-4781

Visualizações: 216
A MULHER EM FRANKENSTEIN: DA PENA À TELA

Palavra-chaves: CINEMA, FEMININO, MATERNIDADE Comunicação Oral (CO) Sujeitos nas/das artes: teatro, cinema, música.

Resumo

O presente trabalho pretende observar como se dá a representação do feminino através do estudo da personagem Elizabeth no filme Frankenstein de Mary Shelley. Para tanto, devemos considerar o fato de que o filme trata-se de uma tradução intersemiótica da obra de Mary Shelley, portanto analisaremos os códigos utilizados para a sua construção na narrativa literária e na narrativa fílmica a fim de verificarmos, por meio da comparação entre as duas formas de produção artística, a presença simultânea da maternidade e da sexualidade na personagem do filme de Branagh. De acordo com Diniz, (1999) o tradutor tem liberdade para modificar uma situação de cena, do texto para o filme, ampliando-a ou reduzindo-a ou ainda pode escolher representá-la por meio de outros instrumentos simbólicos. Essas modificações visam atender às necessidades do gênero cinema. Embora baseado em uma obra de autoria feminina, não podemos desconsiderar o fato de que o filme Frankenstein de Mary Shelley é fruto de uma visão masculina posto que a direção deve-se à Kenneth Branagh. Além disso, segundo Ann Kaplan (1995 p.33) “o cinema dominante tira partido do ato de olhar”. Esse olhar sendo predominantemente masculino é responsável pela construção de uma imagem fetichizada da mulher, geralmente dividida entra a maternidade e a feminilidade.

Compartilhe:

Visualização do Artigo


Deixe um comentário

Precisamos validar o formulário.